domingo, 25 de março de 2012

MICROCONTOS EM 77 PALAVRAS








A Patrícia Dias, do 7ºD, aceitou o desafio da escritora Margarida Fonseca Santos e, impulsionada pela professora bibliotecária e pela professora de português, escreveu um microconto em 77 palavras, intitulado "Uma viagem inesquecível". Depois de enviado por email, foi publicado no blogue 77palavras e, agora, também em suporte papel, na revista Pais&Filhos de abril, que já está nas bancas.

LIVROS MINIATURA

Exposição na Biblioteca Municipal de Santa Maria da Feira, até final de abril.

quarta-feira, 21 de março de 2012

DIA MUNDIAL DA POESIA

Hoje, nas salas de aula, leu-se poesia a iniciar o dia.
A paz
é uma pomba que voa.

É um casal
de namorados.

São os pardais
de Lisboa
que fazem ninho
nos telhados.

E é o riacho
de mansinho
que saltita
nas pedras morenas
e toda a calma
do caminho
com árvores
altas e serenas.

A paz é um livro
que ensina.

É uma vela
em alto mar
e é o cabelo
de menina
que o vento
conseguiu soltar.
E é o trabalho,
o pão, a mesa,
a seara de trigo,
ou de milho,
e perto
da lâmpada acesa
a mãe que embala
o seu filho.

Sidónio Muralha

sexta-feira, 16 de março de 2012

HÁ VIDA NA NOSSA FLORESTA - TRABALHO A CONCURSO

Mais um trabalho a concurso. Desta vez, o tema é a floresta e o trabalho consiste numa antologia de textos de alunos, professoras, uma encarregada de educação e uma assistente operacional devidamente ilustrados com fotos de uma mata arrifanense. Esta antologia é acampanhada de uma outra, composta por desenhos das crianças do JI do Bairro (educadora Margarida Rodrigues). Ambas foram guardadas dentro de uma caixa cartonada expressamente criada para o efeito.


As capas, a caixa arquivadora e a introdução




SEMANA DA LEITURA 2012 - PROGRAMA

UM LIVRO É...

PROMOÇÃO DA LEITURA PREVINE INSUCESSO


Especialista defende que promoção da leitura previne insucesso de crianças desfavorecidas .

Para incentivar uma criança a ler, ficam aqui 10 conselhos (é só seguir o link): através de  atividades simples e baratas é possível transformar uma criança num pequeno grande leitor.





ilustração de Adam Stower

quarta-feira, 14 de março de 2012

ENCONTRO COM ANABELA MIMOSO

É já no próximo dia 20 que a escritora Anabela Mimoso vai voltar à nossa escola, para uma conversa com os alunos do 6º ano sobre os seus  livros, a leitura, a escrita e o ato criativo. A autora defendeu, aqui,  que "crianças não são tão desinteressadoas da leitura como dizem". Vamos esperar pelo encontro para ver se mantém esta opinião.

terça-feira, 6 de março de 2012

ANIVERSÁRIO DE GABRIEL GARCIA MÁRQUEZ

Gabriel Garcia Márquez, escritor colombiano e prémio Nobel da Literatura, comemora, hoje, 85 anos. A sua obra mais conhecida, Cem anos de solidão, vai ser lançada em formato digital.
O seu primeiro trabalho, o romance La Hojarasca foi publicado em 1955. Em 1961 publicou Ninguém escreve ao coronel. A obra Relato de um náufrago, conta a história verídica do naufrágio de Luis Alejandro Velasco e foi publicado primeiramente no "El Espectador".
Outras obras do autor:
  • Crónica de uma morte anunciada
  • Do amor e outros demónios
  • O outono do patriarca
  • O amor nos tempos de cólera
  • Horas más
  • Memória das minhas putas tristes
Em 2002 publicou a sua autobiografia, Viver para contar, após ter-lhe sido diagnosticado um cancro linfático.

Na BE, podem-se encontrar vários dos seus livros (consultar o catálogo aqui).

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

RUBEM FONSECA

"Escrever é tomar decisões constantemente."


O escritor brasileiro Rubem Fonseca ganhou o prémio literário Casino da Póvoa/Corrente d'Escritas pelo livro Bufo & Spallanzani  da editora Sextante.

Ver mais aqui: Público - Uma arte maior

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

A PROPÓSITO DE "VIAGEM À RODA DO MEU NOME"

Abílio é o narrador e a personagem central e até se considera um rapaz perfeito. No entanto, enfrenta uma crise de identidade provocada por um nome que detesta e que lhe traz vergonha (por ser motivo de troça dos colegas quando a tia Constancinha, com um bigode que pica mais do que o do gato, lhe chama Abilinho) e cuja origem toda a família evita explicar. Quando pede explicações, o pai de Abílio assobia ou faz bolinhas com o pão (se estão à mesa), a mãe vai fazer um telefonema, a avó queixa-se do reumático e o avô resmunga que precisa de mudar de lentes. Isto é, todos fogem do assunto e ninguém quer explicar o motivo daquele nome dado a uma criança que, antes de nascer, se iria chamar Anelise e depois Sílvia.
A ação desenrola-se em dois planos apresentados em capítulos alternados e com grafias diferentes:
1. A viagem de autocarro de regresso a casa depois da visita à família, na Gafanha, numa manhã fresca de verão. Nesta altura, Abílio já não se chama assim pois decidiu chamar-se Luís, um nome normal (ou seria por causa da sua paixão, a Luísa?):
“E ainda por cima hoje a tia Constancinha não encontrou nada melhor para me chamar do que Abilinho. E diante dos meus colegas, lá na escola. Linda figura que eu fiz, não haja dúvida! Por tudo isto é que eu aviso: a partir de agora só respondo pelo nome de Luís!” pág. 30
“Sentámo-nos no chão do meu quarto e lá lhe contei toda a minha tragédia, a minha heroica decisão de matar o Abílio para fazer nascer o Luís, e a luta titânica para impor a minha vontade.” pág. 80
Durante a viagem:
• Luís (Abílio) relembra os melhores momentos passados na Gafanha, algo que ele nunca tinha vivido na cidade:
- o vitelo acabado de nascer da vaca Catraia
- os campos de girassóis
- as pirâmides de sal
- o voo dos picanços para apanharem peixe
- o salto das tainhas na maré cheia
- o riso da menina Isabelinha.
• Conhece uma estranha mulher de chapéu de palha vermelho cheio de frutos coloridos e do lenço cor-de-rosa. Num prolongado monólogo, a senhora conta-lhe várias histórias, que o fazem crescer, sobre:
- o marido Bernardino que conheceu no casino de Espinho e não a deixava ler durante as viagens.
- a profissão do marido, conhecido por toda a gente, um mágico famoso que trabalhava em vários hotéis com o coelho Inácio e a pomba Felisberta.
- o verão passado na Ericeira.
- a velhice que incapacita.
- a vida e a morte.

2. Os acontecimentos que levam à crise de identidade provocada pela recusa de um nome que, no entender da personagem, não se ajusta à sua personalidade e dificulta a sua relação com os colegas.

São temas abordados na obra com muito humor, humanismo e grande sensibilidade poética:
• As relações familiares
• A complexa integração dos adolescentes no meio social
• A saudade
• A velhice (pág.115)
• A doença e a morte:
“Não acredites quando te disserem que as pessoas morrem. As pessoas nunca morrem. Pelo menos aquelas de quem gostamos. Estão sempre todas ao pé de nós.” Pág. 67
“Todos nós temos a nossa nuvem. Quando morrermos, é para lá que vamos.” pág. 130
“Sempre que entro numa camioneta tenho saudades do Bernardino. (…) Mas tenho de me habituar a viver assim, a dizer-lhe adeus lá para a nuvem onde ele está. Que o Bernardino sempre me disse: “Temos de saber viver com a vida e com a morte, tal como vivemos com o nosso corpo, e com o nome que temos.” pág. 140
• O mistério da vida:
“De repente, como num vulcão, qualquer coisa rebentou de dentro da Catraia, e diante dos nossos olhos maravilhados um vitelo estava ali, e já a querer-se endireitar-se nas pernas.”
“Foi um segredo que o meu avô me contou. Ele diz que sempre que alguém nasce a gente é capaz de ouvir crescer o mundo.”

A crítica social está presente ao longo da obra:
• A televisão e os jornais:
“O que há hoje na televisão, ó…” / As desgraças do costume, avô.” pág. 31
“ - E a mãe que não acreditasse nas histórias todas que esse aparelho manda para o ar- disse o meu pai.” pág. 45
“- Pronto, é para isto que a televisão serve: para nos pôr todos zangados uns com os outros.” pág. 46
“- Por que é que a mãe não escreve uma carta para os jornais, a protestar?” (…) “_ Só essa agora me faria rir, palavra de honra! Uma carta para os jornais! Quando fosse publicada, ou já a escola tinha caído toda, ou já estava outra nova em seu lugar…”
• Os problemas que não se resolvem:
“Há quem jure a pés juntos que esta escola, desde que foi inaugurada, já lá vão 90 anos, nunca viu obras.” “Vamos lá ver se isto não cai hoje.» pág. 43
“_ Isto é um disparate. Até é um crime, tanto tempo à boa vida. Depois queixam-se que os jovens apanham vícios. Três meses de descanso, onde é que já se viu, até se desabituam de trabalhar.” (…) “– Só neste país.” pág. 72
• Crise da sociedade:
“- É a nossa vez de Quê?” (…) “-De fazer esta coisa andar melhor do que tem andado.” pág. 76
“- (…) Os transportes públicos neste país estão uma miséria, uma verdadeira miséria!
-Estão como os ordenados que nos pagam…”

(as páginas indicadas são da 2ª edição, 1987)

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

FLORESTA ENCONTADA

Este foi o trabalho enviado para o concurso Pequeno Grande C. O texto não está escrito em cima das ilustrações, como parece, mas em folhas de acetato inseridas no meio das páginas ilustradas.
Parabéns a todos os elementos envolvidos no projeto (alunos do 6ºC e professores orientadores).

ZECA AFONSO 25 ANOS DEPOIS

Zeca Afonso foi um cantor e compositor português de forte intervenção política e social. Faleceu no dia 23 de fevereiro de 1987 mas, vinte e cinco anos depois, os seus poemas continuam a ser lidos e as suas músicas ouvidas, apreciadas e cantadas.
Para saberes mais sobre ele, consulta o catálogo da BE e requisita os livros disponíveis.


Canção de Embalar

Dorme meu menino a estrela d'alva
Já a procurei e não a vi
Se ela não vier de madrugada

Outra que eu souber será pra ti
ô ô ô ô ô ô ô ô ô ô ô ô (bis)
Outra que eu souber na noite escura
Sobre o teu sorriso de encantar
Ouvirás cantando nas alturas
Trovas e cantigas de embalar
Trovas e cantigas muito belas
Afina a garganta meu cantor
Quando a luz se apaga nas janelas
Perde a estrela d'alva o seu fulgor
Perde a estrela d'alva pequenina
Se outra não vier para a render
Dorme quinda à noite é uma menina
Deixa-a vir também adormecer

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

CONCURSO NACIONAL DE LEITURA 2012

A fase distrital do CNL 2012, no distrito de Aveiro, vai decorrer na BM de Ílhavo, no dia 11 de abril. Os livros selecionados são da autoria de Alice Vieira, Viagem à roda do meu nome, da Caminho e de Brian Selznick, A invenção de Hugo Cabret, da Gailivro. Este deu origem a um filme e a sua apresentação pode ser lida aqui

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