domingo, 24 de fevereiro de 2008

APROVEITAR O AMOR PARA APRENDER FRANCÊS

Uma vez que ainda estamos no mês em que se comemora o amor, aproveitemos o video que se vai seguir na próxima mensagem para aprender francês com a Disney. Aqui fica a letra da canção cantada por Priscilla.

Toujours pas d'amour (3 fois)

Des saluts, des bonjours
Sourires de velours
Mais toujours pas d'amour
Des fleurs, des discours,
Des appels au secours,
Et toujours pas d'amour
Comme dit mon coeur
De son air moqueur
Rien à l'horizon
Comme dit ma tête
Faisant sa mauvaise tête
Je suis en prison
{Refrain:}
J'ai beau garder les yeux
Grands écarquillés
Je ne vois que
Des saluts, des bonjours
Sourires de velours
Mais toujours pas d'amour
Des fleurs, des discours
Des appels au secours
Et toujours pas d'amour
La foudre est tombée
Et tout a flambé
Juste à côté de moi
Mais l'éclair de feu
Qui rend amoureux
N'était pas pour moi
{Refrain:}
J'ai beau garder les yeux
Grands écarquillés
Je ne vois que
Des regards un peu lourds
Et des mots balourds
Mais toujours pas d'amour
Sourires de vautour
Dis, tu viens faire un tour
Et toujours pas d'amour
Les gens et les jours
Retards et retours
Mais toujours pas d'amour
Des cris, des tambours
À vous rendre sourd
Et toujours pas d'amour
{Refrain:}
J'ai beau garder les yeux
Grands écarquillés
Je ne vois que
Des regards un peu lourds
Et des mots balourds
Mais toujours pas d'amour
Sourires de vautour
Dis, tu viens faire un tour
Et toujours pas d'amour
Les gens et les jours
Retards et retours
Mais toujours pas d'amour
Des cris, des tambours
À vous rendre sourd
Et toujours pas d'amour

Divirtam-se com o francês que, afinal, não é assim tão aborrecido nem tão difícil como se julga!

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

AINDA HÁ BOM E BARATO

Termina no próximo dia 24 de Fevereiro a feira "Festa do livro" no Mercado Ferreira Borges, no Porto onde mais de 100 mil livros vão estar à venda. Francisco Curralo, da Calendário de Letras, organiza o evento e informou que «Mais de uma centena de editoras estarão representadas nesta feira, que será constituída não só por livros já descatalogados, mas também por livros bastante recentes que já não têm lugar nos escaparates das livrarias». Referiu ainda que todos os livros oferecidos nesta iniciativa terão descontos que vão desde os 30 aos 80 por cento sobre o preço original. Vale bem a pena! Nós lá estivemos e fizemos as nossas comprinhas!

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

SEMANA DA LEITURA 2008

Cartaz do PNL para promoção da Semana da Leitura 2008

O PNL conta com as escolas, com as bibliotecas, com os alunos e respectivos pais para a festa da leitura que decorrerá na semana de 3 a 7 de Março. A escola EB 2,3 de Arrifana está a preparar a sua. Em breve daremos pormenores do cartaz publicitário e do programa. Só para levantar o véu, o tema da nossa semana vai ser "13 bons motivos para LER+". Porquê o número 13?
Ficamos à espera que respondam a esta pergunta!...

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

DENTES DE RATO


Os adultos são "uns chatos" que as crianças não compreendem. Impõem regras, exigem obediência e bom comportamento. Até mesmo Marta, que só tem 12 anos, já quase passou para o outro lado, o lado adulto aborrecido.
Lourença é a "Dentes de Rato" porque tem a mania de "morder a fruta da fruteira e deixar lá os dentes marcados". Prefere a solidão e, mesmo partilhando o quarto com a irmã, vive só e descobre o mundo sozinha. Não faz perguntas porque não confia nas explicações que lhe possam dar e observa tudo para obter sozinha as respostas às dúvidas que tem.
Ela é a poesia e voa na sua cama transformada em palco, piroga ou transatlântico onde vive grandes aventuras.
Rebelde por natureza, detesta a ordem instituída pelos adultos:

  • As roupas que a mãe lhe impõe para fazer dela uma menina maravilhosa;
  • Ir de castigo para o jardim;
  • O colégio interno para onde recusou voltar porque não gostava de rezar;
  • As professoras que a preferiam ignorante pois o muito que sabia confundia-as.
A estória continua no livro Vento, areia e amoras bravas.

A PROPÓSITO DO LIVRO ÁGUAS DE VERÃO, DE ALICE VIEIRA

A narradora, Marta, conta-nos a estória da sua família burguesa num tempo longínquo em que havia tempo. A mãe passava tardes com as amigas a tomar chá; a criada ocupava-se da casa; a professora particular ocupava-se da educação das crianças; a costureira ao domicílio fazia a roupa da família e bordava intermináveis lençóis. Um tempo sem televisão em que as notícias e as músicas eram ouvidas na telefonia. Um tempo em que os pregões dos vendedores de rua marcavam o giro das estações e o passar lento do tempo.
Um tempo em que ter uma boneca espanhola era um luxo. Um tempo em que se podia fazer férias em Setembro porque “nesse tempo o tempo era diferente e as férias duravam muito.” Um tempo em que os quereres eram dos pais, não dos filhos, “por isso mesmo é que eles eram pais. Ponto final.” Um tempo em que ficar distinto no exame da 4ª classe era uma honra e uma obrigação. O tempo da Cartilha Maternal...
Tanta rigidez trazia infelicidade às crianças, sobretudo naquele “Grande Hotel das Termas” onde eram olhadas como cãezinhos amestrados pelas mesmas caras de todos os anos. No entanto, num certo dia, o saxofonista Gualberto trouxe a alegria e rompeu com a monotonia de dias de férias intermináveis.

CONCURSO NACIONAL DE LEITURA 2008 - 2º FASE EM AVEIRO

Águas de Verão de Alice Vieira e Dentes de Rato de Agustina Bessa-Luís são os eleitos por Aveiro para a 2ª fase do CNL, que vai decorrer no dia 4 de Abril de 2008. E muito bem! São dois livros cheios de humor, repassados de memórias que os jovens de hoje não têm e que devem conhecer porque vêm carregadas de “sensibilidade e bom senso”. Ambos seguem a mesma linha: reminiscência do passado vivido por famílias burguesas tradicionalistas (no primeiro do Sul, no segundo do Norte do país) onde o respeito, a educação e submissão das crianças eram o ponto de ordem. Crianças mais infelizes por tanta rigidez? Nem por isso! Havia sempre maneira de contornar as regras e de descobrir onde encontrar o divertimento e o sabor da alegria.
Para saberes mais sobre estas duas grandes autoras da literatura portuguesa clica nos seus nomes: Alice Vieira e Agustina Bessa-Luís.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

SEGURANÇA NA INTERNET

Celebrou-se, hoje, dia 12 de Fevereiro, o Dia Europeu da Internet Segura. A nível Europeu decorrem actividades de divulgação de informação sobre como deveremos fazer uma navegação na Internet de uma forma segura, positiva e esclarecida. A comunicação social também alertou para este problema podendo ser visto aqui um filme sobre o assunto. Eis alguns endereços úteis para alunos, pais e professores:

Em português:
http://www.internetsegura.pt/
http://www.seguranet.pt/
http://www.miudossegurosna.net/
http://linhaalerta.internetsegura.pt/
http://www.eiclicaqui.com/comissario/default.htm
http://www.cert.pt/%20http://www.microsoft.com/portugal/athome/security/default.mspx




A este propósito, deixo a sugestão do livro Lágrimas Quebradas, de Alexandre Honrado, o primeiro da colecção "Casos Reais".
Luísa é uma das personagens cheias de problemas de vária ordem. O dela é o homem que conheceu na Internet e pelo qual se apaixonou, dele sabendo apenas o nickname: Dead Clock. O nome não anunciava nada de bom mas, mesmo assim, Luísa teimava em passar noites em claro, teclando. Andava magra, estourada, e dormia durante o dia, mesmo nas aulas. E as "conversas" com o Dead Clock continuavam, dia e noite. Mentirosas. Falsas. E um dia, Luísa desapareceu de casa. Apenas um bilhete: "Cecília, não te preocupes. Fui ter com o Dead Clock."
A continuação da história, o que aconteceu a Luísa e a todas as outras personagens, vem nos livros seguintes da colecção.
A não perder.

domingo, 10 de fevereiro de 2008

FRASE DO MÊS (SOBRE O AMOR)





"O amor é cego, e os namorados nunca vêem as tolices que praticam ."

William Shakespeare 23 de Abril de 1564 - 23 de Abril de 1616





Para conheceres mais frases sobre o amor, de ilustres escritores portugueses e estrangeiros, consulta o Clube de Leituras.

Já que o mês de Fevereiro é o mês dos namorados, a propósito do tema, sugiro alguns livros. Que o amor seja pretexto para boas leituras!





E ainda:
  • 3 histórias de amor, Álvaro Magalhães
  • Inês de Castro, Ana Oom
  • O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá, Jorge Amado
  • Amor de Perdição, Camilo Castelo Branco
  • Inês de Portugal, João Aguiar
  • Lendas de amor, Gentil Marques
  • Tristão e Isolda (anónimo)
  • Diário da nossa paixão, Nicholas Sparks
  • Poemas de amor, Inês Pedrosa (org.)

"MATEMÁTICA COM AMOR" - CONCURSO DE POESIA

Está a decorrer no Agrupamento, até ao final do mês de Fevereiro, um concurso de poesia subordinado ao tema do amor. Uma regra: tem de se usar vocabulário da matemática. Outra regra: tem de ser original. Facultativo: o poema pode vir ilustrado (ficará mais rico!).
A título de exemplo aqui fica o poema da professora Anabela Soares que se inspirou para poder inspirar os seus alunos.

Amor e matemática
Tão exacta como este sentimento
Só a pura matemática.
Ao amor adiciono emoção,
Subtraio a razão,
Multiplico a ilusão
E divido por nós dois.
Equaciono a hipótese
De te ter infinitamente,
Faço a média ponderada
Do tempo que já amámos
E provo por a+b
A base da nossa relação.
Quadrado, triângulo
Círculo, rectângulo
São as formas geométricas
Comprovadamente perfeitas.
Tal é o nosso amor
Com linhas curvas e planas,
Lados, bases e distâncias
Que o tempo foi encurtando.
Quanto ao resto ou à diferença,
São conceitos a esquecer,
Paralela a ti quero estar
E na raiz quadrada crescer!

Organização do concurso: grupos disciplinares de Língua Portuguesa e Matemática (3º ciclo) e coordenadora da BE/CR.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

PRÉMIO ATRIBUÍDO A MANUEL ALEGRE


Livro recomendado pelo PNL, para alunos de 7º ano, destinado a leitura orientada na sala de aula (grau de dificuldade II).
"O livro de poesia "Doze naus", de Manuel Alegre, editado em 2007 pelas Publicações Dom Quixote, foi distinguido com o Prémio D.Dinis 2008, atribuído pela Casa de Mateus. Os escritores António Lobo Antunes, Lídia Jorge, José Cardoso Pires, Nuno Júdice, José Saramago, Sophia de Mello Breyner e Miguel Torga foram alguns dos anteriores vencedores deste prémio, um dos mais prestigiados no panorama literário português."
Jornal de Notícias, 26 de Janeiro de 2008





Algumas das obras do poeta:
  • Praça da canção
  • O canto e as armas
  • Alentejo e ninguém
  • As naus de verde pinho
  • Livro do português errante
  • Diálogos = Cristina Valadas + Manuel Alegre, Doze Poemas inéditos de Manuel Alegre dialogam com 20 aguarelas/técnicas mistas de Cristina Valadas
  • Cão como nós
  • Jornada de África
  • O homem do país azul
  • Alma
  • Uma carga de cavalaria
Muitos dos seus poemas foram musicados e cantados desde a publicação do seu primeiro livro. Um dos meus poetas favoritos para ser lido e apreciado.
Tudo sobre o poeta, o político, o lutador aqui.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

REGICÍDIO HÁ CEM ANOS

«Mataram o rei no Terreiro do Paço!»

Este grito alastrou velozmente por Lisboa na tarde de 1 de Fevereiro de 1908, há cem anos exactos. O rei D. Carlos, a rainha D. Amélia e os príncipes D. Luis Filipe e D. Manuel, de regresso de umas férias em Vila Viçosa passavam por Lisboa. A multidão reunida no Terreiro do Paço, para assistir ao cortejo real, estava prestes a presenciar um momento dramático proporcionado por um homem que disparou contra a carruagem real. Logo de seguida, um outro conspirador aproximou-se da carruagem e desferiu vários tiros de pistola contra o rei, a rainha e os príncipes."
A propósito do assassínio do rei, aqui ficam sugestões de leitura.
Em Mataram o Rei, da colecção "Viagens no Tempo", Orlando leva Ana e João na máquina do tempo em busca de um criminoso perigosíssimo que tem como alcunha o Toupeira. João vai envolver-se, sem querer, com um grupo de revolucionários que se prepara para assassinar o rei D. Carlos...
Em Crime no expresso do tempo, de Luísa Ducla Soares, também há uma referência a esta passagem da História de Portugal. O expresso pára abruptamente, precisamente na altura em que estão a atirar sobre a família real.
Recente é o livro O dia em que mataram o rei, de José Jorge Letria, cujo lançamento decorreu em Janeiro.
Foi assim, há cem anos atrás, o princípio do fim da monarquia em Portugal.

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

CONCURSO NACIONAL DE LEITURA
















A primeira fase do Concurso Nacional de Leitura, proposto pelo PNL, decorreu no passado dia 18. Participaram 48 alunos do 3º ciclo depois de terem lido os livros O Cavaleiro da Dinamarca, de Sophia de Mello Breyner Andresen e O Gorro Vermelho, de Ana Saldanha. Ficaram, de imediato, apurados dois alunos (o primeiro lugar com 33 pontos e o segundo com 30) e foi preciso fazer novo questionário para desempatar cinco alunos que obtiveram a mesma pontuação (29 pontos) referente ao terceiro lugar. Assim, os vencedores que vão participar na fase distrital, a decorrer em Aveiro, são:
  • João Xavier Silva, 8ºA
  • Diogo Moreira, 8ºA
  • José Pedro Amorim, 7ºA
A todos os participantes, muitos parabéns e continuação de muitas e boas leituras porque ler... faz crescer!

domingo, 13 de janeiro de 2008

CONCURSO NACIONAL DE LEITURA: O GORRO VERMELHO

A colecção “Era uma vez… outra vez” de Ana Saldanha pretende ser uma revisitação dos contos tradicionais na versão século XXI. O Gorro Vermelho é, nada mais nada menos, que "O Capuchinho Vermelho" de Perrault.
Neste livro, o perigo e a insegurança actuais não estão na floresta, estão no parque de uma cidade e o predador não é o lobo mas um homem que assedia sexualmente uma jovem.
Paralelismo e diferenças entre os dois contos:
  • Sofia vai a casa da avó levar-lhe o jantar num cesto comprado em Marrocos;
  • Contra os conselhos da mãe, atravessa o parque da cidade, um sítio perigoso àquela hora da noite;
  • Fala com um desconhecido de “falinhas mansas”, acompanhado por um cão chamado Wolf e dá-lhe informações sobre o local onde vive a avó;
  • O desconhecido chega primeiro a casa da avó;
  • As traseiras da casa ficam numa rua desabitada onde não passa ninguém;
  • Sofia é salva por um vizinho que passa na melhor altura;
  • Sofia é uma adolescente, não uma criança;
  • Atravessa o parque, não a floresta;
  • Quem a aborda é um homem, não o lobo; o único “lobo” da estória é Wolf, o cão que acompanha o estranho, mas é pacífico;
  • A avó não se encontra em casa pois tinha ido jantar com o filho.
Um livro cheio de imaginação que cativa o leitor pela sua temática actual, que aborda problemas de forma pedagógica, suave, eufemística sem nunca usar as expressões “insegurança nas cidades” e “pedofilia”, o verdadeiro tema do livro.
É, em suma, um livro divertido graças à boa disposição da adolescente Sofia e do seu inseparável amigo, Joel, sempre a contar anedotas.

domingo, 6 de janeiro de 2008

32ª EDIÇÃO DO PRÉMIO NACIONAL DE LITERATURA JUVENIL FERREIRA DE CASTRO

Para quem gosta de escrever, prosa ou poesia, está aberta a 32ª edição do concurso literário Ferreira de Castro. O regulamento encontra-se em:
O tema dos trabalhos apresentados a concurso é livre em cada uma das modalidades. Os interessados poderão apresentar um número ilimitado de textos. O número de páginas também é ilimitado. O prazo para entrega dos trabalhos termina no dia 14 de Março de 2008.
Inspira-te, escreve um texto original e criativo, concorre e habilita-te a ganhar as obras de Ferreira de Castro e um prémio no valor de €500.
Mãos à obra!
E, já agora, quem foi Ferreira de Castro?
Foi um escritor português que nasceu em Oliveira de Azeméis mas partiu muito cedo para o Brasil onde viveu muitos anos. Para saberes mais, encontra aqui, mais informação.

HOMENAGEM À BIBLIOTECA ESCOLAR

Para comemorar o Dia Internacional da Biblioteca Escolar, em Outubro de 2007, três alunos do 7ºA escreveram este lindos poemas:

Biblioteca é onde começo a procurar
Indo pelas prateleiras, pronta para sonhar.
Busco o livro que vou conhecer,
Ler, imaginar e com ele aprender.
Interessantes aventuras começam assim.
Ofusca-se a luz e chega o cheiro a jasmim.
Tempo que pára e mundo que se esquece
Entro no livro e o resto desaparece.
Caminho pela água e voo num véu,
Adormeço na Lua e acordo no céu!

Carlota Fernandes


 Biblioteca é bilhete de viagem
Ida. Volta?
Biblioteca é um
Local de
Imaginação
Onde
Tudo é
Encantado.
Caminho para a fantasia
Ao encontro da poesia!
José Pedro
A Beleza
da Biblioteca
não é banal
é o lugar especial
e ideal
para contemplar
autores
e textos
que nos enchem o coração
de harmonia e de encantos!

Sara Duarte

Muitos parabéns, meninos! Continuem a escrever e a colaborar com a BE/CR.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

BRINDE A 2008

Quero brindar 2008 com um vinho muito especial. Não embebeda, não atordoa os sentidos, é muito agradável à vista e faz bem à mente. «O Vinho» é um conto escrito por João de Melo, foi editado em Setembro de 2007 e é ilustrado por um conjunto de litografias de Paula Rego que também o traduz para a língua inglesa, tratando-se, portanto, de uma edição bilingue. Os «deliciosos e únicos segredos do vinho» revelam e iluminam aspectos do carácter um tanto estranho da personagem principal, que o aprecia como quem aprecia uma obra de arte, e ajudam-no a enfrentar a monotonia da sua vida.
Este conto é a um encontro perfeito entre a literatura de João de Melo e a arte de Paula Rego.

domingo, 23 de dezembro de 2007

NATAL REPLETO DE POESIA

Porque a poesia aquece a vida e preenche o mundo, com as palavras de Vitorino Nemésio e de muitos outros poetas "pendurados" na árvore dos poemas, a equipa da BE/CR deseja a toda a comunidade escolar um feliz Natal.
NATAL CHIQUE
Percorro o dia, que esmorece
Nas ruas cheias de rumor;
Minha alma vã desaparece
Na minha pressa e pouco amor.

Hoje é Natal. Comprei um anjo,
Dos que anunciam no jornal;
Mas houve um etéreo desarranjo
E o efeito em casa saiu mal.

Valeu-me um príncipe esfarrapado
A quem dão coroas no meio disto,
Um moço doente, desanimado...
Só esse pobre me pareceu Cristo.

LER O NATAL

Natal é tempo de pausa das actividades lectivas e, por isso, há mais tempo para a reflexão. Melhor do que um livro para ajudar a reflectir, só dois ou três. Aqui ficam as nossas sugestões.
Jostein Gaarder e o seu O mistério de Natal, envolvem-nos em magia e mistério através de um calendário que se folheia ao longo da época natalícia, levando-nos de surpresa em surpresa pois, no dia 1 de Dezembro, "...os ponteiros do relógio deviam estar tão cansados de girar para o mesmo lado, ano após ano, que, porventura, decidiram mudar de sentido."
Paul Auster, com o seu conto A história de Natal de Auggie Wren, surpreende-nos pela diferença pois o próprio autor confessa que pretende fugir à "pieguice hipócrita e melosa" dos contos de Natal. E foge. Mas a solidariedade está lá, numa história verídica que denuncia a solidão nas grandes cidades, a velhice e o abandono e a partir da qual Auster escreveu o guião de Smoke, filme realizado em 1995 por Wayne Wang.

sábado, 22 de dezembro de 2007

BARBI-RUIVO, O MEU PRIMEIRO CAMÕES

Gosto de comprar livros acabadinhos de sair da editora. O último, 1ª edição de Novembro de 2007, não poderia ter melhor união: a vida e obra de Luís de Camões contadas por Manuel Alegre e ilustradas por André Letria. Uma versão infanto-juvenil que dá a conhecer o maior poeta da literatura portuguesa aliando toda a sensibilidade das palavras do autor, outro grande poeta português, com a criatividade das imagens de um jovem ilustrador.
A inspiração foi um livro, Os Lusíadas, que Manuel Alegre se habituou a ver e a folhear quando era pequeno. Assim começa a história, para abrir o apetite:
-”Quando eu era criança, lembro-me de ver na minha casa e nas casas de pessoas de família ou amigos, normalmente, na sala de visitas, um livro grande, encadernado, que se destacava de todos os outros. Nem sempre era da mesma cor, mas em todos eles havia um desenho de um homem com uma coroa de louros na cabeça e uma pala num olho. Um dia perguntei que livro era.
- Este livro chama-se Os Lusíadas, é o nosso livro – disse o meu pai – o livro dos portugueses. Foi escrito por Luís Vaz de Camões, o maior poeta português, acrescentou, apontando aquele homem de um só olho.
Às vezes abria o livro e lia para eu ouvir. Acabei por saber de cor os primeiros versos, antes mesmo de aprender a ler.”
De várias cores, feitios, tamanhos e preços, Os Lusíadas é, e continuará a ser, o livro, o nosso livro, a nossa identidade. E Luís de Camões o nosso poeta.
Para continuar a ser lembrado e apreciado pelos mais novos, Barbi-Ruivo, da Editora Dom Quixote, é uma belíssima prenda para o Natal que se avizinha.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

VENCEDORES

A BE/CR é uma animação! Durante o 1º período, decorreram três concursos. Um de escrita para comemorar o Dia Internacional da BE com o tema biblioteca, livros e leitores; dois de leitura, inter-turmas, em Português para alunos de 8º ano, e em Inglês para alunos de 9ºano.
Os vencedores do concurso de escrita e respectivos contos:
  • Christopher, 9ºD, "Asdrúbal, o bibliotecário"
  • Eduarda, 6ºA, "Um miúdo de dez anos"
  • Nuno Ricardo, 5ºB, "A fantasia da leitura"
As equipas vencedoras dos concursos de leitura foram o 8ºC :Ana Cecília, Daniela Silva, Francisco, Gustavo, Miguel Rodrigues (na foto) e o 9ºD: Fábio Leite, Christopher, Cristina Silva.
A todos os alunos participantes, muitos parabéns e boas leituras! Parabéns especiais ao Christopher que é duplamente vencedor.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

LEITURA ORIENTADA

Com verba atribuída pelo PNL, foram adquiridos conjuntos de livros que vão circular pelas escolas mediante uma grelha de itinerâncias elaborada pelos respectivos professores. Os alunos do Agrupamento de Arrifana e Escapães vão ter nas aulas, para leitura orientada, os seguintes títulos:
1º ano: A lebre e a tartaruga, Helen Ward, Caminho
A menina que detestava livros, M. Pawagi, Terramar
Os ovos misteriosos, Luísa Ducla Soares, Afrontamento
2º ano: A girafa que comia estrelas, José Eduardo Agualusa, Dom Quixote
Adivinhas coloridas, Tiago Salgueiro, Gailivro
Se tu visses o que eu vi, António Mota, Gailivro
3º ano: Abada de histórias, António Mota, Gailivro
Contos para rir, Luísa Ducla Soares, Civilização
O tesouro, Manuel António Pina, Campo das Letras
4º ano: Contos da mata dos medos, Álvaro Magalhães, Assírio & Alvim
O menino que se apaixonou por uma guitarra, José Jorge Letria, Campo das Letras
O segredo do rio, Miguel Sousa Tavares, Oficina do Livro
5º ano: Histórias em verso para meninos perversos, Roald Dahl, Teorema
6º ano: 101 poetas iniciação à poesia em língua portuguesa, Inês Pupo (org.), Caminho
O planeta branco, Miguel Sousa Tavares, Oficina do Livro
O pote de mel, Rigoberta Menchú Tum, Campo das Letras
Aparentemente, o 5º ano vai ler menos mas não é verdade! Acontece que a escola já tem vários conjuntos que vão ser trabalhados nas aulas, como por exemplo:
  • A menina do mar, Sophia de Mello Breyner Andresen, Figueirinhas
  • A fada Oriana, Sophia de Mello Breyner Andresen, Figueirinhas
  • Pedro Alecrim, António Mota, Gailivro
  • A caminho de Fátima, Mário Castrim, Caminho

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

A PROPÓSITO DE "O CAVALEIRO DA DINAMARCA"

Em O Cavaleiro da Dinamarca, a temática principal tem cariz religioso pois centra-se no dia de Natal com toda sua tradição (a ceia, o pinheiro, o presépio, as decorações da casa) descrita de forma poética, como tão bem sabia fazer Sophia de Mello Breyner Andresen. Neste dia, o Cavaleiro comunica à famíla que vai passar o Natal seguinte na Terra Santa, para rezar no sítio onde Jesus nasceu. A peregrinação vai transformar-se numa grande aventura vivida com muita coragem, fé e determinação pois ele tem de enfrentar imensos perigos.
Encaixadas na estória principal, outras estórias são contadas dando mais colorido, variedade e uma imensa riqueza cultural e artística à obra e mergulham o leitor noutros mundos:
  • mundo ambiental: a floresta, com toda a sua fauna e flora, sofre grandes alterações à medida que as estações do ano vão passando.
  • mundo histórico: História de Portugal (numa estória sobre os Descobrimentos) e História da Itália (em pleno Renascimento com todo o seu esplendor artístico, cultural e económico, fonte de um imenso espanto para o Cavaleiro).
  • mundo social: as personagens pertencem a todas as classes sociais: O Cavaleiro pertence à monarquia, está rodeado de criados e servos que pertencem ao povo, é tratado, quando adoece, por frades (clero), e convive com a burguesia (banqueiros, mercadores e negociantes) quando passa grandes temporadas em várias cidades italianas.
  • mundo artístico e cultural: o Cavaleiro fica deslumbrado com a arquitectura renascentista italiana e com as conversas sobre astronomia, filosofia, matemática, pintura e poesia. Ouve as estórias do pintor Giotto, discípulo de Cimabué, e do poeta Dante que descreveu a sua descida aos Infernos na obra A Divina Comédia.
São, portanto, muitos os espaços e os ambientes onde vai decorrer a acção:
  • Casa do Cavaleiro, situada numa floresta na Dinamarca (Norte da Europa), símbolo dos valores tradicionais: fé, família, amizade, respeito; local donde parte em peregrinação;
  • Palestina, símbolo de fé: Jerusalém, Belém, montes do Calvário e Judeia, Jardim das Oliveiras, rio Jordão, lago Tiberíade;
  • Itália, símbolo do progresso e esplendor: Ravena, Veneza, Florença;
  • Flandres e Antuérpia, símbolo da nova era, graças às navegações que permitiam ir ao encontro do desconhecido e da riqueza;
  • Mar (viagem de barco) e terra (viagem a cavalo);
  • Convento, símbolo de paz e de equilíbrio;
  • Floresta, casa do Cavaleiro, local onde regressa, dois anos depois de ter partido.
Uma obra riquíssima do ponto de vista cultural e literário, com descrições embelezadas pelas personificações, metáforas e adjectivação que transmitem ao leitor sensações várias como se vivesse as próprias sensações da personagem principal; uma obra que se lê com avidez e que deveria ser de leitura obrigatória para toda a gente (miúdos e graúdos) e que só não o é porque "o verbo ler, tal como o verbo amar, não suportam o imperativo". A citação é de Daniel Pennac, in, Como um Romance.

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

CONCURSO NACIONAL DE LEITURA

Este concurso é proposto pelo Plano Nacional de Leitura e vai decorrer em três fases, conforme consta no Regulamento 2007/2008 onde se lê o seguinte:
"A 1ª Fase do Concurso Nacional de Leitura decorrerá ao longo do 1º período escolar e nas primeiras semanas do 2º período, sendo organizada de modo descentralizado em cada uma das escolas que aderirem a esta iniciativa. Embora na maioria dos casos a coordenação seja assegurada por docentes da área do Português ou pelo professor que coordena a Biblioteca Escolar, qualquer professor da escola poderá aderir com alunos das suas turmas ao CNL.
Cada escola seleccionará um máximo de três vencedores em cada uma das duas categorias – 3º Ciclo do Ensino Básico e Ensino Secundário –, que estarão presentes na respectiva Final Distrital. A 1ª Fase terminará impreterivelmente no dia 18 de Janeiro de 2008."
Quem tiver curiosidade, pode ver aqui os vencedores da 1ª edição que decorreu no ano lectivo 2006/2007.
O grupo de Língua Portuguesa do 3º ciclo aceitou o desafio e conseguiu um número bastante razoável de alunos inscritos: 52.
Ouvidos os alunos da Comunidade de Leitores, foram seleccionados para a primeira fase do concurso os seguintes livros:
O Cavaleiro da Dinamarca, de Sophia de Mello Breyner Andresen, uma obra religiosa, ambiental, histórica, social e artística. O Gorro Vermelho, de Ana Saldanha, uma adaptação ao mundo actual do conhecidíssimo conto da tradição oral O Capuchinho Vermelho.

CONCURSOS DE LEITURA

Está a aproximar-se rapidamente o dia 14 de Dezembro, último dia de aulas do 1º período. Como previsto no Plano de Actividades e no projecto "Dar Leitores aos Livros", vão decorrer na BE/CR, neste dia, dois concursos interturmas de leitura. Um, para alunos de 9º ano, vai decorrer totalmente em inglês e pretende testar a leitura do livro The new kid at school. O outro, para alunos de 8º ano, vai verificar a leitura do livro de Jorge Amado, O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá. Ambos os livros foram trabalhados nas aulas e as equipas concorrentes vão representar as suas turmas. Cada equipa responde alternadamente a várias perguntas e ganha a que der um maior número de respostas correctas.
O livro O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá é uma lindíssima história de amor probido. Apesar de escrito para ser oferecido a uma criança, o filho do autor, é uma fábula com uma crítica muito acentuada, metáfora de muitos tipos sociais: o hipócrita, o coscuvilheiro, o adúltero, o preconceituoso. Os alunos fizeram a sua leitura integral nas aulas e resolveram as tarefas propostas na Webquest que pode ser consultada aqui.

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