Os livros. A sua cálida, terna, serena pele. Amorosa companhia. Dispostos sempre a partilhar o sol das suas águas. Tão dóceis, tão calados, tão leais, tão luminosos na sua branca e vegetal e cerrada melancolia. Amados como nenhuns outros companheiros da alma. Tão musicais no fluvial e transbordante ardor de cada dia.
Eugénio de Andrade, Ofício da Paciência
Nada melhor do que um poema de Eugénio de Andrade para começar a escrever sobre livros para que eles se transformem na companhia leal tão necessária no nosso quotidiano.
Este é o poeta seleccionado para o passatempo literário de Novembro. Resolvê-lo é conhecer melhor a sua poesia e saber mais.