Mostrar mensagens com a etiqueta Ana Saldanha. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Ana Saldanha. Mostrar todas as mensagens

domingo, 19 de dezembro de 2010

"NINGUÉM DÁ PRENDAS AO PAI NATAL"

As crianças do JI do Bairro, na sua festinha de Natal, dramatizaram o conto de Ana Saldanha, Ninguém dá prendas ao Pai Natal.






domingo, 27 de abril de 2008

ENCONTRO COM A ESCRITORA ANA SALDANHA

Integrado nas actividades da Feira do Livro, decorreu o encontro com a escritora Ana Saldanha. Foram três sessões animadas pela escritora e pelos alunos com leitura de passagens de alguns livros. Ana Saldanha revelou-se uma verdadeira actriz fazendo magistralmente uma leitura dramatizada das suas histórias. Certamente os leitores ficaram a gostar muito mais dos seus livros pois leu-os com tanta expressividade e encarnou tão bem as personagens que espalhou na assistência uma forte motivação para LER+.
Os alunos questionaram-na sobre os livros e respectiva fonte de inspiração e puderam tirar dúvidas sobre o desenrolar da acção e/ou algum desenlace menos claros para o leitor. Aliás, o final aberto e as analepses são duas características de Ana Saldanha, o que nem sempre é muito fácil de compreender, sobretudo quando o leitor é muito jovem.
Os livros da autora estiveram à venda na BE/CR durante três semanas e venderam-se bastantes. Cada sessão terminou com a tradicional sessão de autógrafos.

quarta-feira, 16 de abril de 2008

PASSATEMPO LITERÁRIO DE ABRIL

Estas nove interessantes personagens que aqui se apresentam pertencem a sete livros da escritora Ana Saldanha. Lê o que dizem delas próprias e adivinha de que livros saíram. O melhor será leres todos os livros da autora para descobrires a resposta certa.
Entrega a tua resposta na BE/CR até ao final de Abril, ou responde aqui. Não te esqueças de te identificares.
  • Olá, amigos leitores:
    Sou a Sofia, uma jovem bem-disposta e atleta de competição. Pratico natação e o meu melhor amigo, o Joel, é bailarino. Coitado! Há quem o goze por isso e até lhe chamam borboleta. Adoro estar com ele pois como é muito divertido rimo-nos muito.
    O pior de tudo foi o que me aconteceu. Que susto! No entanto, tive muita sorte. Se não tivesse desobedecido à minha mãe, nada daquilo me teria acontecido. Mas, como estava com pressa pois o Joel ia a minha casa, resolvi atravessar o parque para chegar mais depressa a casa da minha avó que esperava o jantar. Quem me mandou falar com aquele homem peludo, asqueroso? Por que carga de água lhe dei informações sobre a morada da minha avó? O Sr. Guará passou por ali, mas… se não fosse o Abel e o pai, não sei o que me teria acontecido!...
  • Olá, amigos leitores:
    Sou a Diana, uma jovem muito vaidosa. O meu pai é o rei das lojas do euro e meio e ganha muito dinheiro pelo que, eu e as minhas irmãs temos tudo o que queremos. Sou muito sensível mas quem convive comigo não sabe interpretar isso e acha-me fútil, mimada e com a mania que sou superior aos outros. A começar pelos meus professores que embirram comigo. Sobretudo a professora de Português que diz que eu preciso de ler mais. Ora essa! Eu até leio todas as revistas de moda e de beleza!... Não tenho culpa de ter um espírito crítico e de achar que os outros são feios, gordos e mal vestidos e de eu ser uma beldade, elegante. É por isso que o Sapo, ou seja, o Afonso não me larga. Que lapa! Mas ele está diferente! Não sei o que se passa!
    Eu sou o Afonso e conheço a Diana desde pequenina pois a minha avó é empregada em casa dela. Devo ser muito burro pois ele faz de mim gato-sapato desde que nos conhecemos e eu faço-lhe as vontades todas. Estes dias no acampamento abriram-me os olhos. Estou a vê-la de outra maneira, como ela é na realidade. Mimada, estragada por toda a gente que lhe chama princesinha. Princesinha! Afinal, ela não é a beldade que quer que todos digam que é! Ela é gorducha, tem borbulhas na cara, é antipática. Não! Não vou ao seu aniversário. Antes que ela me diga alguma coisa vou dizer-lhe que não posso ir. Vou começar a ignorá-la para ver se ela aprende alguma coisa. Agora que abri os olhos descobri a minha verdadeira princesa. E não é a Diana. Finalmente estou curado!
  • Olá, amigos leitores:Sou o Daniel. Apesar de ter 14 anos, ando no 6º ano. Não gosto da escola e falto muitas vezes mas gosto da minha professora de EVT que diz que eu posso vir a ser um grande pintor. Para já, faço graffiti com os meus amigos. Estou entregue a mim próprio e tenho medo de tudo. O meu corpo aparece muitas vezes cheio de nódoas negras cuja origem eu escondo de todos. Tremo todo quando a minha mãe ralha muito comigo e levanta a mão a ameaçar-me… Ela nunca está presente quando preciso dela e não gosto quando ela se envolve, à minha frente, numas cenas descaradas com o namorado. Mas agora que ela desapareceu há quatro dias, sinto a sua falta. Estou só, perdido e com medo do namorado dela, o Jaime. Estou desconfiado que ele lhe fez alguma coisa má!...
  • Olá, amigos leitores:
    Eu sou a Nina e tenho 13 anos. Deixei de ver televisão desde que recebi um computador, no Natal. Para jogar, claro! Há alturas na vida das pessoas em que, parece, todo o mal do mundo nos cai em cima: tenho de tomar uma decisão muito difícil pois meu primo Daniel vem viver uns tempos connosco e pedem-me para lhe ceder o meu quarto; a avó Olga que eu adoro foi hospitalizada com um ataque cardíaco. Para cúmulo, a vinda do meu primo para a minha escola fez-me descobrir que vivo num país de racistas. Como o Daniel é mulato, farto-me de ouvir insultos contra os negros. É de mais! Ele é constantemente agredido verbalmente e não reage. E o pior de todos é o Vitor. De repente começa a comportar-se como um parvo. Gosta de mim, faz-me as composições e tem atitudes racistas?
    Como uma desgraça não dura sempre, no final as coisas lá se arranjam. Só não cheguei a perceber porque é que o Daniel veio morar connosco! Mas não faz mal. Não perdi um admirador: ganhei dois amigos.
  • Olá, amigos leitores:Eu sou o Zé. Fui forçado a passar um tempo com a minha avó (afinal é minha bisavó) que mal conhecia. Fartei-me de chorar no dia em que o meu pai lá me deixou e se despediu à francesa. Mas, rapidamente, fiz amigos: a Titas (a cadela que me mordeu), a Belinha (a menina que me insultou e a quem dei um pontapé) e o David, o miúdo americano que dizia “oquei, raite” em vez de dizer está bem. Vivemos momentos muito emocionantes: os piqueniques no rio, os passeios de bicicleta, as idas ao circo e à feira, a exploração do sótão e o desaparecimento do David. Afinal, onde se meteu ele que não aparece?
  • Olá, amigos leitores:
    Eu sou a Dulce, conhecida na escola como astronauta por estar sempre na lua pois, o dia da discussão dos meus pais, que terminou em divórcio, não me sai da cabeça. O que se passa na realidade é que estou muito dividida pois não sei em que casa me sinto melhor: na do meu pai, um pequeno apartamento, ou na da minha mãe, onde sempre morámos e que agora tem toda a gente menos o meu pai. Até tem a enjoada da minha prima Mimi que não toca na comida. Contrariamente a mim que como tudo: a minha comida e a da minha prima. Resultado: sou gorda e na escola chamam-me nomes feios.
    Quando encontrei sete gatinhos prestes a afogarem-se, fiquei muito feliz por poder tomar conta deles. O pior é que o director não os deixa ficar na escola, a minha mãe não me deixa ficar com eles e o meu pai… duvido! Os adultos são mesmo complicados.
  • Olá, amigos leitores:
    - Eu sou a Maria, tenho 13 anos.
    - Eu sou o João, o irmão mais novo da Maria.
    - Sou uma jovem triste pois não tenho motivos para sorrir.
    - A nossa mãe abandonou-nos e ficámos só com o meu pai que resolveu casar com a Aurora.
    - A Aurora não descansou enquanto não nos mandou para fora de casa, com a desculpa que os dois não tinham condições para nos criar.
    - Primeiro fomos para um colégio interno. Não gostámos, fizemos asneiras, fomos expulsos…
    - Agora vivemos com a D. Dulce, uma professora aposentada que foi patroa da Aurora, a nossa madrasta.
    - A D. Dulce é muito simpática, trata-nos muito bem e dá-nos guloseimas…
    - Ela e as amigas são três bruxas. Eu não toco na comida. Se me obrigam a comer, de seguida fecho-me na casa de banho. O meu corpo está a começar a ressentir-se: os meus dentes estão com problemas, o cabelo está a cair-me…
    - A Maria tem tentado alguns disparates contra a D. Dulce. Imaginem! Pôs vidros no bolo de chocolate e proibiu-me de comê-lo. Eu até gosto dela. Trata-nos muito bem, e até nos comprou um computador.
    - Não quero saber! Quero voltar para a minha casa.

domingo, 13 de abril de 2008

LER+ NO ANO EUROPEU DO DIÁLOGO INTERCULTURAL


O ano 2008 foi escolhido como o Ano Europeu do Diálogo Intercultural.
No dia 23 de Abril, comemora-se o Dia Mundial do Livro.
Ligamos os dois eventos e elegemos um livro de Ana Saldanha como ponto de partida para reflexão sobre as diferenças (sejam lá elas quais forem!) e a falta de diálogo para as resolver. Partilhando a leitura de Uma Questão de Cor, alunos e professores poderão fazer da aula de Educação Cívica, por exemplo, uma aula bem dinâmica com uma discussão bem acesa sobre valores. E já agora, a aula de Área de Projecto, poderia ser bem prática se os alunos fizessem cartazes alusivos ao Ano Europeu do Diálogo Intercultural aproveitando frases deste livro. A bem de um mundo mais tolerante e justo!

ANA SALDANHA, ESCRITORA DO MÊS DE ABRIL



É professora, escritora e tradutora e chama-se Ana Saldanha. Já foi notícia neste blogue porque um dos seus livros foi seleccionado para a 1ª fase do Concurso Nacional de Leitura. No próximo dia 21, vai estar na BE/CR para um encontro com alunos de 6ºano e com os de 3º ciclo que participaram no referido concurso. Os seus livros estão à venda na BE/CR para serem comprados, lidos e autografados no final do encontro. O passatempo literário mensal é sobre os seus livros. Participa.


A lista bibliográfica da autora pode ser consultada aqui ou aqui.

A sua colecção "Era uma vez...outra vez", uma nova versão de alguns contos infantis tradicionais, de infantil não tem nada. São temas actuais, preocupantes, abordados de forma pegagógica mas divertida. Há situações que os jovens leitores poderão não entender com uma simples leitura por isso, os seis livros da colecção são um excelente pretexto para leitura orientada na sala de aula e debate dos temas abordados tais como anorexia, assédio sexual/pedofilia, gravidez na adolescência, problemas familiares e educação pequeno-burguesa onde o dinheiro está acima da cultura que não é minimamente valorizada. A propósito, leia-se uma análise de toda a colecção no site da Casa da Leitura.

domingo, 13 de janeiro de 2008

CONCURSO NACIONAL DE LEITURA: O GORRO VERMELHO

A colecção “Era uma vez… outra vez” de Ana Saldanha pretende ser uma revisitação dos contos tradicionais na versão século XXI. O Gorro Vermelho é, nada mais nada menos, que "O Capuchinho Vermelho" de Perrault.
Neste livro, o perigo e a insegurança actuais não estão na floresta, estão no parque de uma cidade e o predador não é o lobo mas um homem que assedia sexualmente uma jovem.
Paralelismo e diferenças entre os dois contos:
  • Sofia vai a casa da avó levar-lhe o jantar num cesto comprado em Marrocos;
  • Contra os conselhos da mãe, atravessa o parque da cidade, um sítio perigoso àquela hora da noite;
  • Fala com um desconhecido de “falinhas mansas”, acompanhado por um cão chamado Wolf e dá-lhe informações sobre o local onde vive a avó;
  • O desconhecido chega primeiro a casa da avó;
  • As traseiras da casa ficam numa rua desabitada onde não passa ninguém;
  • Sofia é salva por um vizinho que passa na melhor altura;
  • Sofia é uma adolescente, não uma criança;
  • Atravessa o parque, não a floresta;
  • Quem a aborda é um homem, não o lobo; o único “lobo” da estória é Wolf, o cão que acompanha o estranho, mas é pacífico;
  • A avó não se encontra em casa pois tinha ido jantar com o filho.
Um livro cheio de imaginação que cativa o leitor pela sua temática actual, que aborda problemas de forma pedagógica, suave, eufemística sem nunca usar as expressões “insegurança nas cidades” e “pedofilia”, o verdadeiro tema do livro.
É, em suma, um livro divertido graças à boa disposição da adolescente Sofia e do seu inseparável amigo, Joel, sempre a contar anedotas.

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

QUEM DISSE QUE OS CIENTISTAS SÃO UNS LOUCOS DESPENTEADOS?

Em Os Factos da Vida, o último livro de Ana Saldanha, entramos num mundo muito sério – o mundo da ciência – mas de forma muito divertida. Afinal, os cientistas não são uns loucos despenteados, como julgavam a Carla, a Toninha e o Nuno. Que o diga a Mariana, prima da Carla, uma cientista com aspecto de top model.
Cada atitude das personagens vai levar o narrador a uma citação. De citação em citação, ficamos a conhecer os pensamentos de muitos cientistas (uns mais conhecidos, outros menos, depende da cultura de cada um!). De Bernard Shaw (o primeiro a ser citado) a Francis Bacon (o último) passando por Marie Curie, Einstein, Charles Darwin e tantos outros, é grande o rol de frases e ensinamentos. Temas como a hereditariedade, a manipulação genética, a clonagem, as experiências laboratoriais com animais e até os trabalhos dos alunos que não passam de cópias da Internet são debatidos com muito humor (e algumas piadas infelizes do Rolhas!). Divertidas, também, são as propostas de verificação de conhecimentos, como por exemplo as da página 35:
  1. "A quem é que Albert Einstein deitou a língua de fora? Concordas com a sua atitude?"
  2. "Sabes quem foi Marie Curie? Se a tua resposta é negativa, não justifiques a tua ignorância - é injustificável."
  3. "Os piercings são uns roedores nocturnos da Nova Zelândia que se encontram em vias de extinção. Verdadeiro ou falso?"
  4. "Parece-te que o Nuno curte a Carla?"
Mau, mau, é o facto de os três amigos terem feito um trabalho tão criativo sobre cientistas e a professora de Ciências não ter acreditado que eles eram realmente os autores. Factos da vida!...

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...