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segunda-feira, 17 de setembro de 2012

A ESCOLA NA VIRAGEM DO SÉCULO

Como tudo muda!
A educação do homem e da mulher. A língua. As mentalidades.


in, Os professores e as reformas de ensino na viragem do século (1886-1906), Asa

domingo, 15 de julho de 2012

AINDA O ACORDO ORTOGRÁFICO

Artigo de opinião, de Henrique Monteiro, publicado na revista Atual em fevereiro de 2012, e encontrado aqui.

"A minha adesão ao Acordo Ortográfico (AO) tem a ver simultaneamente com confiança e humildade. Confio na sabedoria de quem o fez (não na sua infalibidade) e sou suficientemente humilde para reconhecer que muitos aspetos que dizem respeito à etimologia e à fonética, tais como outros menos relevantes para este caso, me escapam. Além da confiança e respeito por nomes como Lindley Cintra ou António Houaiss, de que não vejo muita gente comungar, mas antes desprezar, dediquei eu próprio algum tempo ao assunto. E, uma vez que faço da escrita a minha profissão há mais de 30 anos, penso ter algo a dizer. Rodrigues Lapa, que foi um mestre da língua portuguesa, filólogo distinto, sustinha que as mudanças de ortografia eram sempre violentas. Esta asserção é hoje inteiramente justificada pela quantidade de pessoas que apenas se opõem ao Acordo "porque sim" - sem quaisquer argumentos. A verdade é que ninguém se conforma, depois de ter sido obrigado a pôr um "p" em ótimo, agora lhe dizerem que esse "p" (no qual nunca encontrou utilidade) não faz falta. Há quem argumente com esse pai tirano, o latim, e com a etimologia da palavra optimus. A palavra sem o "p" perderá a identidade. Alguns enxofram-se e dizem que lhes matamos o português! Mas qual português, Santo Deus (ou melhor diria Sancto Deus?). O português do assucar ou do açúcar? O de Viseu ou Vizeu? "Philosophia", "pharmacia" ou "phleugma" também terão perdido essa identidade (para filosofia, farmácia ou fleuma)? Ora, o facto de o "phi" grego deixar de se distinguir do "f" na grafia não me parece ter provocado dano ao idioma. Mas há, insistem, o problema do fechamento das vogais. Ou seja, a mania portuguesa (que não brasileira, angolana ou moçambicana) de comer as vogais. Este argumento é o que afirma que passaremos" a dizer "aspêto" em vez de "aspéto", uma vez que a retirada do c fecha a vogal. Pode parecer um argumento poderoso, mas não é. Não dizemos "Mêlo" desde que o apelido deixou de se escrever "Mello" ("Vasconcellos" ou "Sampayo" também se dizem do mesmo modo). Reparem - e repare o execelente poeta e tradutor, a quem o texto é dedicado - que a forma de acentuar nada ou pouco tem a ver com o modo de escrever, mas sim com o modo de ouvir. Logo ele, que nasceu na Foz do Douro, bastava-lhe andar até à Ribeira para ouvir dizer "Puârto" e muitas outras coisas que foram morrendo com a voragem unificadora fonética da televisão. No norte dizia-se "baca" sendo a palavra com "v"; e o macho da "baca" era "voi" apesar de lá estar um"b". Mais estranho: em Lisboa sempre se disse "contiúdo" apesar do "e", ao contrário de Coimbra e Porto onde se diz "contêúdo". Em Lisboa, "ôito", "dezóito", "vinte e ôito"; no Porto, "óito", "dezôito" e "vinte e óito". E sempre se escreveu da mesma forma... Aliás, segundo a professora Maria Helena da Rocha Pereira, o fechamento das vogais pré-tónicas começou em Portugal em finais do século XVII ou princípios do século XVIII - ainda não havia acordos nenhuns. Agora, se me perguntarem por que razão em 1911 "pae" passou a "pai" e "mãi" passou a "mãe" (como até hoje se escreve) não sei dizer, do mesmo modo que me irrita o "espetador" no acordo atual. Mas a propósito daqueles que juram que "espetador" não distingue o que assiste a um espetáculo de um picador de gelo, refiro a frase: senti os pelos eriçarem-se pelos braços. E eis que toda a gente compreende onde está o quê. Ainda sobre as confusões e fechamentos e aberturas de vogais, vejam a frase: "Gosto particularmente do teu gosto" - quando a leem dizem (pelo menos os cultos, como o presidente do CCB) "gósto" e "gôsto" instintivamente. Como em "Faz força e força aquela porta" sabem que primeiro é "fôrça" e depois "fórça". Permitam-me, ainda, referir que, durante a minha vida, "sòzinho" ou "sòmente" perderam o acento. Pois bem, nunca notei qualquer inflexão (para "suzinho" ou "sumente") no modo de pronunciar aquelas e muitas outras palavras (advérbios de modo e diminutivos) a que aconteceu o mesmo. Há ainda os que afirmam não gostar do acordo por razões estéticas. É aceitável. Mas a ortografia, sendo uma representação, não pode agradar a todos, e menos ainda reproduzir a pluralidade (e até pessoalidade) de pronúncias e modos de dizer. Exigi-lo seria como pedir a um pintor que pintasse o céu não como ele o vê, mas como cada um de nós, pessoalmente, o vê. Tarefa impossível. Posto isto, o AO é importante porque aproxima da fonética uma série de palavras. E fá-lo, pela primeira vez, em função de um idioma que, sendo português, é também propriedade, matriz e identidade de outros povos e de outras latitudes. Cedemos? Não sei, nem me importa. Não quero uma língua para me distinguir do Brasil. Prefiro uma que me aproxime. E quem diz Brasil, que tem 200 milhões de falantes, diz naturalmente Angola, Moçambique, Guiné, Cabo Verde, São Tomé e Timor. Respeito o argumento de que a língua deve evoluir por ela, sem intervenção governamental. Creio, no entanto, que deve haver uma única e determinada ortografia nos manuais escolares e nos documentos. Ainda que cada escritor (como cada editora ou jornal) prefira o seu modo de escrever (Pessoa nunca respeitou o acordo de 1911), a ortografia escolar e oficial não poder ser espontânea nem à vontade do freguês. Acrescento que, curiosamente, nenhum de nós (ou quase) lê Pessoa (nem Eça, nem Camilo, nem sequer Aquilino ou Nemésio) na ortografia que os autores escolheram, assim como, apesar de usarmos a língua de Camões, há muito que não grafamos as palavras como ele ("Armas & os barões" ou "Occidental praya"). Quero com isto dizer que um jornal, uma editora, um escritor ou um Centro Cultural de Belém que não adira ao AO, ver-se-á, a breve prazo, a braços com uma escrita anacrónica... E um dia, tal como Pessoa ou Camões, será lido com a ortografia que então estiver em vigor. Eis porque fui um dos entusiastas, na altura como diretor do Expresso, da utilização do AO nas publicações do Grupo Impresa. Eis porque não aceito que uma lei discutida durante mais de 20 anos seja constantemente colocada em causa. Ou que os opositores do AO esqueçam sistematicamente que a forma como escrevem resulta também de um AO imposto por lei. Não vale a pena pensarmos que cada geração tem a pureza da grafia. O que pensar de Marco Túlio Tiro que, para poder transcrever os discursos de Cícero, abreviou diversas palavras com sinalética que até hoje usamos (etc., v.g., e.g.). Talvez o mesmo que muitos pensam das abreviaturas feitas pelos jovens nos telemóveis e redes sociais. E, no entanto, é a grafia que de estar ao serviço da comunicação - não o contrário. Acirrar ânimos, insultar adversários, fazer juramentos solenes em torno de uma simples representação do nosso idioma faz-me lembrar aquele padre tio de Brás Cubas que o genial Machado de Assis (e não por acaso cito um autor brasileiro que devia ser mais lido em Portugal) descreve assim: "Não era homem que visse a parte substancial da igreja; via o lado externo, a hierarquia, as preeminências, as sobrepolizes, as circunflexões. Vinha antes da sacristia do que do altar. Uma lacuna no ritual excitava-o mais do que uma infração dos mandamentos". (E aqui, a palavra infração segue o modo como ele a escreveu ... em 1881)"

sexta-feira, 30 de março de 2012

AINDA O ACORDO ORTOGRÁFICO

Publicado no semanário Expresso, de 3/03/2012, este artigo de Francisco José Viegas, secretário de Estado da Cultura português, pretende esclarecer as dúvidas sobre a aplicação do Acordo Ortográfico. .

"É bom quando isto acontece: o país discute a sua Língua. Estamos pouco habituados a fazê-lo. Mesmo quando se trata apenas da ortografia, o debate revela que os portugueses estão disponíveis para que um tema desta natureza marque a “agenda política corrente”.
Decorridos vinte anos de negociações políticas e académicas, algumas declarações trouxeram para o espaço público um debate de âmbito plurinacional em torno da língua portuguesa. O trabalho científico, inicialmente liderado pela Academia Brasileira de Letras e pela Academia de Ciências de Lisboa, rapidamente se estendeu a toda a sociedade, para lá da esfera estritamente académico-filológica, prolongando o debate do qual resulta, afinal, o AO. Essa é, aliás, a grande virtude do AO: resulta da vontade de diferentes países coincidirem na elaboração de uma ortografia comum aos falantes de diversas proveniências geográficas. Por isso se chama Acordo.
É sobre este aspeto que convém sublinhar a importância de reunir e integrar diferentes contributos que visem a melhoria das bases que sustentam o AO. Esse trabalho compete aos estudiosos e investigadores e não, em circunstância alguma, ao poder político.
Tal não significa, porém, que o AO esteja em causa, tal como não está a vontade expressa de aproximação dos Estados envolvidos. Nem faria sentido, neste momento e depois dos avultados investimentos que os sectores público e privado realizaram nas nossas escolas, voltar atrás nas decisões essenciais sobre o AO. De resto, a resolução do Conselho de Ministros de janeiro de 2010 resulta de um diálogo entre diversos países e instituições académicas e o AO está em vigor desde janeiro de 2012 em todos os organismos sob tutela do Estado. O poder político não porá em causa esse esforço que visa a afirmação de uma identidade ortográfica comum entre os países unidos pela língua portuguesa.O debate atual mostra-nos, no entanto, que não existe unanimidade sobre a matéria. Nunca existirá. Mas é possível aproximarmo-nos desse ponto.
Não se trata, ao contrário do que supõem algumas vozes pouco familiarizadas com o debate (ou que fazem dele motivo de escândalo), de pôr em causa o AO; trata-se, isso sim, de incorporar sugestões e melhorias ao corpo dessa reforma negociada entre os vários países subscritores. As minhas declarações sobre o assunto (e sou insuspeito, como autor da primeira coluna diária da imprensa portuguesa conforme às regras do AO) vieram nesse sentido. É claro que eventuais alterações muito pontuais não podem ser definidas unilateralmente, mas no contexto multinacional de que o AO resulta. Seria absurdo que não se conseguisse esse consenso quando se trata do nosso idioma, um bem inestimável que identifica milhões de falantes e que pode abrir as portas a um maior entendimento entre eles.
O debate político frequentemente resvala, entre nós, para um modelo inquisitorial; é uma pena. Mesmo os que declararam a possibilidade de introduzir “alterações pontuais” ao AO imediatamente ergueram a sua voz para clamar contra a introdução dessas mesmas alterações. É isto que não se compreende."

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

sábado, 1 de outubro de 2011

GUIA ONLINE SOBRE O ACORDO ORTOGRÁFICO



Este guia é gratuito e foi colocado online pela Priberam. O seu objetivo é "explicar numa linguagem simples o que muda na escrita do português europeu e como se aplica o Acordo Ortográfico". Sendo em formato digital, é acessível a quem começa a aplicá-lo, sejam alunos, professores, pais, empresas".
O guia em formato PDF pode ser acedido AQUI.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

sábado, 10 de setembro de 2011

AS REFORMAS ORTOGRÁFICAS

Curta-metragem produzida pela equipa da Biblioteca Virtual do Governo do Estado de São Paulo, em abril de 2009, sobre as reformas ortográficas já realizadas na língua portuguesa. Dona Philomena, uma senhora de 95 anos, já passou por três reformas e mostra o seu ponto de vista sobre as mudanças.



sábado, 3 de setembro de 2011

ACORDO ORTOGRÁFICO





Com a entrada do acordo ortográfico nas escolas, já este ano letivo, todas as ajudas são úteis. As revistas Visão e Visão Júnior, de 1 de setembro, e os jornais Expresso, de 3 de setembro, e Jornal de Letras, de 7 de setembro, trazem um guia para ensinar a escrever bem, segundo a nova ortografia.



Este guia já se encontra na BE, para consulta.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

ACORDO ORTOGRÁFICO

A BE relembra a comunidade escolar que o Acordo Ortográfico chegou às escolas no dia um de setembro. Para ajudar e ensinar a usar a nova ortografia, existem várias ferramentas online já aqui publicitadas assim como alguma bibliografia, à disposição na BE:


- Conversor online da Porto Editora;


- Conjunto de dicionários, prontuários e guias práticos;


- Um power point incluído na bolsa de recursos do projeto Inovar com TIC;


- Vídeos explicativos das principais mudanças para projetar em sala de aula;


- Cronologia do acordo e dúvidas frequentes que respondem às questões mais imediatas.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

ACORDO ORTOGRÁFICO

A partir de hoje, vai ser adotado o novo acordo ortográfico neste blogue.










Através das redes sociais também se aprende. Seguindo o link, acede-se a uma página do Facebook com toda a informação atualizada e exercícios práticos de utilização do novo acordo ortográfico: Saber Usar a Nova Ortografia.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

ACORDO ORTOGRÁFICO



"Conferências online da informação ao conhecimento"


Já está disponível, no sítio electrónico da DGIDC, a última emissão subordinada ao tema "Acordo ortográfico" cujos oradores são Margarita Correia e José Pedro Ferreira do ILTEC. A comunicação pode ser vista aqui.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

ACORDO ORTOGRÁFICO - CONVERSOR

A Porto Editora tem um conversor de texto de acordo com a nova ortografia. Os interessados escrevem o texto com a ortografia antiga, clicam em "converter" e, imediatamente surge o novo texto com as respectivas alterações assinaladas a cor.

Aqui: http://www.portoeditora.pt/acordo-ortografico/conversor-texto/

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

ACORDO ORTOGRÁFICO

O Lince é uma ferramenta de apoio à implementação do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa que converte o conteúdo de ficheiros de texto para a grafia neste momento a ser introduzida em vários países do espaço da CPLP. Suporta vários formatos e permite converter em simultâneo um número elevado de ficheiros de qualquer dimensão.
Para saber mais, consultar o portal da língua portuguesa.


Para usar a aplicação, que é gratuita e de distribuição livre, escolha o instalador adequado:

  • Windows
  • Mac OS X
  • Linux

O Lince exige Java em versão 1.5 ou superior, que pode descarregar aqui.

terça-feira, 27 de julho de 2010

ACORDO ORTOGRÁFICO

A revista Noesis, nº81, traz um destacável com sugestões de actividades para que os alunos não se sintam perdidos, entendam a mudança e, gradualmente, se possam adaptar.

Toda a informação aqui.

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