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sábado, 4 de maio de 2013

PEQUENO POEMA


Quando eu nasci, 
ficou tudo como estava. 
Nem homens cortaram veias, 
nem o Sol escureceu, 
nem houve Estrelas a mais... 
Somente, 
esquecida das dores, 
a minha Mãe sorriu e agradeceu. 

Quando eu nasci, 
não houve nada de novo 
senão eu. 

As nuvens não se espantaram, 
não enlouqueceu ninguém... 

Pra que o dia fosse enorme, 
bastava 
toda a ternura que olhava 
nos olhos de minha Mãe...

Sebastião da Gama

terça-feira, 12 de março de 2013

CONCERTO "OUVIR O MAR"

Hoje, os alunos do ensino articulado de música deliciaram a assistência com um magnífico concerto onde se aliou a música e a poesia.
Orquestra, coro (canção do mar) e declamação de poemas sobre o mar (Sophia de Mello Breyner Andresen, Luísa Ducla Soares, João Pedro Mésseder e Manuel Bandeira) levaram cultura à escola, num momento de grande delicadeza.







quinta-feira, 7 de março de 2013

O MAR NA MÚSICA



É doce morrer no mar 
nas ondas verdes do mar

A noite que ele não veio foi
foi de tristeza para mim 
saveiro voltou sozinho 
triste noite foi para mim 

É doce morrer no mar 
nas ondas verdes do mar

saveiro partiu de noite e foi 
madrugada não voltou 
o marinheiro bonito 
sereia do mar levou 

É doce morrer no mar 
nas ondas verdes do mar

nas ondas verdes do mar 
meu bem ele se foi afogar 
fez sua cama de noivo 
no colo de Iemanjá 

É doce morrer no mar 
nas ondas verdes do mar

É doce morrer no mar 
nas ondas verdes do mar

Marisa Monte e Cesária Évora

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

O MAR NA MÚSICA

 
Se tu fores à praia
se tu fores ver o mar
cuidado não te descaia
o teu pé de catraia
em óleo sujo à beira-mar
  a branca areia de ontem
  está cheiinha de alcatrão
  as dunas de vento batidas
  são de plástico e carvão
  e cheiram mal como avenidas
vieram para aqui fugidas
a lama a putrefacção
as aves já voam feridas
e outras caem ao chão
Mas na verdade Rosalinda
nas fábricas que ali vês
o operário respira ainda
envenenado a desmaiar
o que mais há desta aridez
  pois os que mandam no mundo
só vivem querendo ganhar
mesmo matando aquele
que morrendo vive a trabalhar
  tem cuidado...
Rosalinda se tu fores à praia
  se tu fores ver o mar
  cuidado não te descaia
o teu pé de catraia
em óleo sujo à beira-mar
Em Ferrel lá p´ra Peniche
  vão fazer uma central
que para alguns é nuclear
mas para muitos é mortal
os peixes hão-de vir à mão
um doente outro sem vida
não tem vida o pescador
morre o sável e o salmão
  isto é civilização
assim falou um senhor
tem cuidado
 
Fausto

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

O MAR NA MÚSICA E NA POESIA




VOZES DO MAR

Quando o sol vai caindo sobre as águas
Num nervoso delíquio d'oiro intenso,
Donde vem essa voz cheia de mágoas
Com que falas à terra, ó mar imenso?...

Tu falas de festins, e cavalgadas
De cavaleiros errantes ao luar?
Falas de caravelas encantadas
Que dormem em teu seio a soluçar?

Tens cantos d'epopeias? Tens anseios
D'amarguras? Tu tens também receios,
Ó mar cheio de esperança e majestade?!
Donde vem essa voz, ó mar amigo?... ...
Talvez a voz do Portugal antigo,
Chamando por Camões numa saudade!

Florbela Espanca Poesia Completa Lisboa, Publicações Dom Quixote, 2000

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

O MAR NA MÚSICA



Roendo uma laranja na falésia
Olhando o mundo azul à minha frente,
Ouvindo um rouxinol nas redondezas,
No calmo improviso do poente

Em baixo fogos trémulos nas tendas
Ao largo as águas brilham como prata
E a brisa vai contando velhas lendas
De portos e baías de piratas

Havia um pessegueiro na ilha
Plantado por um Vizir de Odemira
Que dizem que por amor se matou novo
Aqui, no lugar de Porto Covo

A lua já desceu sobre esta paz
E reina sobre todo este luzeiro
Á volta toda a vida se compraz
Enquanto um sargo assa no braseiro

Ao longe a cidadela de um navio
Acende-se no mar como um desejo
Por trás de mim o bafo do destino
Devolve-me à lembrança do Alentejo

Havia um pessegueiro na ilha
Plantado por um Vizir de Odemira
Que dizem que por amor se matou novo
Aqui, no lugar de Porto Covo

Roendo uma laranja na falésia
Olhando à minha frente o azul escuro
Podia ser um peixe na maré
Nadando sem passado nem futuro

Havia um pessegueiro na ilha
Plantado por um Vizir de Odemira
Que dizem que por amor se matou novo
Aqui, no lugar de Porto Covo

Porto Covo, Rui Veloso


domingo, 10 de fevereiro de 2013

O MAR NA MÚSICA E NA POESIA


 
 
O navio de espelhos

O navio de espelhos
não navega cavalga

Seu mar é a floresta
que lhe serve de nível

Ao crepúsculo espelha
sol e lua nos flancos

Por isso o tempo gosta
de deitar-se com ele

Os armadores não amam
a sua rota clara

(Vista do movimento
dir-se-ia que pára)

Quando chega à cidade
nenhum cais o abriga

O seu porão traz nada
nada leva à partida

Vozes e ar pesado
é tudo o que transporta

(E no mastro espelhado
uma espécie de porta)

Seus dez mil capitães
têm o mesmo rosto

A mesma cinta escura
o mesmo grau e posto

Quando um se revolta
há dez mil insurrectos

(Como os olhos da mosca
reflectem os objectos)

E quando um deles
ala o corpo sobre os mastros
e escruta o mar do fundo

Toda a nave cavalga
(como no espaço os astros)

Do princípio do mundo
até ao fim do mundo

Poema de Mário Cesariny (dito pelo próprio)
Música de Rodrigo Leão / Gabriel Gomes

domingo, 3 de fevereiro de 2013

O MAR NA MÚSICA


(clicar para ver no Youtube)


Ao Passar Um Navio

Todas as vozes
de todos os mundos
devem cantar
para sempre assim

e cedo passa a hora
e o sonho que tarda
e essa voz que chora
é só porque sabe...

que ao passar um navio
fica o mar sempre igual
ao passar uma vida
fica o sonho sempre igual

todas as vezes
em todos os mundos
devia amar-te
para sempre assim

e longe vai a hora
e o sonho que tarda
e essa voz que chora
é só porque sabe...

que ao passar um navio
 fica o mar sempre igual
ao passar uma vida
fica o sonho sempre igual

vou passar um navio
ver o mar sempre igual
vou gastando uma vida
que o meu sonho é sempre igual

in, O caminho da felicidade, Delfins

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

O MAR NA MÚSICA


Senhora Do Mar 
cantada por Vânia Fernandes

Senhora do mar
Ante vós, me tendes caída
Quem vem tirar meia da vida e da paz
Desta mesa, desta casa, perdidas?
Amor, qu'é de ti?
Senhora do mar
Ante vós, minha alma está vazia
Quem vem chamar a si o que é meu?
Ó mar alto, traz pr'a mim
Amor meu sem fim
Ai, negras águas, ondas de mágoas
Gelaram-m'o fogo no olhar (Senhora do mar)
Ele não torna a navegar (Ele não torna a navegar)
E ninguém vos vê chorar Senhora do mar
Quem vem tirar meia da vida e da paz
Desta mesa, desta casa, perdidas?
Amor, qu'é de ti? Ai, negras águas, ondas de mágoas
Gelaram-m'o fogo no olhar (Senhora do mar)
Feridas em sal, rezas em vão (Rezas em vão)
Deixai seu coração (Deixai seu coração)
Bater junto a mim (Bater junto a mim)
Ai, negras águas, ondas de mágoas
Gelaram-m'o fogo no olhar (Senhora do mar)
Ele não torna a navegar (Ele não torna a navegar)
E ninguém vos vê chorar (E ninguém vos vê chorar)
Senhora do mar (Senhora do mar)

 Letra de Carlos Coelho, composição de Andrej Babić

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

O MAR NA MÚSICA

A Semana da Leitura 2013 vai ter o tema do mar. Como inspiração para futuros trabalhos relacionados com um tema tão fantástico e com tanto para dar, vamos começar a rubrica "O mar na música" com a belíssima "Canção do Mar", cantada por Dulce Pontes.


Fui bailar no meu batel 
Além do mar cruel 
E o mar bramindo 
Diz que eu fui roubar 
A luz sem par 
Do teu olhar tão lindo 
Vem saber se o mar terá razão 
Vem cá ver bailar meu coração 
Se eu bailar no meu batel 
Não vou ao mar cruel 
E nem lhe digo aonde eu fui cantar 
Sorrir, bailar, viver, sonhar contigo 
Vem saber se o mar terá razão 
Vem cá ver bailar meu coração 
Se eu bailar no meu batel 
Não vou ao mar cruel 
E nem lhe digo aonde eu fui cantar 
Sorrir, bailar, viver, sonhar contigo


composição de Frederico de Brito (letra) e Ferrer Trindade (música)

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

DIA INTERNACIONAL DA MÚSICA

O Dia Internacional da Música comemora-se todos os anos no dia 1 de outubro. A data foi instituída em 1975 pelo International Music Council, uma instituição fundada pela UNESCO.
O objetivo da celebração do Dia Internacional da Música é promover a arte musical em todos os setores da sociedade e aplicacar os ideais da UNESCO: a paz e amizade entre as pessoas, evolução das culturas e troca de experiências.


Associando música, leitura e cinema, a BE aconselha, para hoje, O fantasma da ópera, livro de Gaston Leroux e filme de Joel Schumacher, realizado com base no livro.

segunda-feira, 26 de março de 2012

SEMANA DA LEITURA 2012 - LER A MÚSICA

19 de março: concerto dedicado aos pais, com orquestra, coro e poesia, pelas três turmas do ensino articulado de Música e respetivas professoras.






quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

ZECA AFONSO 25 ANOS DEPOIS

Zeca Afonso foi um cantor e compositor português de forte intervenção política e social. Faleceu no dia 23 de fevereiro de 1987 mas, vinte e cinco anos depois, os seus poemas continuam a ser lidos e as suas músicas ouvidas, apreciadas e cantadas.
Para saberes mais sobre ele, consulta o catálogo da BE e requisita os livros disponíveis.


Canção de Embalar

Dorme meu menino a estrela d'alva
Já a procurei e não a vi
Se ela não vier de madrugada

Outra que eu souber será pra ti
ô ô ô ô ô ô ô ô ô ô ô ô (bis)
Outra que eu souber na noite escura
Sobre o teu sorriso de encantar
Ouvirás cantando nas alturas
Trovas e cantigas de embalar
Trovas e cantigas muito belas
Afina a garganta meu cantor
Quando a luz se apaga nas janelas
Perde a estrela d'alva o seu fulgor
Perde a estrela d'alva pequenina
Se outra não vier para a render
Dorme quinda à noite é uma menina
Deixa-a vir também adormecer

sábado, 1 de outubro de 2011

1 DE OUTUBRO - DIA INTERNACIONAL DA MÚSICA


Um dia dedicado à música porque ela está por todo o lado.
A música faz companhia.
A música acalma.
A música inspira.
E, como leituras, a BE sugere A flauta mágica e Aïda (ver página das novidades).

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

DIA MUNDIAL DA MÚSICA

A música é uma companhia indispensável, todos os dias. Neste dia, ela celebra-se de forma especial e, de forma especial também, podemos homenagear, ouvindo-os, todos os músicos que nos "aquecem" a alma com o seu talento.

Associando música e leitura, compositor e escritor, a BE recomenda o livro de António Torrado, Este rapaz vai longe: Fernando Lopes-Graça quando jovem, publicado pela Campo das Letras na colecção " O sol e a lua".

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

DIA MUNDIAL DA MÚSICA

O Dia Mundial da Música comemora-se no dia 1 de Outubro mas, na escola EB 2,3 de Arrifana, as comemorações já começaram e decorrem durante toda a semana com pequenas actuações dos alunos e professoras, no átrio da escola, durante os intervalos.
.

quinta-feira, 4 de março de 2010

ANIVERSÁRIO DE VIVALDI

O compositor italiano Antonio Lucio Vivaldi nasceu há 332 anos. A sua obra mais conhecida é "As quatro estações". Uma vez que a Primavera está prestes a chegar, ouçamo-la.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

RECITAL "O NATAL EM VÁRIAS LÍNGUAS"

Para integrar e dar relevo aos alunos estrangeiros que puderam mostrar as suas línguas, a BE e os professores do Departamento A organizaram um pequeno mas significativo recital de poesia e música que decorreu, hoje, para terminar o primeiro período de aulas.








quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

AUDIÇÃO DE NATAL NA BE




Graças ao projecto/parceria Escola EB 2,3 de Arrifana e Conservatório de Música de Fornos há uma turma de Música, de 5º ano, que, hoje, deu a sua primeira audição. O espaço escolhido foi a BE onde os alunos e professores actuaram para os pais que acorreram à escola, numa manhã de trabalho. Violino, contabaixo, oboé, trompete, flauta transversal, violoncelo, e vozes, foram os instrumentos usados para um momento musical de grande beleza.


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