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segunda-feira, 29 de abril de 2013

A(MAR) LER

Filme enviado pela BE para o concurso Bibliofilmes Festival 2013 e vencedor na categoria "Ler na praia".


Fotos de professoras da escola e poemas de Manuel Alegre.

sábado, 2 de fevereiro de 2013

O MAR NA POESIA

PAÍS DE MUITO MAR

Somos um país pequeno e pobre e que não tem
senão o mar
muito passado e muita História e cada vez menos
memória
país que já não sabe quem é quem
país de tantos tão pequenos
país a passar
para o outro lado de si mesmo e para a margem
onde já não quer chegar. País de muito mar
e pouca viagem.


Manuel Alegre, in Doze naus, Dom Quixote

terça-feira, 6 de novembro de 2012

OUTONO


Uma folha caiu 
em plena estrada. 
Era apenas uma folha 
uma folha a cair 
no meio da estrada. 

 Uma folha a cair. 
Mais nada.

in, Doze naus, Manuel Alegre, Dom Quixote

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

CONCURSO NACIONAL DE LEITURA - 2ª FASE

A 2ª fase do CNL 2009 vai decorrer em Anadia, na Biblioteca Municipal. A data ainda não está definida mas será entre 23 e 27 de Março. Os livros, esses sim, já foram definidos. Para esta fase, os alunos concorrentes do distrito de Aveiro têm de ler três:

Alma, Manuel Alegre, Publicações Dom Quixote
"A memória nostálgica dos lugares encantatórios de Alma, a vila da infância. Dessa infância, donde vêm as imagens e as emoções que norteiam a vida. Toda a vida: não há flecha que não tenha o arco da infância."
in contracapa do livro





Amados gatos, José Jorge Letria, Oficina do Livro
A inspiração para este livro de contos são os gatos de figuras famosas da literatura, das artes e da política: de Richelieu a Lenine, de Hemingway a Anne Frank, passando por Churchill, Marilyn Monroe, Paul Klee ou Zola, entre outros. Construídos com base em factos e figuras reais, estes contos reinventam a vida de gatos famosos e dos seus ilustres donos, assumindo-se como uma homenagem a estes felinos que o Homem nunca conseguiu domesticar.










Uma cana de pesca para o meu avô, Gao Xingjian, Publicações Dom Quixote

Um livro de contos do Prémio Nobel da Literatura do ano 2000. Nascido na China Oriental, em 1940, foi perseguido pelo regime, enviado para um "campo de reeducação" durante a revolução cultural e exilado em Paris desde 1987.
Neste livro, o autor "percorre os lugares da infância, as alegrias simples do amor e da amizade, os dramas da rua e as tragédias vividas pela China. Sorrisos e lágrimas atravessam esta leitura que nos deixa o belo e suave sabor da emoção."

in contracapa do livro

quarta-feira, 5 de março de 2008

O POETA MANUEL ALEGRE NO PRINTEMPS DES POÈTES

Hoje, Manuel Alegre vai estar representado no Printemps des Poètes, na cidade francesa de Lyon, com o seu "Poema com h pequeno", dedicado ao elogio do outro, tema do festival deste ano, e que aqui transcrevemos:

Cantarei o homem criador crucificado
em suas máquinas. Caçador caçado
por suas armas. Tocador tocado
por suas harpas.
Cantarei o homem vezes homem até ao infinito.
Cantarei o homem: esse mortal - imortal
meu amigo - inimigo. Meu irmão.

Cantarei o homem que transforma tudo
e tão difìcilmente se transforma.
Ele que se escreve com h pequeno
em todas as coisas que são grandes.

Cantarei o homem no plural.
Ele que é tão singular
tão impossível de ser outro
senão ele próprio: o homem.

Cantarei o homem vezes homem até à massa.
Cantarei a massa vezes massa até ao homem.

Porque não sei doutra guerra. Não sei doutra paz.
Não sei doutro poema que não seja o homem.

in O Canto e as Armas


O "Printemps des Poètes" é um festival quinzenal que decorre em Março para mostrar que a poesia não é aborrecida. A iniciativa foi lançada pelo governo francês e, este ano, já vai na 10ª edição. Em todo o país, fazem-se leituras de poemas em locais pouco habituais como estações de comboio, paragens de autocarro ou cafés. Actores agrupados em "brigadas poéticas" intervêm imprevisivelmente em salas de aula. Os alunos fazem cartazes com ilustrações de poemas que seleccionam e os professores começam o dia com poesia.
"Pode-se ver o filme de abertura do festival, aqui.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

PRÉMIO ATRIBUÍDO A MANUEL ALEGRE


Livro recomendado pelo PNL, para alunos de 7º ano, destinado a leitura orientada na sala de aula (grau de dificuldade II).
"O livro de poesia "Doze naus", de Manuel Alegre, editado em 2007 pelas Publicações Dom Quixote, foi distinguido com o Prémio D.Dinis 2008, atribuído pela Casa de Mateus. Os escritores António Lobo Antunes, Lídia Jorge, José Cardoso Pires, Nuno Júdice, José Saramago, Sophia de Mello Breyner e Miguel Torga foram alguns dos anteriores vencedores deste prémio, um dos mais prestigiados no panorama literário português."
Jornal de Notícias, 26 de Janeiro de 2008





Algumas das obras do poeta:
  • Praça da canção
  • O canto e as armas
  • Alentejo e ninguém
  • As naus de verde pinho
  • Livro do português errante
  • Diálogos = Cristina Valadas + Manuel Alegre, Doze Poemas inéditos de Manuel Alegre dialogam com 20 aguarelas/técnicas mistas de Cristina Valadas
  • Cão como nós
  • Jornada de África
  • O homem do país azul
  • Alma
  • Uma carga de cavalaria
Muitos dos seus poemas foram musicados e cantados desde a publicação do seu primeiro livro. Um dos meus poetas favoritos para ser lido e apreciado.
Tudo sobre o poeta, o político, o lutador aqui.

sábado, 22 de dezembro de 2007

BARBI-RUIVO, O MEU PRIMEIRO CAMÕES

Gosto de comprar livros acabadinhos de sair da editora. O último, 1ª edição de Novembro de 2007, não poderia ter melhor união: a vida e obra de Luís de Camões contadas por Manuel Alegre e ilustradas por André Letria. Uma versão infanto-juvenil que dá a conhecer o maior poeta da literatura portuguesa aliando toda a sensibilidade das palavras do autor, outro grande poeta português, com a criatividade das imagens de um jovem ilustrador.
A inspiração foi um livro, Os Lusíadas, que Manuel Alegre se habituou a ver e a folhear quando era pequeno. Assim começa a história, para abrir o apetite:
-”Quando eu era criança, lembro-me de ver na minha casa e nas casas de pessoas de família ou amigos, normalmente, na sala de visitas, um livro grande, encadernado, que se destacava de todos os outros. Nem sempre era da mesma cor, mas em todos eles havia um desenho de um homem com uma coroa de louros na cabeça e uma pala num olho. Um dia perguntei que livro era.
- Este livro chama-se Os Lusíadas, é o nosso livro – disse o meu pai – o livro dos portugueses. Foi escrito por Luís Vaz de Camões, o maior poeta português, acrescentou, apontando aquele homem de um só olho.
Às vezes abria o livro e lia para eu ouvir. Acabei por saber de cor os primeiros versos, antes mesmo de aprender a ler.”
De várias cores, feitios, tamanhos e preços, Os Lusíadas é, e continuará a ser, o livro, o nosso livro, a nossa identidade. E Luís de Camões o nosso poeta.
Para continuar a ser lembrado e apreciado pelos mais novos, Barbi-Ruivo, da Editora Dom Quixote, é uma belíssima prenda para o Natal que se avizinha.

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