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quinta-feira, 16 de maio de 2013

O ilustrador Rui Castro estará, amanhã, no Agrupamento de Escolas de Arrifana, com todos os alunos do 1ºciclo, para apresentar o livro Irmão oceano, estória de José Jorge Letria, e ilustrar ao vivo para que as crianças adquiram algumas competências no âmbito da ilustração.


Sobre o livro:
"Muito diferentes seriam a nossa história e a nossa vida sem a relação que temos com o mar, com o Oceano de que fala este livro. O Oceano moldou o nosso destino, tornou-se fonte de alimento, de sonho e de imaginação. O Oceano tornou-se nosso irmão, com a sua vizinhança, a sua imensidão, a sua promessa de descoberta e aventura. Seríamos um povo e um país muito diferentes sem esta proximidade, sem este afeto que nos liga ao Oceano. Foi ele que ajudou a nascer os heróis, os mitos e as lendas, a magia e o mistério das viagens feitas ou ainda por fazer. O Oceano, neste caso o Atlântico, volta a ser uma porta aberta para a esperança para o futuro de Portugal. É disso que fala este livro, feito a pensar nos mais novos, mas para leitores sem idade, que queiram tratar o Oceano como um irmão único e sempre presente."

domingo, 23 de setembro de 2012

O LIVRO QUE SÓ QUERIA SER LIDO

E não é que o livro tem razão? Afinal, foi para ser lido que alguém o escreveu!


"Era uma vez um livro que teve o seu tempo, que esteve na moda, que passou de mão em mão, que teve leitores apaixonados e depois acabou na prateleira do esquecimento e da solidão; alimenta apenas um sonho: o de voltar a ser lido, que é uma forma de ser amado. Na sua solidão, teve por companhia cúmplice uma velha máquina de escrever, também ela condenada ao esquecimento. Juntos, foram encontrando formas de ultrapassar a tristeza de se sentirem esquecidos. O Livro que só queria ser lido, é um elogio do livro e da leitura e transmite uma verdade essencial: os livros partilharão sempre connosco, pela vida fora, a magia da aventura e do saber."

Numa estante da BE, à tua espera.

sábado, 27 de março de 2010

A IMPLANTAÇÃO DA REPÚBLICA EXPLICADA ÀS CRIANÇAS DAS EB1

A partir de dois livros, A minha primeira República, de José Jorge Letria, D. Quixote, e D. Carlos, o diplomata, Ana Oom, Zero a Oito, foi explicada a implantação da República a todas as crianças das sete Escolas EB1 do Agrupamento de Escolas de Arrifana. A professora bibliotecária preparou um power point, com a colaboração da colega da equipa Rosa Fonseca, professora de História, que serviu de base a uma conversa com as crianças. Em cada escola, leu passagens dos dois livros, respondeu às questões dos alunos e todos cantaram a canção "Ventos de mudança", incluída no segundo livro, assim como o Hino Nacional que as crianças sabiam na perfeição.





domingo, 31 de janeiro de 2010

CENTENÁRIO DA REPÚBLICA

A escola EB 2,3 de Arrifana já começou os trabalhos alusivos à comemoração do Centenário da República que irão ser publicados num blogue a ser criado para o efeito. A equipa da BE está a preparar um boletim bibliográfico indicando os recursos disponíveis (quer do próprio acervo quer do acervo da Biblioteca Municipal de Santa Maria da Feira) para serem usados pelas várias turmas. Enquanto não fica pronto, deixo uma sugestão de leituras como "pontapé de saída".
Uma vez que a morte do Rei D. Carlos foi o princípio do fim da Monarquia e precipitou a implantação da República, sugere-se os seguintes livros:



D. Carlos I, o diplomata, Ana Oom, traz um CD como material acompanhante. Pode ser lido online e ouvidas as músicas aqui.









O dia em que mataram o Rei, José Jorge Letria
A 1 de Fevereiro de 1908, no regresso de mais uma estadia em Vila Viçosa, o rei D. Carlos e o príncipe herdeiro D. Luís Filipe, são assassinados em pleno Terreiro do Paço.
Numa linguagem simples e adequada, explica-se aos mais pequenos este acontecimento e a sua importância na História de Portugal.






Mataram o Rei!, Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada, Caminho

Orlando leva Ana e João na máquina do tempo em busca de um criminoso perigosíssimo que tem como alcunha o Toupeira e sabe camuflar-se disfarçando-se de personalidades diferentes conforme o caso. A aventura vai decorrer em Lisboa no ano de 1908 onde João se envolve involuntariamente com um grupo de revolucionários que estão prestes a assassinar o rei D. Carlos...





Para quem prefere a banda desenhada, José Ruy conta a sua versão dos acontecimentos em imagens, no livro Mataram o rei!... Viva a República!













José Jorge Letria volta ao assunto em A Minha primeira República, desta vez para dar continuidade aos acontecimentos. Depois da morte de D. Carlos, em 1908, o seu filho D. Manuel II ainda reinou durante dois anos, até à implantação da República, em 5 de Outubro de 1910.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

5 DE OUTUBRO


A História continua a ser uma óptima fonte de inspiração para os escritores. José Jorge Letria é exímio na arte de recontar a História aos mais novos para que, de forma mais simples e divertida, conheçam o seu passado.

Desta vez, a fonte foi a implantação da República. O livro intitulado A minha primeira República, editado pela D. Quixote em Setembro de 2009 conta como Portugal deixou de ser uma monarquia.

Eis o que diz a contracapa do livro:


quarta-feira, 9 de setembro de 2009

OS LUSÍADAS


Os Lusíadas narrados aos jovens, é o último livro de José Jorge Letria, publicado em Maio de 2009, e uma forma de dar a conhecer aos jovens a maior obra da Literatura Portuguesa. Segundo escreveu o autor, no prefácio, esta é uma adaptação da obra de Camões e segue a ordem imposta pelos dez cantos do texto original. Apesar de ser uma narrativa em prosa corrente, o autor teve "a preocupação de elevar o tom da narrativa, em algumas passagens, à solenidade que caracteriza Os Lusíadas".
Este livro vai fazer parte das Olimpíadas da Leitura 09/10 que vão iniciar no próximo dia 1 de Outubro, uma actividade de parceria da BE e dos grupos disciplinares de Língua Portuguesa (2º e 3º ciclos).
Um livro à espera de leitores, na estante expositora das novidades!

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

CARTAS DE AMOR - 5ª CARTA

A quinta carta é, no mínimo, original. Como as outras já publicadas, é uma carta de amor mas, desta vez, o amor não é por uma mulher ou por um homem. É por gatos. E quem a escreveu foi o pintor suiço Paul Klee, através de José Jorge Letria, no seu livro já aqui mencionado (ver mensagem do dia 4 de Fevereiro) Amados Gatos.

Queridos Nuggi, Fritzy e Bimbo:
Chegado ao fim da minha vida, dirijo-vos esta carta para vos dar conta da importância que tiveram no meu atribulado percurso como pintor.
Creio que não teria chegado onde cheguei como artista do meu tempo sem o vosso amor e a inspiração que nunca me regatearam.
Fiz questão de vos manter presentes em tudo quanto fiz, desde as cartas aos poemas, passando, naturalmente, pelos quadros em que tentei modestamente representar-vos.
Vocês acompanharam-me nas horas de sofrimento e de incerteza, de exílio e de privação, mas também naquelas que me deram a ilusão da felicidade. Primeiro, o meu querido Nuggi, cinzento e meigo, ainda nos anos da juventude; depois, Fritzy, tigrado, brincalhão e matreiro, a que também chamei Fripouille, nos tempos mais intensos da criação pictórica e também do reconhecimento artístico pelo público e pela crítica; por fim, Bimbo, branco e discreto, já nos anos da doença e da decadência física, sempre dedicado, sempre presente, sempre terno e atento.
Devo confessar que sempre vislumbrei em vós um toque do sagrado, porque não hesito em considerar-vos seres divinos, que eu não fui capaz de retratar com o talento merecido nas telas e nos desenhos em que vos tentei eternizar. Sim, é verdade que vos escrevi cartas, sobretudo a Bimbo, já no fim da vida, e que não tinha sossego nos meus telefonemas sempre que me diziam que algum de vocês estava doente ou andava fugido. Isso nunca foi uma fraqueza minha e sim uma das principais manifestações do amor que consegui partilhar com outros seres.
Ainda assim, alguns dos quadros de que mais gosto são precisamente aqueles em que vos reservei lugar, com títulos como O Gato e o Pássaro ou A Montanha do Gato Sagrado. Os gatos ajudaram também a fortalecer amizades com artistas e poetas que comungavam comigo esse amor e essa admiração irrenunciáveis. Foi o que aconteceu com Rainer Maria Rilke. Até isso eu vos fiquei a dever, tributo reservado a um pintor que tentou sempre estar à altura da vossa ternura e infinita capacidade de dádiva.
Agora que estou de partida, levo comigo a recordação do que vocês foram para mim e a convicção de que não teria sido o que fui, nem teria chegado onde cheguei, sem o vosso amparo e a vossa dedicação. No meu íntimo, sei que voltaremos a encontrar-nos, porque não pode acabar no perecível mundo material e terreno um amor como foi o nosso.
Eternamente vosso,

Paul Klee

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

CONCURSO NACIONAL DE LEITURA - 2ª FASE

A 2ª fase do CNL 2009 vai decorrer em Anadia, na Biblioteca Municipal. A data ainda não está definida mas será entre 23 e 27 de Março. Os livros, esses sim, já foram definidos. Para esta fase, os alunos concorrentes do distrito de Aveiro têm de ler três:

Alma, Manuel Alegre, Publicações Dom Quixote
"A memória nostálgica dos lugares encantatórios de Alma, a vila da infância. Dessa infância, donde vêm as imagens e as emoções que norteiam a vida. Toda a vida: não há flecha que não tenha o arco da infância."
in contracapa do livro





Amados gatos, José Jorge Letria, Oficina do Livro
A inspiração para este livro de contos são os gatos de figuras famosas da literatura, das artes e da política: de Richelieu a Lenine, de Hemingway a Anne Frank, passando por Churchill, Marilyn Monroe, Paul Klee ou Zola, entre outros. Construídos com base em factos e figuras reais, estes contos reinventam a vida de gatos famosos e dos seus ilustres donos, assumindo-se como uma homenagem a estes felinos que o Homem nunca conseguiu domesticar.










Uma cana de pesca para o meu avô, Gao Xingjian, Publicações Dom Quixote

Um livro de contos do Prémio Nobel da Literatura do ano 2000. Nascido na China Oriental, em 1940, foi perseguido pelo regime, enviado para um "campo de reeducação" durante a revolução cultural e exilado em Paris desde 1987.
Neste livro, o autor "percorre os lugares da infância, as alegrias simples do amor e da amizade, os dramas da rua e as tragédias vividas pela China. Sorrisos e lágrimas atravessam esta leitura que nos deixa o belo e suave sabor da emoção."

in contracapa do livro

quarta-feira, 4 de junho de 2008

CARTAS AOS HERÓIS

Os bons exemplos devem ser seguidos incondicionalmente. Foi o que fizeram os alunos do 8ºA, numa aula de Português, tomando como bom exemplo o escritor JOSÉ JORGE LETRIA e o seu livro Cartas aos Heróis. Depois de analisadas algumas cartas deste livro, os alunos redigiram as suas próprias cartas endereçadas à personagem que mais os marcou ao longo das suas leituras. De salientar que, todos os 22 alunos da turma lêem. Uns mais, outros menos, mas todos correm para a BE à procura dos livros que vão sendo apresentados nas aulas pela professora ou por eles próprios. Aqui ficam as melhores cartas e as capas dos livros donde sairam as personagens.



A primeira carta é para um amigo saído do livro A ilha na rua dos pássaros, de Uri Orlev, Ambar
Meu querido amigo:
Desde há seis meses para cá que te admiro. Seis meses porquê? Porque há seis meses te conheci. Sim… Desde o primeiro dia que te conheci, admiro-te. Porquê? Agora és tu que te admiras? Porque mostras uma força que nunca conheci. És um rapaz da minha idade e que me mostra uma realidade cruel completamente diferente da minha. Eu nunca tive uma arma na mão, tu já mataste um homem. Julgar-te? Uma criança em plena segunda guerra mundial sem pai, sem mãe, sem amigos, sem casa, sem abrigo, com pessoas que deixaram de ser quem eram, com… Com quê? Com muitas pessoas que querem sobreviver sem olhar a meios, com um ratinho que é a sua única companhia… Com muito, muito medo mas, ao mesmo tempo, com muita, muita coragem; com uma vontade de sobreviver para esperar quem mais deseja… Essa criança não se julga!
No fundo, és um herói que me tocou, um herói que sobreviveu, um herói que ama a família. Um verdadeiro Herói!
Agradeço-te os momentos que passámos juntos e tudo o que me ensinaste.
Um abraço do teu amigo,

Diogo Moreira

A segunda carta é endereçada ao Pedro, do livro de Maria Teresa Maia Gonzalez, Pedro, olhos de águia, da Difel. 


Querido Pedro:
Soube o que se passou: o teu pai preso por desvio de dinheiro na empresa do teu tio; a tua mãe juntou-se a outro homem, um tal de Martins que tu e o teu irmão tratam por “Inútil”; o teu irmão Marco deixou de ver o teu pai desde que ele foi preso; os teus avós paternos nunca mais quiseram saber do filho que foi para a prisão… Enfim!… A tua vida virou do avesso. Admiro tudo o que fizeste para ajudar o teu pai. Foste o único que nunca lhe voltou as costas. Quando soubeste que ele estava quase a sair da prisão, fizeste tudo para arranjar dinheiro para ele poder recomeçar a sua vida. A tua coragem!
A tua família, os Castelo Branco com passado, fortuna, dignidade e honra (só os têm de nome), preferiu deixar de lado o que aconteceu em vez de enfrentar a realidade. Nesta família, a única pessoa com honra e dignidade és tu. Tu, apenas com quinze anos, sobrecarregaste tudo nos teus ombros. És um herói.
A carta que escreveste à tua avó foi bem escrita. Adorei, principalmente a parte em que disseste: “quanto aos avós, se tiverem um pingo de vergonha na cara, em vez de aparecerem, dêem uma volta ao cérebro e vejam se descobrem o que poderão (e deverão) fazer para não continuarem a ser completamente inúteis em nome dessa tal honra que apregoam.”
Gostava de ser como tu. Ter a tua força, coragem, generosidade.
Todo o teu ser me fez pensar. Mudou algo em mim. Acho que estou mais forte. Ensinaste-me a não desistir. A lutar por tudo aquilo que quero. Tenho muito a agradecer-te. Depois de ter falado contigo, não consegui ser a mesma. Sinto-me mais livre. Parece que não existe mais ninguém, só eu. Vagueio por todo o lado, ninguém me impede. Não quero saber das críticas dos outros. Já não sou a rapariga de quem os outros podiam falar e ela ficava presa ao que eles diziam. Isso acabou. Sou livre. Obrigada.
Beijos

Sandra Santos

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