Em breve, na BE.
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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013
"OS CIGANOS"
Um conto inédito de de Sophia de Mello Breyner Andresen, terminado pelo neto, o jornalista Pedro Sousa Tavares. Um apelo à liberdade.
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Agrupamento de Escolas de Arrifana, Santa Maria da Feira
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livros e leituras,
Sophia de Mello Breyner Andresen
domingo, 7 de outubro de 2012
TEXTO INÉDITO DE SOPHIA DE MELLO BREYNER ANDRESEN
Os ciganos, texto de Sophia de Mello Breyner Andresen, foi encontrado, há três anos, entre os papéis do espólio da escritora mas não estava terminado. O seu neto Pedro Sousa Tavares tomou a iniciativa de o continuar e o livro, ilustrado por Danuta Wojciechowska, foi agora publicado pela Porto Editora.
in, revista Notícias Magazine, 7 de outubro de 2012
quarta-feira, 20 de julho de 2011
A MENINA DO MAR NA FLORESTA
A partir da leitura dos dois contos de Sophia de Mello Breyner Andresen, a turma de 3º/4ºanos da Escola EB1 Bairro, com orientação da respectiva professora, Lúcia Pacheco, redigiu uma peça de teatro que dramatizou durante o festival das Colectividades de Arrifana, em Junho, e na festa de final de ano, na própria escola.
quinta-feira, 23 de junho de 2011
A MENINA DO MAR
Depois da leitura de A Menina do Mar, de Sophia de Mello Breyner Andresen, os alunos do 3º ano da EB1 do Outeiro fizeram várias rimas dedicadas às personagens do conto e cantaram-nas no Dia do Agrupamento, apresentando o seu trabalho à comunidade escolar.
quinta-feira, 25 de março de 2010
A MENINA DO MAR NA SEMANA DA LEITURA
Sempre que um conto de Sophia de Mello Breyner Andresen é muito bem trabalhado com os alunos, conseguem-se momentos belíssimos. O seu conto A menina do mar foi, hoje, apresentado na BE, de forma dramatizada com fantoches.
O magnífico trabalho feito pelos alunos de 6ºano, inscritos no Clube de Artes, com orientação da professora Fátima Loureiro, e ensaiados pela professora Marisa Couto, coordenadora do Clube de Teatro, que fez a adaptação teatral do conto, foi mostrado aos colegas que, em duas sessões, assistiram muito concentrados à representação. Apesar de ter havido poucos ensaios, a actuação despertou a atenção da assistência e os alunos participantes adoraram a experiência.
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Agrupamento de Escolas de Arrifana, Santa Maria da Feira
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segunda-feira, 31 de março de 2008
A PROPÓSITO DO CONTO "SAGA"
Durante o 2º período, os alunos de 8º ano estudaram o conto "Saga" inserido no livro Histórias da Terra e do Mar, de Sophia de Mello Breyner Andresen. Os alunos do 8º A fizeram óptimos trabalhos em power point (cada grupo tinha um questionário diferente para resolver e trabalhar) e redigiram as hipotéticas cartas que Hans escreveu ao pai. Aqui ficam algumas dessas cartas.
Carta nº1, por Luís, Mónica, Sandra, Vera Mónica
Cidade desconhecida, séc. XVIII
Querido pai, querida mãe:
É com os mais sinceros sentimentos de mágoa, tristeza e ardor que vos peço perdão pela minha fuga inesperada. A minha fixação pelo mar foi mais forte que tudo, levando–me a contrariar a vossa vontade. Apesar do que aconteceu aos meus tios, o mar apoderou-se cada vez mais de mim. É uma razão inexplicável, mas espero que venham a compreendê-la.
Conheci um novo mundo. Uma nova família acolheu-me, possibilitou-me estudos, deu-me tudo de bom.
Trabalho em armazéns e barcos, o que me ajudará, em breve, a realizar o meu sonho: ser capitão de um navio. Encontro-me numa cidade que não conheço onde tudo é inigualavelmente diferente e belo. Prometo-vos que se me receberem um dia, voltarei ao comando de um grande navio.
Com saudade,
É com os mais sinceros sentimentos de mágoa, tristeza e ardor que vos peço perdão pela minha fuga inesperada. A minha fixação pelo mar foi mais forte que tudo, levando–me a contrariar a vossa vontade. Apesar do que aconteceu aos meus tios, o mar apoderou-se cada vez mais de mim. É uma razão inexplicável, mas espero que venham a compreendê-la.
Conheci um novo mundo. Uma nova família acolheu-me, possibilitou-me estudos, deu-me tudo de bom.
Trabalho em armazéns e barcos, o que me ajudará, em breve, a realizar o meu sonho: ser capitão de um navio. Encontro-me numa cidade que não conheço onde tudo é inigualavelmente diferente e belo. Prometo-vos que se me receberem um dia, voltarei ao comando de um grande navio.
Com saudade,
Hans
Carta nº2, por Juliana, Rita, Vera Sofia
25 de Junho de 1812
Queridos pais:
Estou cheio de saudades vossas e do mar de Vig. Todas as tempestades a que assisti e as que vi formar perseguem-me nos meus sonhos e a imagem do pai também não me sai da cabeça quer seja durante o dia ou de noite.
Para escrever esta carta, vim-me deitar na areia com as ondas a cumprimentarem-me na ponta dos pés. Então, reparei que estavam dois búzios poisados em cima de uma rocha. Gostaria que estivessem aqui comigo para verem a beleza destes búzios rosados, brancos e semitranslúcidos. Nesta minha aventura manobrei velas, descarreguei fardos e dirigi o embarque de mercadorias. Naveguei pelo mar fora com temporais mas também na imensidão azul das calmarias. Passei e caminhei por enormes praias brancas. E também negociei nos portos e nas fronteiras.
Pai, estou a realizar o meu sonho de ser marinheiro e estou muito feliz e gostaria que o pai e a mãe também ficassem felizes por mim. Desculpe-me por ter fugido mas foi o pai que me obrigou a tomar esta decisão.
Amo-vos do fundo do meu coração e espero um dia voltar a Vig.
Estou cheio de saudades vossas e do mar de Vig. Todas as tempestades a que assisti e as que vi formar perseguem-me nos meus sonhos e a imagem do pai também não me sai da cabeça quer seja durante o dia ou de noite.
Para escrever esta carta, vim-me deitar na areia com as ondas a cumprimentarem-me na ponta dos pés. Então, reparei que estavam dois búzios poisados em cima de uma rocha. Gostaria que estivessem aqui comigo para verem a beleza destes búzios rosados, brancos e semitranslúcidos. Nesta minha aventura manobrei velas, descarreguei fardos e dirigi o embarque de mercadorias. Naveguei pelo mar fora com temporais mas também na imensidão azul das calmarias. Passei e caminhei por enormes praias brancas. E também negociei nos portos e nas fronteiras.
Pai, estou a realizar o meu sonho de ser marinheiro e estou muito feliz e gostaria que o pai e a mãe também ficassem felizes por mim. Desculpe-me por ter fugido mas foi o pai que me obrigou a tomar esta decisão.
Amo-vos do fundo do meu coração e espero um dia voltar a Vig.
Hans
Carta nº7, por Ana Raquel, Diogo Moreira, João Xavier
Querido pai:
Já sei da tragédia que abalou a tua casa. Vou sentir muito a falta da mãe. Era um doce de pessoa e todos nós a amávamos. Mas, esteja onde estiver, estará sempre nas nossas memórias e no nosso coração.
Espero que passes bem esta fase da tua vida. Estou muito preocupado contigo. Apesar de tudo, és meu pai, um pai que sempre amei e nunca esqueci. És uma pessoa muito importante na minha vida.
Mais uma vez peço que me recebas em Vig, a ilha que me viu nascer e me viu partir como um cobarde. Peço desculpa... Gostava de passar estes próximos tempos contigo, aí, em Vig. O tempo que nos separa é enorme mas nunca é demasiado tarde para ser compensado e bem aproveitado. Espero que esta carta faça mudar a tua opinião em relação a mim. Estarás sempre no meu coração, tanto nos bons como nos maus momentos.
Espero que compreendas que tudo foi um sonho de adolescente que acabou por se concretizar. Foi pena que tivesse perdido uma peça tão importante da vida como é a família.
Adeus...Com enorme desejo de matar em breve uma eterna saudade...
Já sei da tragédia que abalou a tua casa. Vou sentir muito a falta da mãe. Era um doce de pessoa e todos nós a amávamos. Mas, esteja onde estiver, estará sempre nas nossas memórias e no nosso coração.
Espero que passes bem esta fase da tua vida. Estou muito preocupado contigo. Apesar de tudo, és meu pai, um pai que sempre amei e nunca esqueci. És uma pessoa muito importante na minha vida.
Mais uma vez peço que me recebas em Vig, a ilha que me viu nascer e me viu partir como um cobarde. Peço desculpa... Gostava de passar estes próximos tempos contigo, aí, em Vig. O tempo que nos separa é enorme mas nunca é demasiado tarde para ser compensado e bem aproveitado. Espero que esta carta faça mudar a tua opinião em relação a mim. Estarás sempre no meu coração, tanto nos bons como nos maus momentos.
Espero que compreendas que tudo foi um sonho de adolescente que acabou por se concretizar. Foi pena que tivesse perdido uma peça tão importante da vida como é a família.
Adeus...Com enorme desejo de matar em breve uma eterna saudade...
Hans
segunda-feira, 17 de dezembro de 2007
A PROPÓSITO DE "O CAVALEIRO DA DINAMARCA"
Em O Cavaleiro da Dinamarca, a temática principal tem cariz religioso pois centra-se no dia de Natal com toda sua tradição (a ceia, o pinheiro, o presépio, as decorações da casa) descrita de forma poética, como tão bem sabia fazer Sophia de Mello Breyner Andresen. Neste dia, o Cavaleiro comunica à famíla que vai passar o Natal seguinte na Terra Santa, para rezar no sítio onde Jesus nasceu. A peregrinação vai transformar-se numa grande aventura vivida com muita coragem, fé e determinação pois ele tem de enfrentar imensos perigos.
Encaixadas na estória principal, outras estórias são contadas dando mais colorido, variedade e uma imensa riqueza cultural e artística à obra e mergulham o leitor noutros mundos:
- mundo ambiental: a floresta, com toda a sua fauna e flora, sofre grandes alterações à medida que as estações do ano vão passando.
- mundo histórico: História de Portugal (numa estória sobre os Descobrimentos) e História da Itália (em pleno Renascimento com todo o seu esplendor artístico, cultural e económico, fonte de um imenso espanto para o Cavaleiro).
- mundo social: as personagens pertencem a todas as classes sociais: O Cavaleiro pertence à monarquia, está rodeado de criados e servos que pertencem ao povo, é tratado, quando adoece, por frades (clero), e convive com a burguesia (banqueiros, mercadores e negociantes) quando passa grandes temporadas em várias cidades italianas.
- mundo artístico e cultural: o Cavaleiro fica deslumbrado com a arquitectura renascentista italiana e com as conversas sobre astronomia, filosofia, matemática, pintura e poesia. Ouve as estórias do pintor Giotto, discípulo de Cimabué, e do poeta Dante que descreveu a sua descida aos Infernos na obra A Divina Comédia.
São, portanto, muitos os espaços e os ambientes onde vai decorrer a acção:
- Casa do Cavaleiro, situada numa floresta na Dinamarca (Norte da Europa), símbolo dos valores tradicionais: fé, família, amizade, respeito; local donde parte em peregrinação;
- Palestina, símbolo de fé: Jerusalém, Belém, montes do Calvário e Judeia, Jardim das Oliveiras, rio Jordão, lago Tiberíade;
- Itália, símbolo do progresso e esplendor: Ravena, Veneza, Florença;
- Flandres e Antuérpia, símbolo da nova era, graças às navegações que permitiam ir ao encontro do desconhecido e da riqueza;
- Mar (viagem de barco) e terra (viagem a cavalo);
- Convento, símbolo de paz e de equilíbrio;
- Floresta, casa do Cavaleiro, local onde regressa, dois anos depois de ter partido.
Uma obra riquíssima do ponto de vista cultural e literário, com descrições embelezadas pelas personificações, metáforas e adjectivação que transmitem ao leitor sensações várias como se vivesse as próprias sensações da personagem principal; uma obra que se lê com avidez e que deveria ser de leitura obrigatória para toda a gente (miúdos e graúdos) e que só não o é porque "o verbo ler, tal como o verbo amar, não suportam o imperativo". A citação é de Daniel Pennac, in, Como um Romance.
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