
segunda-feira, 31 de dezembro de 2007
BRINDE A 2008

domingo, 23 de dezembro de 2007
NATAL REPLETO DE POESIA
NATAL CHIQUE
Percorro o dia, que esmorece
Nas ruas cheias de rumor;
Minha alma vã desaparece
Na minha pressa e pouco amor.
Nas ruas cheias de rumor;
Minha alma vã desaparece
Na minha pressa e pouco amor.
Hoje é Natal. Comprei um anjo,
Dos que anunciam no jornal;
Mas houve um etéreo desarranjo
E o efeito em casa saiu mal.
Valeu-me um príncipe esfarrapado
A quem dão coroas no meio disto,
Um moço doente, desanimado...
Só esse pobre me pareceu Cristo.
LER O NATAL


Jostein Gaarder e o seu O mistério de Natal, envolvem-nos em magia e mistério através de um calendário que se folheia ao longo da época natalícia, levando-nos de surpresa em surpresa pois, no dia 1 de Dezembro, "...os ponteiros do relógio deviam estar tão cansados de girar para o mesmo lado, ano após ano, que, porventura, decidiram mudar de sentido."
Paul Auster, com o seu conto A história de Natal de Auggie Wren, surpreende-nos pela diferença pois o próprio autor confessa que pretende fugir à "pieguice hipócrita e melosa" dos contos de Natal. E foge. Mas a solidariedade está lá, numa história verídica que denuncia a solidão nas grandes cidades, a velhice e o abandono e a partir da qual Auster escreveu o guião de Smoke, filme realizado em 1995 por Wayne Wang.
sábado, 22 de dezembro de 2007
BARBI-RUIVO, O MEU PRIMEIRO CAMÕES

A inspiração foi um livro, Os Lusíadas, que Manuel Alegre se habituou a ver e a folhear quando era pequeno. Assim começa a história, para abrir o apetite:
-”Quando eu era criança, lembro-me de ver na minha casa e nas casas de pessoas de família ou amigos, normalmente, na sala de visitas, um livro grande, encadernado, que se destacava de todos os outros. Nem sempre era da mesma cor, mas em todos eles havia um desenho de um homem com uma coroa de louros na cabeça e uma pala num olho. Um dia perguntei que livro era.
- Este livro chama-se Os Lusíadas, é o nosso livro – disse o meu pai – o livro dos portugueses. Foi escrito por Luís Vaz de Camões, o maior poeta português, acrescentou, apontando aquele homem de um só olho.
Às vezes abria o livro e lia para eu ouvir. Acabei por saber de cor os primeiros versos, antes mesmo de aprender a ler.”
De várias cores, feitios, tamanhos e preços, Os Lusíadas é, e continuará a ser, o livro, o nosso livro, a nossa identidade. E Luís de Camões o nosso poeta.
Para continuar a ser lembrado e apreciado pelos mais novos, Barbi-Ruivo, da Editora Dom Quixote, é uma belíssima prenda para o Natal que se avizinha.
sexta-feira, 21 de dezembro de 2007
VENCEDORES
A BE/CR é uma animação! Durante o 1º período, decorreram três concursos. Um de escrita para comemorar o Dia Internacional da BE com o tema biblioteca, livros e leitores; dois de leitura, inter-turmas, em Português para alunos de 8º ano, e em Inglês para alunos de 9ºano.
Os vencedores do concurso de escrita e respectivos contos:
- Christopher, 9ºD, "Asdrúbal, o bibliotecário"
- Eduarda, 6ºA, "Um miúdo de dez anos"
- Nuno Ricardo, 5ºB, "A fantasia da leitura"
As equipas vencedoras dos concursos de leitura foram o 8ºC :Ana Cecília, Daniela Silva, Francisco, Gustavo, Miguel Rodrigues (na foto) e o 9ºD: Fábio Leite, Christopher, Cristina Silva.
quinta-feira, 20 de dezembro de 2007
LEITURA ORIENTADA
Com verba atribuída pelo PNL, foram adquiridos conjuntos de livros que vão circular pelas escolas mediante uma grelha de itinerâncias elaborada pelos respectivos professores. Os alunos do Agrupamento de Arrifana e Escapães vão ter nas aulas, para leitura orientada, os seguintes títulos:
1º ano: A lebre e a tartaruga, Helen Ward, Caminho
A menina que detestava livros, M. Pawagi, Terramar
Os ovos misteriosos, Luísa Ducla Soares, Afrontamento
2º ano: A girafa que comia estrelas, José Eduardo Agualusa, Dom Quixote
Adivinhas coloridas, Tiago Salgueiro, Gailivro
Se tu visses o que eu vi, António Mota, Gailivro
3º ano: Abada de histórias, António Mota, Gailivro
Contos para rir, Luísa Ducla Soares, Civilização
O tesouro, Manuel António Pina, Campo das Letras
4º ano: Contos da mata dos medos, Álvaro Magalhães, Assírio & Alvim
O menino que se apaixonou por uma guitarra, José Jorge Letria, Campo das Letras
O segredo do rio, Miguel Sousa Tavares, Oficina do Livro
5º ano: Histórias em verso para meninos perversos, Roald Dahl, Teorema
6º ano: 101 poetas iniciação à poesia em língua portuguesa, Inês Pupo (org.), Caminho
O planeta branco, Miguel Sousa Tavares, Oficina do Livro
O pote de mel, Rigoberta Menchú Tum, Campo das Letras
Aparentemente, o 5º ano vai ler menos mas não é verdade! Acontece que a escola já tem vários conjuntos que vão ser trabalhados nas aulas, como por exemplo:
A menina que detestava livros, M. Pawagi, Terramar
Os ovos misteriosos, Luísa Ducla Soares, Afrontamento
2º ano: A girafa que comia estrelas, José Eduardo Agualusa, Dom Quixote
Adivinhas coloridas, Tiago Salgueiro, Gailivro
Se tu visses o que eu vi, António Mota, Gailivro
3º ano: Abada de histórias, António Mota, Gailivro
Contos para rir, Luísa Ducla Soares, Civilização
O tesouro, Manuel António Pina, Campo das Letras
4º ano: Contos da mata dos medos, Álvaro Magalhães, Assírio & Alvim
O menino que se apaixonou por uma guitarra, José Jorge Letria, Campo das Letras
O segredo do rio, Miguel Sousa Tavares, Oficina do Livro
5º ano: Histórias em verso para meninos perversos, Roald Dahl, Teorema
6º ano: 101 poetas iniciação à poesia em língua portuguesa, Inês Pupo (org.), Caminho
O planeta branco, Miguel Sousa Tavares, Oficina do Livro
O pote de mel, Rigoberta Menchú Tum, Campo das Letras
Aparentemente, o 5º ano vai ler menos mas não é verdade! Acontece que a escola já tem vários conjuntos que vão ser trabalhados nas aulas, como por exemplo:
- A menina do mar, Sophia de Mello Breyner Andresen, Figueirinhas
- A fada Oriana, Sophia de Mello Breyner Andresen, Figueirinhas
- Pedro Alecrim, António Mota, Gailivro
- A caminho de Fátima, Mário Castrim, Caminho
segunda-feira, 17 de dezembro de 2007
A PROPÓSITO DE "O CAVALEIRO DA DINAMARCA"
Em O Cavaleiro da Dinamarca, a temática principal tem cariz religioso pois centra-se no dia de Natal com toda sua tradição (a ceia, o pinheiro, o presépio, as decorações da casa) descrita de forma poética, como tão bem sabia fazer Sophia de Mello Breyner Andresen. Neste dia, o Cavaleiro comunica à famíla que vai passar o Natal seguinte na Terra Santa, para rezar no sítio onde Jesus nasceu. A peregrinação vai transformar-se numa grande aventura vivida com muita coragem, fé e determinação pois ele tem de enfrentar imensos perigos.
Encaixadas na estória principal, outras estórias são contadas dando mais colorido, variedade e uma imensa riqueza cultural e artística à obra e mergulham o leitor noutros mundos:
- mundo ambiental: a floresta, com toda a sua fauna e flora, sofre grandes alterações à medida que as estações do ano vão passando.
- mundo histórico: História de Portugal (numa estória sobre os Descobrimentos) e História da Itália (em pleno Renascimento com todo o seu esplendor artístico, cultural e económico, fonte de um imenso espanto para o Cavaleiro).
- mundo social: as personagens pertencem a todas as classes sociais: O Cavaleiro pertence à monarquia, está rodeado de criados e servos que pertencem ao povo, é tratado, quando adoece, por frades (clero), e convive com a burguesia (banqueiros, mercadores e negociantes) quando passa grandes temporadas em várias cidades italianas.
- mundo artístico e cultural: o Cavaleiro fica deslumbrado com a arquitectura renascentista italiana e com as conversas sobre astronomia, filosofia, matemática, pintura e poesia. Ouve as estórias do pintor Giotto, discípulo de Cimabué, e do poeta Dante que descreveu a sua descida aos Infernos na obra A Divina Comédia.
São, portanto, muitos os espaços e os ambientes onde vai decorrer a acção:
- Casa do Cavaleiro, situada numa floresta na Dinamarca (Norte da Europa), símbolo dos valores tradicionais: fé, família, amizade, respeito; local donde parte em peregrinação;
- Palestina, símbolo de fé: Jerusalém, Belém, montes do Calvário e Judeia, Jardim das Oliveiras, rio Jordão, lago Tiberíade;
- Itália, símbolo do progresso e esplendor: Ravena, Veneza, Florença;
- Flandres e Antuérpia, símbolo da nova era, graças às navegações que permitiam ir ao encontro do desconhecido e da riqueza;
- Mar (viagem de barco) e terra (viagem a cavalo);
- Convento, símbolo de paz e de equilíbrio;
- Floresta, casa do Cavaleiro, local onde regressa, dois anos depois de ter partido.
Uma obra riquíssima do ponto de vista cultural e literário, com descrições embelezadas pelas personificações, metáforas e adjectivação que transmitem ao leitor sensações várias como se vivesse as próprias sensações da personagem principal; uma obra que se lê com avidez e que deveria ser de leitura obrigatória para toda a gente (miúdos e graúdos) e que só não o é porque "o verbo ler, tal como o verbo amar, não suportam o imperativo". A citação é de Daniel Pennac, in, Como um Romance.
terça-feira, 4 de dezembro de 2007
CONCURSO NACIONAL DE LEITURA

"A 1ª Fase do Concurso Nacional de Leitura decorrerá ao longo do 1º período escolar e nas primeiras semanas do 2º período, sendo organizada de modo descentralizado em cada uma das escolas que aderirem a esta iniciativa. Embora na maioria dos casos a coordenação seja assegurada por docentes da área do Português ou pelo professor que coordena a Biblioteca Escolar, qualquer professor da escola poderá aderir com alunos das suas turmas ao CNL.
Cada escola seleccionará um máximo de três vencedores em cada uma das duas categorias – 3º Ciclo do Ensino Básico e Ensino Secundário –, que estarão presentes na respectiva Final Distrital. A 1ª Fase terminará impreterivelmente no dia 18 de Janeiro de 2008."

Quem tiver curiosidade, pode ver aqui os vencedores da 1ª edição que decorreu no ano lectivo 2006/2007.
O grupo de Língua Portuguesa do 3º ciclo aceitou o desafio e conseguiu um número bastante razoável de alunos inscritos: 52.
Ouvidos os alunos da
Comunidade de Leitores, foram seleccionados para a primeira fase do concurso os seguintes livros:
Ouvidos os alunos da

O Cavaleiro da Dinamarca, de Sophia de Mello Breyner Andresen, uma obra religiosa, ambiental, histórica, social e artística. O Gorro Vermelho, de Ana Saldanha, uma adaptação ao mundo actual do conhecidíssimo conto da tradição oral O Capuchinho Vermelho.
CONCURSOS DE LEITURA


O livro O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá é uma lindíssima história de amor probido. Apesar de escrito para ser oferecido a uma criança, o filho do autor, é uma fábula com uma crítica muito acentuada, metáfora de muitos tipos sociais: o hipócrita, o coscuvilheiro, o adúltero, o preconceituoso. Os alunos fizeram a sua leitura integral nas aulas e resolveram as tarefas propostas na Webquest que pode ser consultada aqui.
quinta-feira, 29 de novembro de 2007
MALDITA MATEMÁTICA!

A propósito do estado da Matemática no país, leia-se este artigo do jornal A página da educação sobre um conto humorístico intitulado Maldita Matemática escrito pelo escritor russo Arkady Averchenko. Provavelmente foi neste conto que se inspirou Álvaro Magalhães para escrever o seu conto com o mesmo título. Digo eu!
DAR LEITORES AOS LIVROS




Outros títulos:
Tchim e a alimentação, Graça Gonçalves
Depois daquela viagem, Valéria Polizzi
A minha vida não é nada disto, Alexandre Honrado
O bebé de Anna, Unni Lindell
Tão cedo, Marta, Maria Teresa Gonzalez
Diário de Sofia & Cª (aos 15 anos), Luísa Ducla Soares
A lua de Joana, Maria Teresa Gonzalez
Primavera Interrompida, Daniel Marques Ferreira
A violência explicada aos jovens, José Jorge Letria
Na rota da ilha da tosse, José Jorge Letria
Em parceria com o Plano da Matemática e para serem lidos nas aulas de Estudo Acompanhado (disciplina direccionada para a
Matemática) foram seleccionados estes livros:

Maldita Matemática, Álvaro Magalhães
Pequeno livro da desmatemática, Manuel António Pina
Matemáticas assassinas, Kjartan Poskitt
Terríveis Matemáticas: Alice no país dos números, Carlo Frabetti
Para qua a Matemática seja sentida com poesia, está previsto um concurso de poemas com o tema "Matemática com amor".
O livro Tchim e a alimentação inclui uma peça de teatro que vai ser representada pelos alunos do grupo de teatro coordenado pela profª Manuela Duarte.
terça-feira, 27 de novembro de 2007
WIKI SOBRE ESCRITORES E ILUSTRADORES
Não são escritores conhecidos no mundo da literatura infanto-juvenil. No entanto, escreveram algumas estórias para crianças e/ou jovens cuja informação se encontra aqui, numa Wiki que ainda não está completa mas que já tem alguma informação para quem quer saber mais sobre livros, respectivos autores e ilustradores. Boas leituras!
segunda-feira, 26 de novembro de 2007
COMUNIDADE DE LEITORES: AS NOSSAS LEITURAS
Colecção Triângulo Jota, Álvaro Magalhães
Estas são as leituras que os alunos da Comunidade de Leitores têm feito e as suas opiniões sobre os livros que leram estão registadas na página "Li, gostei e recomendo".
quinta-feira, 22 de novembro de 2007
CIENTISTAS DESPENTEADOS (II)

Quem nos faz lembrar esta descrição? Pois é! Albert Einstein. Mas não é ele a personagem. O despenteado é o Dr. Dyer, o director de uma Academia de Ciências, escola em regime de internato, com fama de ter um ensino de qualidade. Jamie é enviado para esta escola e vai escrever um diário onde regista todas as peripécias e aventuras vividas no mundo da ciência. Que aventuras são essas? Os laboratórios irão explodir? Pior do que isso! "O mundo está à beira do caos científico; os aparelhos já não funcionam, a Internet falhou; e, num pequeno colégio, o nosso herói, Jamie, vê-se enredado num plano malévolo." (contracapa do livro)
Este livro foi eleito o nº 1 dos 10+ de Ciência pelas Edições 70, e o seu autor, Russell Stannard, é um cientista contador de histórias cujos livros explicam a ciência de forma clara e di
vertida. Fã de Einstein desde que descobriu as suas teorias, usa-o como personagem na colecção com os títulos:
O tempo e o espaço do Tio Alberto
Os buracos negros do Tio Alberto
Perguntem ao Tio Alberto
O Tio Alberto e o mundo dos quanta
Para saber mais sobre outros livros do autor, clicar aqui.
segunda-feira, 19 de novembro de 2007
QUEM DISSE QUE OS CIENTISTAS SÃO UNS LOUCOS DESPENTEADOS?

Cada atitude das personagens vai levar o narrador a uma citação. De citação em citação, ficamos a conhecer os pensamentos de muitos cientistas (uns mais conhecidos, outros menos, depende da cultura de cada um!). De Bernard Shaw (o primeiro a ser citado) a Francis Bacon (o último) passando por Marie Curie, Einstein, Charles Darwin e tantos outros, é grande o rol de frases e ensinamentos. Temas como a hereditariedade, a manipulação genética, a clonagem, as experiências laboratoriais com animais e até os trabalhos dos alunos que não passam de cópias da Internet são debatidos com muito humor (e algumas piadas infelizes do Rolhas!). Divertidas, também, são as propostas de verificação de conhecimentos, como por exemplo as da página 35:
- "A quem é que Albert Einstein deitou a língua de fora? Concordas com a sua atitude?"
- "Sabes quem foi Marie Curie? Se a tua resposta é negativa, não justifiques a tua ignorância - é injustificável."
- "Os piercings são uns roedores nocturnos da Nova Zelândia que se encontram em vias de extinção. Verdadeiro ou falso?"
- "Parece-te que o Nuno curte a Carla?"
Mau, mau, é o facto de os três amigos terem feito um trabalho tão criativo sobre cientistas e a professora de Ciências não ter acreditado que eles eram realmente os autores. Factos da vida!...
domingo, 18 de novembro de 2007
OS LIVROS SÃO PASSAPORTES
Costumo dizer que os livros são como as cerejas: pega-se num e logo vêm uns quantos atrás.
Lendo, temos oportunidade de viajar, viver aventuras, emoções fortes, chorar, rir ou simplesmente sorrir, desvendar mistérios, entrar em mundos desconhecidos...
Viajei pelo Brasil e conheci a magia do mar, os rituais do candomblé, a miséria dos meninos de rua, entregues à sua própria sorte e a quem tudo lhes é negado incluindo o afecto, quando li Mar Morto e Capitães da Areia, de Jorge Amado.
Fiz uma viagem no tempo e mergulhei na Idade Média quando li A Papisa Joana de Donna Woolfolk Cross. Com este livro senti profundamente o quanto sofriam as mulheres por viverem numa sociedade que lhes negava o direito a tudo, incluindo o direito a serem inteligentes.
Viajei até Paris do século XVIII através do livro O Perfume do alemão Patrick Suskind. Entrei directamente nos ateliers dos perfumistas e vivi momentos arrepiantes proporcionados pela personagem principal, uma figura monstruosa que mata para encontrar o perfume ideal sinónimo da forma suprema da Beleza.
Fiz mergulho submarino, conheci as profundezas do mar e as paisagens magníficas de Varadero, em Cuba, quando li Bailado de Sombras de Miguel Miranda.
Deliciei-me e emocionei-me com a personagem Pompeia em O Vento e a Lua - história de uma vagabunda de Rita Ferro, uma criança deixada aos seis meses, num galinheiro, com três biberões de leite, enquanto os pais iam trabalhar. E Pompeia cresceu em liberdade, à solta como o vento e a lua.
Da literatura dita juvenil, foram vários os livros que me fizeram vibrar e pensar. Destaco, no entanto dois autores recentes: Alexandre Honrado e Daniel Marques Ferreira. Do primeiro, Sentados no Silêncio e os livros da colecção "Casos da Vida Real; do segundo, Quarto com Vista para o Paraíso e Primavera Interrompida. Todos eles me levaram ao encontro de jovens perdidos no meio dos seus problemas provocados por famílias desmembradas, sida, droga, anorexia, suicídio, gravidez precoce.
E, viagem maravilhosa é a que fiz de planeta em planeta, acompanhando O Principezinho de Antoine de Saint-Exupéry. Uma história terna sobre a tristeza e a solidão, uma forma filosófica e poética de reflectir sobre os valores da vida.
Muitos mais me levariam a escrever mas, então, não terminaria o texto tantos foram os livros que li, que adorei ler, que me fizeram passar momentos tão bons e esquecer tudo à minha volta. Não quero, porém, deixar de fazer referência a quem me fez passar horas e horas magníficas: Luís de Camões, Miguel Torga, Fernando Namora, Alves Redol, Eça de Queirós, José Saramago, Sophia de Mello Breyner Andresen, Ilse Losa, Eugénio de Andrade, Isabel Allende, Gabriel Garcia Marquez, Luís Sepúlveda, Maximo Gorki, Dostoievsky, Emílio Zola, Albert Camus...
Os livros são o meu calmante, o meu refúgio, o meu tesouro.
Ana Paula Oliveira

Duas pessoas, bem conhecidas, também convidaram os leitores a viajar com elas e os seus textos podem ser consultados no site da DGLB:
Alice Vieira faz o convite num guia orientador de leitura intitulado "Viajar nos livros", ilustrado por João Caetano.
Paula Moura Pinheiro publicou uma selecção bibliográfica intitulada "...novo céu e novas estrelas... viajar nos livros".
Paula Moura Pinheiro publicou uma selecção bibliográfica intitulada "...novo céu e novas estrelas... viajar nos livros".
quinta-feira, 15 de novembro de 2007
INÍCIO DA AVENTURA

Os livros. A sua cálida,
terna, serena pele. Amorosa
companhia. Dispostos sempre
a partilhar o sol
das suas águas. Tão dóceis,
tão calados, tão leais,
tão luminosos na sua
branca e vegetal e cerrada
melancolia. Amados
como nenhuns outros companheiros
da alma. Tão musicais
no fluvial e transbordante
ardor de cada dia.
terna, serena pele. Amorosa
companhia. Dispostos sempre
a partilhar o sol
das suas águas. Tão dóceis,
tão calados, tão leais,
tão luminosos na sua
branca e vegetal e cerrada
melancolia. Amados
como nenhuns outros companheiros
da alma. Tão musicais
no fluvial e transbordante
ardor de cada dia.
Eugénio de Andrade, Ofício da Paciência
Nada melhor do que um poema de Eugénio de Andrade para começar a escrever sobre livros para que eles se transformem na companhia leal tão necessária no nosso quotidiano.
Este é o poeta seleccionado para o passatempo literário de Novembro. Resolvê-lo é conhecer melhor a sua poesia e saber mais.
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