terça-feira, 10 de junho de 2008

DIA DA CAMÕES

Mais um ano a comemorar o maior poeta da língua portuguesa, um imortal que constantemente é citado. Um dos grandes portugueses e um dos grandes poetas da Humanidade, deixou uma magnífica obra poética cheia de sabedoria e sensibilidade. Morreu há 428 anos mas não perdeu a actualidade, como demonstra este seu poema.

Ao desconcerto do Mundo

Os bons vi sempre passar
No Mundo graves tormentos;
E pera mais me espantar,
Os maus vi sempre nadar
Em mar de contentamentos.
Cuidando alcançar assim
O bem tão mal ordenado,
Fui mau, mas fui castigado.
Assim que, só pera mim,
Anda o Mundo concertado.

Bom feriado e melhores leituras!

quarta-feira, 4 de junho de 2008

CARTAS AOS HERÓIS

Os bons exemplos devem ser seguidos incondicionalmente. Foi o que fizeram os alunos do 8ºA, numa aula de Português, tomando como bom exemplo o escritor JOSÉ JORGE LETRIA e o seu livro Cartas aos Heróis. Depois de analisadas algumas cartas deste livro, os alunos redigiram as suas próprias cartas endereçadas à personagem que mais os marcou ao longo das suas leituras. De salientar que, todos os 22 alunos da turma lêem. Uns mais, outros menos, mas todos correm para a BE à procura dos livros que vão sendo apresentados nas aulas pela professora ou por eles próprios. Aqui ficam as melhores cartas e as capas dos livros donde sairam as personagens.



A primeira carta é para um amigo saído do livro A ilha na rua dos pássaros, de Uri Orlev, Ambar
Meu querido amigo:
Desde há seis meses para cá que te admiro. Seis meses porquê? Porque há seis meses te conheci. Sim… Desde o primeiro dia que te conheci, admiro-te. Porquê? Agora és tu que te admiras? Porque mostras uma força que nunca conheci. És um rapaz da minha idade e que me mostra uma realidade cruel completamente diferente da minha. Eu nunca tive uma arma na mão, tu já mataste um homem. Julgar-te? Uma criança em plena segunda guerra mundial sem pai, sem mãe, sem amigos, sem casa, sem abrigo, com pessoas que deixaram de ser quem eram, com… Com quê? Com muitas pessoas que querem sobreviver sem olhar a meios, com um ratinho que é a sua única companhia… Com muito, muito medo mas, ao mesmo tempo, com muita, muita coragem; com uma vontade de sobreviver para esperar quem mais deseja… Essa criança não se julga!
No fundo, és um herói que me tocou, um herói que sobreviveu, um herói que ama a família. Um verdadeiro Herói!
Agradeço-te os momentos que passámos juntos e tudo o que me ensinaste.
Um abraço do teu amigo,

Diogo Moreira

A segunda carta é endereçada ao Pedro, do livro de Maria Teresa Maia Gonzalez, Pedro, olhos de águia, da Difel. 


Querido Pedro:
Soube o que se passou: o teu pai preso por desvio de dinheiro na empresa do teu tio; a tua mãe juntou-se a outro homem, um tal de Martins que tu e o teu irmão tratam por “Inútil”; o teu irmão Marco deixou de ver o teu pai desde que ele foi preso; os teus avós paternos nunca mais quiseram saber do filho que foi para a prisão… Enfim!… A tua vida virou do avesso. Admiro tudo o que fizeste para ajudar o teu pai. Foste o único que nunca lhe voltou as costas. Quando soubeste que ele estava quase a sair da prisão, fizeste tudo para arranjar dinheiro para ele poder recomeçar a sua vida. A tua coragem!
A tua família, os Castelo Branco com passado, fortuna, dignidade e honra (só os têm de nome), preferiu deixar de lado o que aconteceu em vez de enfrentar a realidade. Nesta família, a única pessoa com honra e dignidade és tu. Tu, apenas com quinze anos, sobrecarregaste tudo nos teus ombros. És um herói.
A carta que escreveste à tua avó foi bem escrita. Adorei, principalmente a parte em que disseste: “quanto aos avós, se tiverem um pingo de vergonha na cara, em vez de aparecerem, dêem uma volta ao cérebro e vejam se descobrem o que poderão (e deverão) fazer para não continuarem a ser completamente inúteis em nome dessa tal honra que apregoam.”
Gostava de ser como tu. Ter a tua força, coragem, generosidade.
Todo o teu ser me fez pensar. Mudou algo em mim. Acho que estou mais forte. Ensinaste-me a não desistir. A lutar por tudo aquilo que quero. Tenho muito a agradecer-te. Depois de ter falado contigo, não consegui ser a mesma. Sinto-me mais livre. Parece que não existe mais ninguém, só eu. Vagueio por todo o lado, ninguém me impede. Não quero saber das críticas dos outros. Já não sou a rapariga de quem os outros podiam falar e ela ficava presa ao que eles diziam. Isso acabou. Sou livre. Obrigada.
Beijos

Sandra Santos

sábado, 31 de maio de 2008

NOVO CICLO DA REVISTA MALASARTES

O número 14 saiu há já muito tempo, precisamente em Dezembro de 2004. Os constrangimentos financeiros eram muitos e a edição da revista ficou comprometida. Finalmente, a Porto Editora agarrou o projecto, adoptou a revista e, aí está o número 15 da malasartes. Tão bonita como sempre, mais cheiinha pois corresponde a dois números das anteriores e com a informação e rigor a que habituou o seu leitor. De novo, e para citar José António Gomes, no editorial, “é reforçada a vertente científica da publicação, que deixa, assim, de ser apenas uma revista de divulgação e crítica, para passar a ser uma revista científica em que a crítica também tem lugar…”.
“É uma pérola no meio das guerras editoriais que se vivem neste momento em Portugal”: a revista foi assim definida por um dos oradores, no “Encontro sobre Literatura e Ilustração para a Infância”, promovido pela Porto Editora, nas suas instalações, nos dias 30 e 31 de Maio.
José António Gomes, o director de malasartes, deixou bem claro, ao longo do encontro, que a revista só pode sobreviver se tiver um número considerável de assinaturas e não gostaria que tivesse o mesmo destino da revista Orpheu, cujo período de vida foi muito curto; seria preferível se se aproximasse, pelo menos, da Presença que contou com 54 números até à sua extinção, em 1940.
Na minha opinião de leitora assídua, perder definitivamente a malasartes seria catastrófico. Esta revista é a maior referência portuguesa para quem quer conhecer e divulgar a literatura infanto-juvenil. Quem quer formar leitores tem de ser um grande leitor, conhecer obras e autores e falar deles com conhecimento, espírito crítico e entrega. Não se pode dizer a uma criança/jovem para ler um livro se não se sabe o que ele tem para oferecer. Muito menos é possível aconselhar títulos ou autores que não se conhecem. É por isso que a leitura de malasartes é indispensável para os mediadores da leitura. Nela vão ficar a conhecer obras novas e novos escritores e ilustradores; nela vão revisitar os clássicos que não devem, de maneira nenhuma, ficar na estante e dela deveriam sair mais vezes; nela vão encontrar recensões de grande qualidade, escritas por especialistas na área da literatura infantil e juvenil; nela vão ler textos em português e galego sobre o panorama editorial luso-galaico. Tudo embrulhado num rigoroso cuidado gráfico, de estética irrepreensível.
Para se proceder à assinatura da revista, deve-se contactar para: malasartes@portoeditora.pt
Durante o encontro, na presença de escritores e uma grande quantidade de novos ilustradores, foram apresentadas duas colecções (mais duas pérolas):


Oficina dos Sonhos – Clássicos, da qual faz parte o novíssimo livro POESIA DE FERNANDO PESSOA PARA TODOS, com selecção e organização de José António Gomes e belíssimas ilustrações (são também poesia) de António Modesto;
Oficina dos sonhos – autores portugueses, que inclui o último livro de João Paulo Seara Cardoso (também apresentado pelo autor durante o encontro) O SENHOR…, ilustrado por Luix.

A MAIOR FLOR DO MUNDO




A maior flor do mundo, editado pela Caminho, é o único livro infantil do nosso Nobel da Literatura, José Saramago. Apesar de o autor confessar não saber escrever para crianças, fê-lo de forma perfeita, com toda a sua mestria, numa estória sobre um menino que vai ao fim do mundo para salvar uma flor que está a murchar. O livro ficou perfeito com as magníficas ilustrações de João Caetano.
No próximo dia 2 de Junho, esta estória vai ser contada na BE e vai ser visualizado o filme, produzido em 2007 e nomeado para os Goya de 2008, na categoria melhor curta-metragem. O próprio José Saramago aparece no filme como personagem-narrador.

segunda-feira, 26 de maio de 2008

MAIS NOVIDADES NA BE



Mais um livro de poesia a juntar aos outros que a BE já possui de João Pedro Mésseder.
Porque a palavra tem odor, cor e sabor, o livro está à tua espera, para ser saboreado, lentamente, para o prazer ser maior. A ilustração, de Gémeo Luís, é o acompanhamento perfeito...

sábado, 24 de maio de 2008

MARGARIDA FONSECA SANTOS NA BE/CR

Mais uma escritora nos visitou, este ano lectivo. Depois de Ana Saldanha, esteve connosco, no passado dia 21, Margarida Fonseca Santos. Os alunos já gostavam dos seus livros que têm sido bastante requisitados e, a partir da última quarta-feira, ficaram todos a adorá-la, miúdos e graúdos, pela simpatia e simplicidade. Aqui ficam algumas fotos para recordar a tarde.
Divertido foi o momento em que os alunos puderam viver uma passagem do livro Um pombo chamado Colombo. O Rei organizou uma festa para os pombos. Como é uma personagem muito divertida, decidiu fazer-lhes uma surpresa. Acontece que a surpresa tinha uma partida e os pombos apanharam um grande susto. Ora, esse susto, também o apanharam os alunos. Quem não leu o livro e quer saber qual é a surpresa descrita na página 91, ouça o 2º andamento da sinfonia nº 94 do compositor F. J. Haydn, de preferência com o volume bem alto. Tenha cuidado quem sofre do coração!...







Em nome da escola, obrigada, Margarida, pela presença tão agradável.

domingo, 11 de maio de 2008

NOVIDADES NA BE























Últimos livros entrados na BE, todos de Margarida Fonseca Santos.
Já estão ansiosamente à espera dos leitores, na estante expositora das novidades.

terça-feira, 6 de maio de 2008

ESCRITORA DO MÊS DE MAIO


É já no próximo dia 20 que Margarida Fonseca Santos vai estar na nossa biblioteca com os alunos de 5º ano. Assim, o passatempo literário do mês de Maio é dedicado a esta escritora tão criativa com uma vasta lista de livros publicados para crianças, jovens e adultos. Toda a informação sobre a sua vida e obra pode ser consultada na sua página pessoal e no seu blogue:
Estejam atentos ao passatempo que está afixado na BE. Participem!

quarta-feira, 30 de abril de 2008

terça-feira, 29 de abril de 2008

DIA MUNDIAL DA DANÇA





O Dia Mundial da Dança foi instituído em 1982, por iniciativa do Comité da Dança do Instituto Internacional do Teatro, com a finalidade de dar a conhecer esta modalidade e celebra o nascimento do coreógrafo francês Jean-Georges Noverre (1727-1810), criador do ballet moderno e grande impulsionador da dança.
A mensagem deste ano, escrita pela coreógrafa e bailarina sul-africana Gladys Faith Agulhas, premiada pelo trabalho que tem desenvolvido ligando a dança, a educação e a integração social, aponta para a ideia de união: «O espírito da dança não tem cor, forma ou tamanho, mas envolve o poder de unir, e também a força e a beleza que se encontra em nós. Cada alma que dança, jovem, velha ou de uma pessoa incapacitada, cria e transforma ideias em movimentos artísticos que podem mudar as nossas vidas».A televisão por cabo tem passado vários filmes cujo tema vem ao encontro desta ideia. São alguns exemplos:

  • Ao ritmo do hip hop: a dança faz esquecer problemas sérios e une pessoas de raças diferentes.
  • Ritmo e sedução: a dança transforma jovens marginais sem vontade de trabalhar em fortes lutadores com objectivos de vitória que lhes vão dar um novo sentido à vida.
  • Billy Eliot: a dança na luta contra o preconceito e a discriminação das pessoas com tendências homossexuais.
  • Step up: a dança como a única possibilidade de fazer o sonho triunfar. Mesmo quando o sonho pertence a um jovem marginal a quem o tribunal obriga a fazer serviço comunitário.
  • Dança comigo: a dança ao serviço do amor, na aproximação de pessoas de classes sociais diferentes.
  • Vamos dançar?: a dança no combate à rotina diária.
Os livros que abordam o tema da dança podem sair da estante para deleitar e pensar. Ambas as sugestões são da escritora Anabela Mimoso:

  • Um sonho à procura de uma bailarina, é um livro para crianças que qualquer adulto irá adorar. Ser bailarina é o sonho de infância que ficou na gaveta do esquecimento e dos muitos afazeres do dia-a-dia mas que não se conforma e vai à procura de quem o queira agarrar.
  • Quando nos matam os sonhos: o sonho de ser bailarina está prestes a ser realidade. Contudo, um acidente provocado por jovens alcoolizados vai matá-lo à nascença.

domingo, 27 de abril de 2008

ENCONTRO COM A ESCRITORA ANA SALDANHA

Integrado nas actividades da Feira do Livro, decorreu o encontro com a escritora Ana Saldanha. Foram três sessões animadas pela escritora e pelos alunos com leitura de passagens de alguns livros. Ana Saldanha revelou-se uma verdadeira actriz fazendo magistralmente uma leitura dramatizada das suas histórias. Certamente os leitores ficaram a gostar muito mais dos seus livros pois leu-os com tanta expressividade e encarnou tão bem as personagens que espalhou na assistência uma forte motivação para LER+.
Os alunos questionaram-na sobre os livros e respectiva fonte de inspiração e puderam tirar dúvidas sobre o desenrolar da acção e/ou algum desenlace menos claros para o leitor. Aliás, o final aberto e as analepses são duas características de Ana Saldanha, o que nem sempre é muito fácil de compreender, sobretudo quando o leitor é muito jovem.
Os livros da autora estiveram à venda na BE/CR durante três semanas e venderam-se bastantes. Cada sessão terminou com a tradicional sessão de autógrafos.

sexta-feira, 25 de abril de 2008

MAIS UMA SEMANA DA LEITURA


Na semana em que se comemorou o Dia Mundial do Livro e integradas na Feira do Livro (21 a 24 de Abril), decorreram sessões de leitura e/ou conversas em torno do livro e fez-se leitura de livros em torno do 25 de Abril. O filme O dia em que vieram prender o livro foi também um óptimo pretexto para debates sobre a censura. Para completar, funcionaram oficinas de escrita criativa a partir da palavra liberdade, a palavra-chave da semana. A inspiração foi José Jorge Letria e o seu maravilhoso livro O que é a liberdade? Os alunos rapidamente aprenderam a lição e mais rapidamente se transformaram em poetas. Foram muitas as definições poéticas de liberdade. Tantas que estamos a pensar ilustrá-las e fazer concorrência ao poeta compilando-as num livro. Até já tem título: A liberdade é uma rosa azul...

Será que alguma editora vai querer agarrar o projecto?

quarta-feira, 23 de abril de 2008

E-BOOKS

Ai que prazer ter um livro para ler e poder fazê-lo. Folhear, sentir o cheiro do papel, imaginar as personagens e os espaços, saborear a estória. Não há nada que chegue a um livro. Quem não o puder ter em papel e/ou preferir o computador, aqui ficam muitas sugestões. É só clicar.
A Divina Comédia -Dante Alighieri
A Comédia dos Erros -William Shakespeare
Poemas de Fernando Pessoa -Fernando Pessoa
Dom Casmurro -Machado de Assis
Cancioneiro -Fernando Pessoa
Romeu e Julieta -William Shakespeare
A Cartomante -Machado de Assis
Mensagem -Fernando Pessoa
A Carteira -Machado de Assis
A Megera Domada -William Shakespeare
A Tragédia de Hamlet, Príncipe da Dinamarca -William Shakespeare
Sonho de Uma Noite de Verão -William Shakespeare
O Eu profundo e os outros Eus. -Fernando Pessoa
Dom Casmurro -Machado de Assis
Do Livro do Desassossego -Fernando Pessoa
Poesias Inéditas -Fernando Pessoa
Tudo Bem Quando Termina Bem -William Shakespeare
A Carta -Pero Vaz de Caminha
A Igreja do Diabo -Machado de Assis
Macbeth -William Shakespeare
Este mundo da injustiça globalizada -José Saramago
A Tempestade -William Shakespeare
O pastor amoroso -Fernando Pessoa
A Cidade e as Serras -José Maria Eça de Queirós
Livro do Desassossego -Fernando Pessoa
A Carta de Pero Vaz de Caminha -Pero Vaz de Caminha
O Guardador de Rebanhos -Fernando Pessoa
O Mercador de Veneza -William Shakespeare
A Esfinge sem Segredo -Oscar Wilde
Trabalhos de Amor Perdidos -William Shakespeare
Memórias Póstumas de Brás Cubas -Machado de Assis
A Mão e a Luva -Machado de Assis
Arte Poética -Aristóteles
Conto de Inverno -William Shakespeare
Otelo, O Mouro de Veneza -William Shakespeare
Antônio e Cleópatra -William Shakespeare
Os Lusíadas -Luís Vaz de Camões
A Metamorfose -Franz Kafka
A Cartomante -Machado de Assis
Rei Lear -William Shakespeare
A Causa Secreta -Machado de Assis
Poemas Traduzidos -Fernando Pessoa
Muito Barulho Por Nada -William Shakespeare
Júlio César -William Shakespeare
Auto da Barca do Inferno -Gil Vicente
Poemas de Álvaro de Campos -Fernando Pessoa
Cancioneiro -Fernando Pessoa
Catálogo de Autores Brasileiros com a Obra em Domínio Público -Fundação Biblioteca Nacional
A Ela -Machado de Assis
O Banqueiro Anarquista -Fernando Pessoa
Dom Casmurro -Machado de Assis
A Dama das Camélias -Alexandre Dumas Filho
Poemas de Álvaro de Campos -Fernando Pessoa
Adão e Eva -Machado de Assis
A Moreninha -Joaquim Manuel de Macedo
A Chinela Turca -Machado de Assis
As Alegres Senhoras de Windsor -William Shakespeare
Poemas Selecionados -Florbela Espanca
As Vítimas-Algozes -Joaquim Manuel de Macedo
Iracema -José de Alencar
A Mão e a Luva -Machado de Assis
Ricardo III -William Shakespeare
O Alienista -Machado de Assis
Poemas Inconjuntos -Fernando Pessoa
A Volta ao Mundo em 80 Dias -Júlio Verne
A Carteira -Machado de Assis
Primeiro Fausto -Fernando Pessoa
Senhora -José de Alencar
A Escrava Isaura -Bernardo Guimarães
Memórias Póstumas de Brás Cubas -Machado de Assis
A Mensageira das Violetas -Florbela Espanca
Sonetos -Luís Vaz de Camões
Eu e Outras Poesias -Augusto dos Anjos
Fausto -Johann Wolfgang von Goethe
Iracema -José de Alencar
Poemas de Ricardo Reis -Fernando Pessoa
Os Maias -José Maria Eça de Queirós
O Guarani -José de Alencar
A Mulher de Preto -Machado de Assis
A Desobediência Civil -Henry David Thoreau
A Alma Encantadora das Ruas -João do Rio
A Pianista -Machado de Assis
Poemas em Inglês -Fernando Pessoa
A Igreja do Diabo -Machado de Assis
A Herança -Machado de Assis
A chave -Machado de Assis
Eu -Augusto dos Anjos
As Primaveras -Casimiro de Abreu
A Desejada das Gentes -Machado de Assis
Poemas de Ricardo Reis -Fernando Pessoa
Quincas Borba -Machado de Assis
A Segunda Vida -Machado de Assis
Os Sertões -Euclides da Cunha
Poemas de Álvaro de Campos -Fernando Pessoa
O Alienista -Machado de Assis
Don Quixote. Vol. 1 -Miguel de Cervantes Saavedra
Medida Por Medida -William Shakespeare
Os Dois Cavalheiros de Verona -William Shakespeare
A Alma do Lázaro -José de Alencar
A Vida Eterna -Machado de Assis
A Causa Secreta -Machado de Assis
14 de Julho na Roça -Raul Pompéia
Divina Comedia -Dante Alighieri
O Crime do Padre Amaro -José Maria Eça de Queirós
Coriolano -William Shakespeare
Astúcias de Marido -Machado de Assis
Senhora -José de Alencar
Auto da Barca do Inferno -Gil Vicente
Noite na Taverna -Manuel Antônio Álvares de Azevedo
Memórias Póstumas de Brás Cubas -Machado de Assis
A "Não-me-toques"! -Artur Azevedo
Os Maias -José Maria Eça de Queirós
Obras Seletas -Rui Barbosa
A Mão e a Luva -Machado de Assis
Amor de Perdição -Camilo Castelo Branco
Aurora sem Dia -Machado de Assis
Édipo-Rei -Sófocles
O Abolicionismo -Joaquim Nabuco
Pai Contra Mãe -Machado de Assis
O Cortiço -Aluísio de Azevedo
Tito Andrônico -William Shakespeare
Adão e Eva -Machado de Assis
Os Sertões -Euclides da Cunha
Esaú e Jacó -Machado de Assis
Don Quixote -Miguel de Cervantes
Camões -Joaquim Nabuco
Antes que Cases -Machado de Assis
A melhor das noivas -Machado de Assis
Livro de Mágoas -Florbela Espanca
O Cortiço -Aluísio de Azevedo
A Relíquia -José Maria Eça de Queirós
Helena -Machado de Assis
Contos -José Maria Eça de Queirós
A Sereníssima República -Machado de Assis
Iliada -Homero
Amor de Perdição -Camilo Castelo Branco
A Brasileira de Prazins -Camilo Castelo Branco
Os Lusíadas -Luís Vaz de Camões
Sonetos e Outros Poemas -Manuel Maria de Barbosa du Bocage
Ficções do interlúdio: para além do outro oceano de Coelho Pacheco. -Fernando Pessoa
Anedota Pecuniária -Machado de Assis
A Carne -Júlio Ribeiro
O Primo Basílio -José Maria Eça de Queirós
Don Quijote -Miguel de Cervantes
A Volta ao Mundo em Oitenta Dias -Júlio Verne
A Semana -Machado de Assis
A viúva Sobral -Machado de Assis
A Princesa de Babilônia -Voltaire
O Navio Negreiro -Antônio Frederico de Castro Alves
Catálogo de Publicações da Biblioteca Nacional -Fundação Biblioteca Nacional
Papéis Avulsos -Machado de Assis
Eterna Mágoa -Augusto dos Anjos
Cartas D'Amor -José Maria Eça de Queirós
O Crime do Padre Amaro -José Maria Eça de Queirós
Anedota do Cabriolet -Machado de Assis
Canção do Exílio -Antônio Gonçalves Dias
A Desejada das Gentes -Machado de Assis
A Dama das Camélias -Alexandre Dumas Filho
Don Quixote. Vol. 2 -Miguel de Cervantes Saavedra
Almas Agradecidas -Machado de Assis
Cartas D'Amor - O Efêmero Feminino -José Maria Eça de Queirós
Contos Fluminenses -Machado de Assis
Odisséia -Homero
Quincas Borba -Machado de Assis
A Mulher de Preto -Machado de Assis
Balas de Estalo -Machado de Assis
A Senhora do Galvão -Machado de Assis
O Primo Basílio -José Maria Eça de Queirós
A Inglezinha Barcelos -Machado de Assis
Capítulos de História Colonial (1500-1800) -João Capistrano de Abreu
CHARNECA EM FLOR -Florbela Espanca
Cinco Minutos -José de Alencar
Memórias de um Sargento de Milícias -Manuel Antônio de Almeida
Lucíola -José de Alencar
A Parasita Azul -Machado de Assis
A Viuvinha -José de Alencar
Utopia -Thomas Morus
Missa do Galo -Machado de Assis
Espumas Flutuantes -Antônio Frederico de Castro Alves
História da Literatura Brasileira: Fatores da Literatura Brasileira -Sílvio Romero
Hamlet -William Shakespeare
A Ama-Seca -Artur Azevedo
O Espelho -Machado de Assis
Helena -Machado de Assis
As Academias de Sião -Machado de Assis
A Carne -Júlio Ribeiro
A Ilustre Casa de Ramires -José Maria Eça de Queirós
Como e Por Que Sou Romancista -José de Alencar
Antes da Missa -Machado de Assis
A Alma Encantadora das Ruas -João do Rio
A Carta -Pero Vaz de Caminha
LIVRO DE SÓROR SAUDADE -Florbela Espanca
A mulher Pálida -Machado de Assis
Americanas -Machado de Assis
Cândido -Voltaire
Viagens de Gulliver -Jonathan Swift
El Arte de la Guerra -Sun Tzu
Conto de Escola -Machado de Assis
Redondilhas -Luís Vaz de Camões
Iluminuras -Arthur Rimbaud

terça-feira, 22 de abril de 2008

LIVROS DE MUITAS CORES























Este é o slogan escolhido para o cartaz do Dia Mundial do Livro 2008, este ano proclamado pela Assembleia-Geral das Nações Unidas como o Ano Internacional das Línguas.
Para escolher, é preciso conhecer. Aqui fica uma ajuda através de uma selecção de livros que vão ao encontro de dois temas: a cor da tolerância/aceitação da diferença e a cor da liberdade.

    Os ovos misteriosos, Luísa Ducla Soares
    Estranhões e Bizarrocos, José Eduardo Agualusa
    O mundo em que vivi, Ilse Losa
    Racista, eu?, Comissão Europeia
    O racismo explicado aos jovens, Tahar Ben Jelloun
    Vamos conhecer Cabo Verde, João Lopes Filho
    A viagem de Djuku, Alain Corbel
    Baunilha e chocolate, Ana Meireles
    Marie na sombra do leão, Jerry Piasecki, com prefácio de Kofi Annan
    L.A, & Cª SIDA na escola, Maria Mata
    Uma questão de cor, Ana Saldanha
    A liberdade o que é?, José Jorge Letria

    A fábula dos feijões cinzentos, José Vaz
    O tesouro, Manuel António Pina 
    25 a sete vozes, Alice Vieira
    O caso da rua Jau, Mário castrim

    Vinte e zinco, Mia CoutoAbril, abrilzinho, Manuel Freire, Vitorino, José Jorge Letria

    O rapaz da bicicleta azul, Álvaro Magalhães

    Romance do 25 de Abril, João Pedro Mésseder

    O 25 de Abril contado às crianças... e os outros, José Jorge Letria

    Capitães de Abril, José Jorge Letria
    L. A. &Cª no meio da revolução, Maria Mata
    Abril 30 anos trinta poemas de José Fanha, José Jorge Letria

    25 de Abril, Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada

    A revolução das letras, Vergílio Alberto Vieira

    Um fotógrafo em Abril, Sebastião Salgado

    Vassourinha, António Torrado

    A liberdade explicada às crianças, Jean Luc Moreau

    Salgueiro Maia o homem do tanque da liberdade, José Jorge Letria
    O Soldado e o Capitão, os Cravos e o Povão, Valdemar Cruz

sábado, 19 de abril de 2008

DIA MUNDIAL DO LIVRO

Comemora-se no dia 23 de Abril, dia de São Jorge, o Dia Mundial do Livro, desde 1996, por decisão da UNESCO (leia-se a mensagem do seu Director-Geral).
Esta data foi escolhida para honrar uma tradição catalã segundo a qual, neste dia, os cavaleiros oferecem às suas damas uma rosa vermelha e recebem em troca, um livro. Esta é, também, a data da morte de dois grandes escritores, o inglês William Shakespeare e o espanhol Miguel de Cervantes (ambos falecidos em 1616), pelo que são, assim, lembrados e homenageados.
Os livros devem fazer parte da vida de toda a gente por isso, a BE/CR da escola de Arrifana vai promover actividades, durante toda a semana, em torno do livro (conforme o programa), aliando esta data à comemoração do 34º aniversário do 25 de Abril e ao facto de 2008 ter sido eleito o Ano Europeu do Diálogo Intercultural.


Porque, citando Miguel Cervantes, “Ver muito e ler muito aviva o engenho do homem.”

quarta-feira, 16 de abril de 2008

PASSATEMPO LITERÁRIO DE ABRIL

Estas nove interessantes personagens que aqui se apresentam pertencem a sete livros da escritora Ana Saldanha. Lê o que dizem delas próprias e adivinha de que livros saíram. O melhor será leres todos os livros da autora para descobrires a resposta certa.
Entrega a tua resposta na BE/CR até ao final de Abril, ou responde aqui. Não te esqueças de te identificares.
  • Olá, amigos leitores:
    Sou a Sofia, uma jovem bem-disposta e atleta de competição. Pratico natação e o meu melhor amigo, o Joel, é bailarino. Coitado! Há quem o goze por isso e até lhe chamam borboleta. Adoro estar com ele pois como é muito divertido rimo-nos muito.
    O pior de tudo foi o que me aconteceu. Que susto! No entanto, tive muita sorte. Se não tivesse desobedecido à minha mãe, nada daquilo me teria acontecido. Mas, como estava com pressa pois o Joel ia a minha casa, resolvi atravessar o parque para chegar mais depressa a casa da minha avó que esperava o jantar. Quem me mandou falar com aquele homem peludo, asqueroso? Por que carga de água lhe dei informações sobre a morada da minha avó? O Sr. Guará passou por ali, mas… se não fosse o Abel e o pai, não sei o que me teria acontecido!...
  • Olá, amigos leitores:
    Sou a Diana, uma jovem muito vaidosa. O meu pai é o rei das lojas do euro e meio e ganha muito dinheiro pelo que, eu e as minhas irmãs temos tudo o que queremos. Sou muito sensível mas quem convive comigo não sabe interpretar isso e acha-me fútil, mimada e com a mania que sou superior aos outros. A começar pelos meus professores que embirram comigo. Sobretudo a professora de Português que diz que eu preciso de ler mais. Ora essa! Eu até leio todas as revistas de moda e de beleza!... Não tenho culpa de ter um espírito crítico e de achar que os outros são feios, gordos e mal vestidos e de eu ser uma beldade, elegante. É por isso que o Sapo, ou seja, o Afonso não me larga. Que lapa! Mas ele está diferente! Não sei o que se passa!
    Eu sou o Afonso e conheço a Diana desde pequenina pois a minha avó é empregada em casa dela. Devo ser muito burro pois ele faz de mim gato-sapato desde que nos conhecemos e eu faço-lhe as vontades todas. Estes dias no acampamento abriram-me os olhos. Estou a vê-la de outra maneira, como ela é na realidade. Mimada, estragada por toda a gente que lhe chama princesinha. Princesinha! Afinal, ela não é a beldade que quer que todos digam que é! Ela é gorducha, tem borbulhas na cara, é antipática. Não! Não vou ao seu aniversário. Antes que ela me diga alguma coisa vou dizer-lhe que não posso ir. Vou começar a ignorá-la para ver se ela aprende alguma coisa. Agora que abri os olhos descobri a minha verdadeira princesa. E não é a Diana. Finalmente estou curado!
  • Olá, amigos leitores:Sou o Daniel. Apesar de ter 14 anos, ando no 6º ano. Não gosto da escola e falto muitas vezes mas gosto da minha professora de EVT que diz que eu posso vir a ser um grande pintor. Para já, faço graffiti com os meus amigos. Estou entregue a mim próprio e tenho medo de tudo. O meu corpo aparece muitas vezes cheio de nódoas negras cuja origem eu escondo de todos. Tremo todo quando a minha mãe ralha muito comigo e levanta a mão a ameaçar-me… Ela nunca está presente quando preciso dela e não gosto quando ela se envolve, à minha frente, numas cenas descaradas com o namorado. Mas agora que ela desapareceu há quatro dias, sinto a sua falta. Estou só, perdido e com medo do namorado dela, o Jaime. Estou desconfiado que ele lhe fez alguma coisa má!...
  • Olá, amigos leitores:
    Eu sou a Nina e tenho 13 anos. Deixei de ver televisão desde que recebi um computador, no Natal. Para jogar, claro! Há alturas na vida das pessoas em que, parece, todo o mal do mundo nos cai em cima: tenho de tomar uma decisão muito difícil pois meu primo Daniel vem viver uns tempos connosco e pedem-me para lhe ceder o meu quarto; a avó Olga que eu adoro foi hospitalizada com um ataque cardíaco. Para cúmulo, a vinda do meu primo para a minha escola fez-me descobrir que vivo num país de racistas. Como o Daniel é mulato, farto-me de ouvir insultos contra os negros. É de mais! Ele é constantemente agredido verbalmente e não reage. E o pior de todos é o Vitor. De repente começa a comportar-se como um parvo. Gosta de mim, faz-me as composições e tem atitudes racistas?
    Como uma desgraça não dura sempre, no final as coisas lá se arranjam. Só não cheguei a perceber porque é que o Daniel veio morar connosco! Mas não faz mal. Não perdi um admirador: ganhei dois amigos.
  • Olá, amigos leitores:Eu sou o Zé. Fui forçado a passar um tempo com a minha avó (afinal é minha bisavó) que mal conhecia. Fartei-me de chorar no dia em que o meu pai lá me deixou e se despediu à francesa. Mas, rapidamente, fiz amigos: a Titas (a cadela que me mordeu), a Belinha (a menina que me insultou e a quem dei um pontapé) e o David, o miúdo americano que dizia “oquei, raite” em vez de dizer está bem. Vivemos momentos muito emocionantes: os piqueniques no rio, os passeios de bicicleta, as idas ao circo e à feira, a exploração do sótão e o desaparecimento do David. Afinal, onde se meteu ele que não aparece?
  • Olá, amigos leitores:
    Eu sou a Dulce, conhecida na escola como astronauta por estar sempre na lua pois, o dia da discussão dos meus pais, que terminou em divórcio, não me sai da cabeça. O que se passa na realidade é que estou muito dividida pois não sei em que casa me sinto melhor: na do meu pai, um pequeno apartamento, ou na da minha mãe, onde sempre morámos e que agora tem toda a gente menos o meu pai. Até tem a enjoada da minha prima Mimi que não toca na comida. Contrariamente a mim que como tudo: a minha comida e a da minha prima. Resultado: sou gorda e na escola chamam-me nomes feios.
    Quando encontrei sete gatinhos prestes a afogarem-se, fiquei muito feliz por poder tomar conta deles. O pior é que o director não os deixa ficar na escola, a minha mãe não me deixa ficar com eles e o meu pai… duvido! Os adultos são mesmo complicados.
  • Olá, amigos leitores:
    - Eu sou a Maria, tenho 13 anos.
    - Eu sou o João, o irmão mais novo da Maria.
    - Sou uma jovem triste pois não tenho motivos para sorrir.
    - A nossa mãe abandonou-nos e ficámos só com o meu pai que resolveu casar com a Aurora.
    - A Aurora não descansou enquanto não nos mandou para fora de casa, com a desculpa que os dois não tinham condições para nos criar.
    - Primeiro fomos para um colégio interno. Não gostámos, fizemos asneiras, fomos expulsos…
    - Agora vivemos com a D. Dulce, uma professora aposentada que foi patroa da Aurora, a nossa madrasta.
    - A D. Dulce é muito simpática, trata-nos muito bem e dá-nos guloseimas…
    - Ela e as amigas são três bruxas. Eu não toco na comida. Se me obrigam a comer, de seguida fecho-me na casa de banho. O meu corpo está a começar a ressentir-se: os meus dentes estão com problemas, o cabelo está a cair-me…
    - A Maria tem tentado alguns disparates contra a D. Dulce. Imaginem! Pôs vidros no bolo de chocolate e proibiu-me de comê-lo. Eu até gosto dela. Trata-nos muito bem, e até nos comprou um computador.
    - Não quero saber! Quero voltar para a minha casa.

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