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sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

LADINO


"Ladino" é o título de um dos contos do livro Bichos, de Miguel Torga e o nome da personagem principal deste conto.


Cada uma das histórias tem como personagem principal um animal, em luta com os elementos da natureza, Deus ou o Homem. As personagens são bichos, mas sentem e agem como se fossem humanos.

Ladino é um conto de análise psicológica. Através da personificação, o autor pretende criticar os que têm as mesmas características desta personagem, cujo nome resume toda a sua maneira de ser: Ladino significa astuto, manhoso, sabido. Apesar de ter sido escrito há muito anos, o conto mantém toda a actualidade pois oportunistas, como o Ladino, é o que não falta na sociedade actual.
RESUMO:
Ladino é um pardal finório que vive alegremente, sem preocupações. Em pequeno, manteve-se no ninho, onde ficava todo o dia a dormitar, até ser “matulão, homem feito” e era a mãe que o alimentava pelo que não precisava de ir à luta; em adulto vive com muitas cautelas para que nada de mal lhe aconteça. Egoísta, só pensa em si e no seu bem-estar; vê os outros a passar fome mas ele não se incomoda com isso e sabe como se alimentar, mesmo em tempo de crise. Hipócrita, dá lições de moral aos outros mas não as aplica a si mesmo. Cínico, faz-se desentendido quando a conversa ñão lhe agrada.
VOCABULÁRIO:
Em toda a sua obra, Miguel Torga mantém uma forte ligação à terra em que nasceu, Trás-os-Montes e isso revela-se, tambem no vocabulário que utiliza.
Para ajudar a compreender melhor o conto, aqui ficam os sinónimos de algumas palavras mais difíceis por pertencerem a um nível popular:

  • dar o lampo – morrer
  • folestrias – habilidades, brincadeiras
  • pisco – a abrir e a fechar
  • repelão – impulso violento
  • lambões – lambuzões
  • matulagem - vadiagem
  • meda – montão de molhos de cereais
  • esbagoava – tirava os bagos
  • arrombadinho – estragado
  • pejo - vergonha
  • painço – capim, erva para forragem
  • arrozada – cozinhado à base de arroz
  • fito – jogo popular
  • grainha – semente de frutos
NOTA:
Neste site, pode-se ler um belíssimo texto de Miguel Torga onde ele descreve poeticamente a região onde nasceu, Trás-os-Montes.

sábado, 21 de março de 2009

DIA MUNDIAL DA POESIA

Canção do semeador

Na terra negra da vida,
Pousio do desespero,
É que o poeta semeia
Poemas de confiança.
O poeta é uma criança
Que devaneia.

Mas todo o semeador
Semeia contra o presente.
Semeia como vidente
A seara do futuro,
Sem saber se o chão é duro
E lhe recebe a semente.

Miguel Torga
Antologia Poética, Círculo de Leitores

sexta-feira, 21 de março de 2008

21 DE MARÇO, DIA MUNDIAL DA POESIA

Para comemorar este dia, instituído em 1999 pela UNESCO em defesa da diversidade da Língua, e uma vez que é Primavera, tempo de renovação, deixamos o poema "Agora", de Miguel Torga, o poeta-médico transmontano, o poeta da terra e da natureza.

Abre-te primavera!
Tenho um poema à espera
Do teu sorriso.
Um poema indeciso
Entre a coragem e a covardia.
Um poema de lírica alegria
Refreada,
A temer ser tardia
E ser antecipada.

Dantes, nascias
Quando eu te anunciava.
Cantava,
E no meu canto acontecias
Como o tempo depois te confirmava.
Cada verso era a flor que prometias
No futuro sonhado...
Agora, a lei é outra: principias,
E só então eu canto confiado.

in, Antologia Poética, Círculo de Leitores

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