quarta-feira, 23 de abril de 2008

E-BOOKS

Ai que prazer ter um livro para ler e poder fazê-lo. Folhear, sentir o cheiro do papel, imaginar as personagens e os espaços, saborear a estória. Não há nada que chegue a um livro. Quem não o puder ter em papel e/ou preferir o computador, aqui ficam muitas sugestões. É só clicar.
A Divina Comédia -Dante Alighieri
A Comédia dos Erros -William Shakespeare
Poemas de Fernando Pessoa -Fernando Pessoa
Dom Casmurro -Machado de Assis
Cancioneiro -Fernando Pessoa
Romeu e Julieta -William Shakespeare
A Cartomante -Machado de Assis
Mensagem -Fernando Pessoa
A Carteira -Machado de Assis
A Megera Domada -William Shakespeare
A Tragédia de Hamlet, Príncipe da Dinamarca -William Shakespeare
Sonho de Uma Noite de Verão -William Shakespeare
O Eu profundo e os outros Eus. -Fernando Pessoa
Dom Casmurro -Machado de Assis
Do Livro do Desassossego -Fernando Pessoa
Poesias Inéditas -Fernando Pessoa
Tudo Bem Quando Termina Bem -William Shakespeare
A Carta -Pero Vaz de Caminha
A Igreja do Diabo -Machado de Assis
Macbeth -William Shakespeare
Este mundo da injustiça globalizada -José Saramago
A Tempestade -William Shakespeare
O pastor amoroso -Fernando Pessoa
A Cidade e as Serras -José Maria Eça de Queirós
Livro do Desassossego -Fernando Pessoa
A Carta de Pero Vaz de Caminha -Pero Vaz de Caminha
O Guardador de Rebanhos -Fernando Pessoa
O Mercador de Veneza -William Shakespeare
A Esfinge sem Segredo -Oscar Wilde
Trabalhos de Amor Perdidos -William Shakespeare
Memórias Póstumas de Brás Cubas -Machado de Assis
A Mão e a Luva -Machado de Assis
Arte Poética -Aristóteles
Conto de Inverno -William Shakespeare
Otelo, O Mouro de Veneza -William Shakespeare
Antônio e Cleópatra -William Shakespeare
Os Lusíadas -Luís Vaz de Camões
A Metamorfose -Franz Kafka
A Cartomante -Machado de Assis
Rei Lear -William Shakespeare
A Causa Secreta -Machado de Assis
Poemas Traduzidos -Fernando Pessoa
Muito Barulho Por Nada -William Shakespeare
Júlio César -William Shakespeare
Auto da Barca do Inferno -Gil Vicente
Poemas de Álvaro de Campos -Fernando Pessoa
Cancioneiro -Fernando Pessoa
Catálogo de Autores Brasileiros com a Obra em Domínio Público -Fundação Biblioteca Nacional
A Ela -Machado de Assis
O Banqueiro Anarquista -Fernando Pessoa
Dom Casmurro -Machado de Assis
A Dama das Camélias -Alexandre Dumas Filho
Poemas de Álvaro de Campos -Fernando Pessoa
Adão e Eva -Machado de Assis
A Moreninha -Joaquim Manuel de Macedo
A Chinela Turca -Machado de Assis
As Alegres Senhoras de Windsor -William Shakespeare
Poemas Selecionados -Florbela Espanca
As Vítimas-Algozes -Joaquim Manuel de Macedo
Iracema -José de Alencar
A Mão e a Luva -Machado de Assis
Ricardo III -William Shakespeare
O Alienista -Machado de Assis
Poemas Inconjuntos -Fernando Pessoa
A Volta ao Mundo em 80 Dias -Júlio Verne
A Carteira -Machado de Assis
Primeiro Fausto -Fernando Pessoa
Senhora -José de Alencar
A Escrava Isaura -Bernardo Guimarães
Memórias Póstumas de Brás Cubas -Machado de Assis
A Mensageira das Violetas -Florbela Espanca
Sonetos -Luís Vaz de Camões
Eu e Outras Poesias -Augusto dos Anjos
Fausto -Johann Wolfgang von Goethe
Iracema -José de Alencar
Poemas de Ricardo Reis -Fernando Pessoa
Os Maias -José Maria Eça de Queirós
O Guarani -José de Alencar
A Mulher de Preto -Machado de Assis
A Desobediência Civil -Henry David Thoreau
A Alma Encantadora das Ruas -João do Rio
A Pianista -Machado de Assis
Poemas em Inglês -Fernando Pessoa
A Igreja do Diabo -Machado de Assis
A Herança -Machado de Assis
A chave -Machado de Assis
Eu -Augusto dos Anjos
As Primaveras -Casimiro de Abreu
A Desejada das Gentes -Machado de Assis
Poemas de Ricardo Reis -Fernando Pessoa
Quincas Borba -Machado de Assis
A Segunda Vida -Machado de Assis
Os Sertões -Euclides da Cunha
Poemas de Álvaro de Campos -Fernando Pessoa
O Alienista -Machado de Assis
Don Quixote. Vol. 1 -Miguel de Cervantes Saavedra
Medida Por Medida -William Shakespeare
Os Dois Cavalheiros de Verona -William Shakespeare
A Alma do Lázaro -José de Alencar
A Vida Eterna -Machado de Assis
A Causa Secreta -Machado de Assis
14 de Julho na Roça -Raul Pompéia
Divina Comedia -Dante Alighieri
O Crime do Padre Amaro -José Maria Eça de Queirós
Coriolano -William Shakespeare
Astúcias de Marido -Machado de Assis
Senhora -José de Alencar
Auto da Barca do Inferno -Gil Vicente
Noite na Taverna -Manuel Antônio Álvares de Azevedo
Memórias Póstumas de Brás Cubas -Machado de Assis
A "Não-me-toques"! -Artur Azevedo
Os Maias -José Maria Eça de Queirós
Obras Seletas -Rui Barbosa
A Mão e a Luva -Machado de Assis
Amor de Perdição -Camilo Castelo Branco
Aurora sem Dia -Machado de Assis
Édipo-Rei -Sófocles
O Abolicionismo -Joaquim Nabuco
Pai Contra Mãe -Machado de Assis
O Cortiço -Aluísio de Azevedo
Tito Andrônico -William Shakespeare
Adão e Eva -Machado de Assis
Os Sertões -Euclides da Cunha
Esaú e Jacó -Machado de Assis
Don Quixote -Miguel de Cervantes
Camões -Joaquim Nabuco
Antes que Cases -Machado de Assis
A melhor das noivas -Machado de Assis
Livro de Mágoas -Florbela Espanca
O Cortiço -Aluísio de Azevedo
A Relíquia -José Maria Eça de Queirós
Helena -Machado de Assis
Contos -José Maria Eça de Queirós
A Sereníssima República -Machado de Assis
Iliada -Homero
Amor de Perdição -Camilo Castelo Branco
A Brasileira de Prazins -Camilo Castelo Branco
Os Lusíadas -Luís Vaz de Camões
Sonetos e Outros Poemas -Manuel Maria de Barbosa du Bocage
Ficções do interlúdio: para além do outro oceano de Coelho Pacheco. -Fernando Pessoa
Anedota Pecuniária -Machado de Assis
A Carne -Júlio Ribeiro
O Primo Basílio -José Maria Eça de Queirós
Don Quijote -Miguel de Cervantes
A Volta ao Mundo em Oitenta Dias -Júlio Verne
A Semana -Machado de Assis
A viúva Sobral -Machado de Assis
A Princesa de Babilônia -Voltaire
O Navio Negreiro -Antônio Frederico de Castro Alves
Catálogo de Publicações da Biblioteca Nacional -Fundação Biblioteca Nacional
Papéis Avulsos -Machado de Assis
Eterna Mágoa -Augusto dos Anjos
Cartas D'Amor -José Maria Eça de Queirós
O Crime do Padre Amaro -José Maria Eça de Queirós
Anedota do Cabriolet -Machado de Assis
Canção do Exílio -Antônio Gonçalves Dias
A Desejada das Gentes -Machado de Assis
A Dama das Camélias -Alexandre Dumas Filho
Don Quixote. Vol. 2 -Miguel de Cervantes Saavedra
Almas Agradecidas -Machado de Assis
Cartas D'Amor - O Efêmero Feminino -José Maria Eça de Queirós
Contos Fluminenses -Machado de Assis
Odisséia -Homero
Quincas Borba -Machado de Assis
A Mulher de Preto -Machado de Assis
Balas de Estalo -Machado de Assis
A Senhora do Galvão -Machado de Assis
O Primo Basílio -José Maria Eça de Queirós
A Inglezinha Barcelos -Machado de Assis
Capítulos de História Colonial (1500-1800) -João Capistrano de Abreu
CHARNECA EM FLOR -Florbela Espanca
Cinco Minutos -José de Alencar
Memórias de um Sargento de Milícias -Manuel Antônio de Almeida
Lucíola -José de Alencar
A Parasita Azul -Machado de Assis
A Viuvinha -José de Alencar
Utopia -Thomas Morus
Missa do Galo -Machado de Assis
Espumas Flutuantes -Antônio Frederico de Castro Alves
História da Literatura Brasileira: Fatores da Literatura Brasileira -Sílvio Romero
Hamlet -William Shakespeare
A Ama-Seca -Artur Azevedo
O Espelho -Machado de Assis
Helena -Machado de Assis
As Academias de Sião -Machado de Assis
A Carne -Júlio Ribeiro
A Ilustre Casa de Ramires -José Maria Eça de Queirós
Como e Por Que Sou Romancista -José de Alencar
Antes da Missa -Machado de Assis
A Alma Encantadora das Ruas -João do Rio
A Carta -Pero Vaz de Caminha
LIVRO DE SÓROR SAUDADE -Florbela Espanca
A mulher Pálida -Machado de Assis
Americanas -Machado de Assis
Cândido -Voltaire
Viagens de Gulliver -Jonathan Swift
El Arte de la Guerra -Sun Tzu
Conto de Escola -Machado de Assis
Redondilhas -Luís Vaz de Camões
Iluminuras -Arthur Rimbaud

terça-feira, 22 de abril de 2008

LIVROS DE MUITAS CORES























Este é o slogan escolhido para o cartaz do Dia Mundial do Livro 2008, este ano proclamado pela Assembleia-Geral das Nações Unidas como o Ano Internacional das Línguas.
Para escolher, é preciso conhecer. Aqui fica uma ajuda através de uma selecção de livros que vão ao encontro de dois temas: a cor da tolerância/aceitação da diferença e a cor da liberdade.

    Os ovos misteriosos, Luísa Ducla Soares
    Estranhões e Bizarrocos, José Eduardo Agualusa
    O mundo em que vivi, Ilse Losa
    Racista, eu?, Comissão Europeia
    O racismo explicado aos jovens, Tahar Ben Jelloun
    Vamos conhecer Cabo Verde, João Lopes Filho
    A viagem de Djuku, Alain Corbel
    Baunilha e chocolate, Ana Meireles
    Marie na sombra do leão, Jerry Piasecki, com prefácio de Kofi Annan
    L.A, & Cª SIDA na escola, Maria Mata
    Uma questão de cor, Ana Saldanha
    A liberdade o que é?, José Jorge Letria

    A fábula dos feijões cinzentos, José Vaz
    O tesouro, Manuel António Pina 
    25 a sete vozes, Alice Vieira
    O caso da rua Jau, Mário castrim

    Vinte e zinco, Mia CoutoAbril, abrilzinho, Manuel Freire, Vitorino, José Jorge Letria

    O rapaz da bicicleta azul, Álvaro Magalhães

    Romance do 25 de Abril, João Pedro Mésseder

    O 25 de Abril contado às crianças... e os outros, José Jorge Letria

    Capitães de Abril, José Jorge Letria
    L. A. &Cª no meio da revolução, Maria Mata
    Abril 30 anos trinta poemas de José Fanha, José Jorge Letria

    25 de Abril, Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada

    A revolução das letras, Vergílio Alberto Vieira

    Um fotógrafo em Abril, Sebastião Salgado

    Vassourinha, António Torrado

    A liberdade explicada às crianças, Jean Luc Moreau

    Salgueiro Maia o homem do tanque da liberdade, José Jorge Letria
    O Soldado e o Capitão, os Cravos e o Povão, Valdemar Cruz

sábado, 19 de abril de 2008

DIA MUNDIAL DO LIVRO

Comemora-se no dia 23 de Abril, dia de São Jorge, o Dia Mundial do Livro, desde 1996, por decisão da UNESCO (leia-se a mensagem do seu Director-Geral).
Esta data foi escolhida para honrar uma tradição catalã segundo a qual, neste dia, os cavaleiros oferecem às suas damas uma rosa vermelha e recebem em troca, um livro. Esta é, também, a data da morte de dois grandes escritores, o inglês William Shakespeare e o espanhol Miguel de Cervantes (ambos falecidos em 1616), pelo que são, assim, lembrados e homenageados.
Os livros devem fazer parte da vida de toda a gente por isso, a BE/CR da escola de Arrifana vai promover actividades, durante toda a semana, em torno do livro (conforme o programa), aliando esta data à comemoração do 34º aniversário do 25 de Abril e ao facto de 2008 ter sido eleito o Ano Europeu do Diálogo Intercultural.


Porque, citando Miguel Cervantes, “Ver muito e ler muito aviva o engenho do homem.”

quarta-feira, 16 de abril de 2008

PASSATEMPO LITERÁRIO DE ABRIL

Estas nove interessantes personagens que aqui se apresentam pertencem a sete livros da escritora Ana Saldanha. Lê o que dizem delas próprias e adivinha de que livros saíram. O melhor será leres todos os livros da autora para descobrires a resposta certa.
Entrega a tua resposta na BE/CR até ao final de Abril, ou responde aqui. Não te esqueças de te identificares.
  • Olá, amigos leitores:
    Sou a Sofia, uma jovem bem-disposta e atleta de competição. Pratico natação e o meu melhor amigo, o Joel, é bailarino. Coitado! Há quem o goze por isso e até lhe chamam borboleta. Adoro estar com ele pois como é muito divertido rimo-nos muito.
    O pior de tudo foi o que me aconteceu. Que susto! No entanto, tive muita sorte. Se não tivesse desobedecido à minha mãe, nada daquilo me teria acontecido. Mas, como estava com pressa pois o Joel ia a minha casa, resolvi atravessar o parque para chegar mais depressa a casa da minha avó que esperava o jantar. Quem me mandou falar com aquele homem peludo, asqueroso? Por que carga de água lhe dei informações sobre a morada da minha avó? O Sr. Guará passou por ali, mas… se não fosse o Abel e o pai, não sei o que me teria acontecido!...
  • Olá, amigos leitores:
    Sou a Diana, uma jovem muito vaidosa. O meu pai é o rei das lojas do euro e meio e ganha muito dinheiro pelo que, eu e as minhas irmãs temos tudo o que queremos. Sou muito sensível mas quem convive comigo não sabe interpretar isso e acha-me fútil, mimada e com a mania que sou superior aos outros. A começar pelos meus professores que embirram comigo. Sobretudo a professora de Português que diz que eu preciso de ler mais. Ora essa! Eu até leio todas as revistas de moda e de beleza!... Não tenho culpa de ter um espírito crítico e de achar que os outros são feios, gordos e mal vestidos e de eu ser uma beldade, elegante. É por isso que o Sapo, ou seja, o Afonso não me larga. Que lapa! Mas ele está diferente! Não sei o que se passa!
    Eu sou o Afonso e conheço a Diana desde pequenina pois a minha avó é empregada em casa dela. Devo ser muito burro pois ele faz de mim gato-sapato desde que nos conhecemos e eu faço-lhe as vontades todas. Estes dias no acampamento abriram-me os olhos. Estou a vê-la de outra maneira, como ela é na realidade. Mimada, estragada por toda a gente que lhe chama princesinha. Princesinha! Afinal, ela não é a beldade que quer que todos digam que é! Ela é gorducha, tem borbulhas na cara, é antipática. Não! Não vou ao seu aniversário. Antes que ela me diga alguma coisa vou dizer-lhe que não posso ir. Vou começar a ignorá-la para ver se ela aprende alguma coisa. Agora que abri os olhos descobri a minha verdadeira princesa. E não é a Diana. Finalmente estou curado!
  • Olá, amigos leitores:Sou o Daniel. Apesar de ter 14 anos, ando no 6º ano. Não gosto da escola e falto muitas vezes mas gosto da minha professora de EVT que diz que eu posso vir a ser um grande pintor. Para já, faço graffiti com os meus amigos. Estou entregue a mim próprio e tenho medo de tudo. O meu corpo aparece muitas vezes cheio de nódoas negras cuja origem eu escondo de todos. Tremo todo quando a minha mãe ralha muito comigo e levanta a mão a ameaçar-me… Ela nunca está presente quando preciso dela e não gosto quando ela se envolve, à minha frente, numas cenas descaradas com o namorado. Mas agora que ela desapareceu há quatro dias, sinto a sua falta. Estou só, perdido e com medo do namorado dela, o Jaime. Estou desconfiado que ele lhe fez alguma coisa má!...
  • Olá, amigos leitores:
    Eu sou a Nina e tenho 13 anos. Deixei de ver televisão desde que recebi um computador, no Natal. Para jogar, claro! Há alturas na vida das pessoas em que, parece, todo o mal do mundo nos cai em cima: tenho de tomar uma decisão muito difícil pois meu primo Daniel vem viver uns tempos connosco e pedem-me para lhe ceder o meu quarto; a avó Olga que eu adoro foi hospitalizada com um ataque cardíaco. Para cúmulo, a vinda do meu primo para a minha escola fez-me descobrir que vivo num país de racistas. Como o Daniel é mulato, farto-me de ouvir insultos contra os negros. É de mais! Ele é constantemente agredido verbalmente e não reage. E o pior de todos é o Vitor. De repente começa a comportar-se como um parvo. Gosta de mim, faz-me as composições e tem atitudes racistas?
    Como uma desgraça não dura sempre, no final as coisas lá se arranjam. Só não cheguei a perceber porque é que o Daniel veio morar connosco! Mas não faz mal. Não perdi um admirador: ganhei dois amigos.
  • Olá, amigos leitores:Eu sou o Zé. Fui forçado a passar um tempo com a minha avó (afinal é minha bisavó) que mal conhecia. Fartei-me de chorar no dia em que o meu pai lá me deixou e se despediu à francesa. Mas, rapidamente, fiz amigos: a Titas (a cadela que me mordeu), a Belinha (a menina que me insultou e a quem dei um pontapé) e o David, o miúdo americano que dizia “oquei, raite” em vez de dizer está bem. Vivemos momentos muito emocionantes: os piqueniques no rio, os passeios de bicicleta, as idas ao circo e à feira, a exploração do sótão e o desaparecimento do David. Afinal, onde se meteu ele que não aparece?
  • Olá, amigos leitores:
    Eu sou a Dulce, conhecida na escola como astronauta por estar sempre na lua pois, o dia da discussão dos meus pais, que terminou em divórcio, não me sai da cabeça. O que se passa na realidade é que estou muito dividida pois não sei em que casa me sinto melhor: na do meu pai, um pequeno apartamento, ou na da minha mãe, onde sempre morámos e que agora tem toda a gente menos o meu pai. Até tem a enjoada da minha prima Mimi que não toca na comida. Contrariamente a mim que como tudo: a minha comida e a da minha prima. Resultado: sou gorda e na escola chamam-me nomes feios.
    Quando encontrei sete gatinhos prestes a afogarem-se, fiquei muito feliz por poder tomar conta deles. O pior é que o director não os deixa ficar na escola, a minha mãe não me deixa ficar com eles e o meu pai… duvido! Os adultos são mesmo complicados.
  • Olá, amigos leitores:
    - Eu sou a Maria, tenho 13 anos.
    - Eu sou o João, o irmão mais novo da Maria.
    - Sou uma jovem triste pois não tenho motivos para sorrir.
    - A nossa mãe abandonou-nos e ficámos só com o meu pai que resolveu casar com a Aurora.
    - A Aurora não descansou enquanto não nos mandou para fora de casa, com a desculpa que os dois não tinham condições para nos criar.
    - Primeiro fomos para um colégio interno. Não gostámos, fizemos asneiras, fomos expulsos…
    - Agora vivemos com a D. Dulce, uma professora aposentada que foi patroa da Aurora, a nossa madrasta.
    - A D. Dulce é muito simpática, trata-nos muito bem e dá-nos guloseimas…
    - Ela e as amigas são três bruxas. Eu não toco na comida. Se me obrigam a comer, de seguida fecho-me na casa de banho. O meu corpo está a começar a ressentir-se: os meus dentes estão com problemas, o cabelo está a cair-me…
    - A Maria tem tentado alguns disparates contra a D. Dulce. Imaginem! Pôs vidros no bolo de chocolate e proibiu-me de comê-lo. Eu até gosto dela. Trata-nos muito bem, e até nos comprou um computador.
    - Não quero saber! Quero voltar para a minha casa.

domingo, 13 de abril de 2008

LER+ NO ANO EUROPEU DO DIÁLOGO INTERCULTURAL


O ano 2008 foi escolhido como o Ano Europeu do Diálogo Intercultural.
No dia 23 de Abril, comemora-se o Dia Mundial do Livro.
Ligamos os dois eventos e elegemos um livro de Ana Saldanha como ponto de partida para reflexão sobre as diferenças (sejam lá elas quais forem!) e a falta de diálogo para as resolver. Partilhando a leitura de Uma Questão de Cor, alunos e professores poderão fazer da aula de Educação Cívica, por exemplo, uma aula bem dinâmica com uma discussão bem acesa sobre valores. E já agora, a aula de Área de Projecto, poderia ser bem prática se os alunos fizessem cartazes alusivos ao Ano Europeu do Diálogo Intercultural aproveitando frases deste livro. A bem de um mundo mais tolerante e justo!

ANA SALDANHA, ESCRITORA DO MÊS DE ABRIL



É professora, escritora e tradutora e chama-se Ana Saldanha. Já foi notícia neste blogue porque um dos seus livros foi seleccionado para a 1ª fase do Concurso Nacional de Leitura. No próximo dia 21, vai estar na BE/CR para um encontro com alunos de 6ºano e com os de 3º ciclo que participaram no referido concurso. Os seus livros estão à venda na BE/CR para serem comprados, lidos e autografados no final do encontro. O passatempo literário mensal é sobre os seus livros. Participa.


A lista bibliográfica da autora pode ser consultada aqui ou aqui.

A sua colecção "Era uma vez...outra vez", uma nova versão de alguns contos infantis tradicionais, de infantil não tem nada. São temas actuais, preocupantes, abordados de forma pegagógica mas divertida. Há situações que os jovens leitores poderão não entender com uma simples leitura por isso, os seis livros da colecção são um excelente pretexto para leitura orientada na sala de aula e debate dos temas abordados tais como anorexia, assédio sexual/pedofilia, gravidez na adolescência, problemas familiares e educação pequeno-burguesa onde o dinheiro está acima da cultura que não é minimamente valorizada. A propósito, leia-se uma análise de toda a colecção no site da Casa da Leitura.

sábado, 12 de abril de 2008

O REI DO VOLFRÂMIO, MIGUEL MIRANDA

NOVO LIVRO DE MIGUEL MIRANDA

Ontem, dia 11 de Abril, decorreu na Biblioteca Municipal de Santa Maria da Feira a apresentação do último livro de Miguel Miranda O Rei do Volfrâmio. A sessão foi aberta pelo Sr. Presidente da Câmara Municipal e o livro foi apresentado pelo Dr. Strecht Monteiro, amigo do escritor.
Em Portugal há uma tradição de médicos-escritores e Miguel Miranda é mais um exemplo: é médico, chefe de serviço de Medicina Geral e Familiar e autor de muitos livros de variados géneros: romances, contos, policiais e livros infanto-juvenis. A sua vasta obra é já premiada tendo recebido o grande prémio do Conto APE pelo livro Contos à Moda do Porto (1996), o Prémio Caminho de Literatura Policial pelo livro O Estranho Caso do Cadáver Sorridente (1997), o Prémio Fialho de Almeida pelo livro A Maldição do Louva-a-Deus (2001). Além destes, publicou os romances Bailado de Sombras, Livrai-Nos do Mal, Dois Urubus Pregados no Céu, O Silêncio das Carpideiras e ainda os dois livros de contos A Mulher Que Usava o Gato Enrolado ao Pescoço e Como Se Fosse o Último. Os seus livros infantis são A Princesa Voadora e Os Caçadores de Sonhos.
O seu último romance é uma "reflexão sobre a diáspora e as gerações de novos párias". A acção desenrola-se na primeira metade do século XX, época que viveu duas guerras mundiais, altura em que Portugal foi um dos principais exportadores de volfrâmio o que permitiu que muita gente tivesse enriquecido mas sem suporte cultural para gerir sabiamente a fortuna ganha tão repentinamente. Segundo o autor, o livro revela muitas das características e peculiaridades do nosso país. A acção passa-se numa terra do Norte de Portugal (poderia ser em Santa Maria da Feira onde existiu volfrâmio) e, segundo explicou Miguel Miranda, a narração não é linear "há um cruzamento de três estórias e um cruzamento de personagens porque a vida não é uma linha a direito. É o país que fomos e somos onde se misturam o passado e o presente."
Podem-se ler algumas passagens dos seus livros aqui.

sexta-feira, 4 de abril de 2008

2ª FASE DO CONCURSO NACIONAL DE LEITURA


Hoje esteve um dia bem bonito para um passeio a Aveiro sendo os livros e a leitura o pretexto. Águas de Verão e Dentes de Rato foram os protagonistas nas mãos e no conhecimento dos seus leitores. Decorreu, no Centro de Congressos, a fase distrital do Concurso Nacional de Leitura, para os alunos deste distrito. Cada escola participante levou três alunos do 3º ciclo e/ou três do secundário. A nossa escola esteve presente com os alunos vencedores da 1ª fase: João Xavier Silva (8ºA), Diogo Moreira (8ºA) e José Pedro Amorim (7ºA). Os dois alunos de cada nível de ensino que vão representar o distrito na 3ª fase, em Lisboa, ainda não foram apurados. O júri não estava presente pelo que, só dentro de uma semana (segundo informação fornecida pela organização), serão apurados os vencedores. Uma vez que só poderão ser seleccionados dois alunos de cada nível de ensino, se houver empate os alunos empatados serão chamados para mais uma prova. Até lá, é preciso esperar. Foi bem mais simples, o ano passado, em Santa Maria da Feira, pois numa só tarde ficou tudo resolvido.
Parabéns a todos os alunos concorrentes e continuação de boas e muitas leituras.

quarta-feira, 2 de abril de 2008

DIA INTERNACIONAL DO LIVRO INFANTIL


Comemora-se, hoje, o Dia Internacional do Livro Infantil, em homenagem ao escritor Hans Christian Andersen, que nasceu neste dia.

Como vem sendo habitual, foi escrita mais uma mensagem alusiva à data, este ano por um artista tailandês que faz acompanhar o seu texto de um poster que mostra uma criança debruçada sobre as inscrições de um livro de bambu, símbolo do saber.

A Mensagem do Dia Internacional do Livro Infantil é uma iniciativa do IBBY (International Board on Books for Young People), difundida em Portugal pela APPLIJ (Associação Portuguesa para a Promoção do Livro Infantil e Juvenil).




Os livros iluminam, o conhecimento encanta

A busca de conhecimento por meio da leitura tem de tornar-se uma prioridade e deveria ser incrementada logo na infância.
Desde muito cedo se incute nas crianças tailandesas o desejo de conhecimento pela leitura, com base numa tradição e numa cultura sublimes.
Os pais são os primeiros professores das crianças e os monges tornam-se os principais mentores da sua orientação e educação, intelectual e mental, tanto no que respeita aos assuntos do mundo como no tocante aos valores espirituais.
Encontrei inspiração para a minha ilustração em ancestrais tradições do meu país. Por um lado, a tradição de contar histórias às crianças, por outro, a de aprender pela leitura de inscrições em folhas de palmeira e em tabuinhas que se destinam exclusivamente a ser lidas.
As narrativas escritas em folhas de palmeira provêm da tradição budista. Contam a vida de Buda e recontam histórias das jatakas (fábulas e parábolas), com a nobre intenção de cultivar as mentes jovens e de lhes instilar fé, imaginação e um sentido moral.
Chakrabhand Posayakrit
Tradução de José António Gomes





















A nossa sugestão de leitura: todos os contos de Hans Christian Andersen

segunda-feira, 31 de março de 2008

A PROPÓSITO DO CONTO "SAGA"

Durante o 2º período, os alunos de 8º ano estudaram o conto "Saga" inserido no livro Histórias da Terra e do Mar, de Sophia de Mello Breyner Andresen. Os alunos do 8º A fizeram óptimos trabalhos em power point (cada grupo tinha um questionário diferente para resolver e trabalhar) e redigiram as hipotéticas cartas que Hans escreveu ao pai. Aqui ficam algumas dessas cartas.

Carta nº1, por Luís, Mónica, Sandra, Vera Mónica

Cidade desconhecida, séc. XVIII
Querido pai, querida mãe:
É com os mais sinceros sentimentos de mágoa, tristeza e ardor que vos peço perdão pela minha fuga inesperada. A minha fixação pelo mar foi mais forte que tudo, levando–me a contrariar a vossa vontade. Apesar do que aconteceu aos meus tios, o mar apoderou-se cada vez mais de mim. É uma razão inexplicável, mas espero que venham a compreendê-la.
Conheci um novo mundo. Uma nova família acolheu-me, possibilitou-me estudos, deu-me tudo de bom.
Trabalho em armazéns e barcos, o que me ajudará, em breve, a realizar o meu sonho: ser capitão de um navio. Encontro-me numa cidade que não conheço onde tudo é inigualavelmente diferente e belo. Prometo-vos que se me receberem um dia, voltarei ao comando de um grande navio.
Com saudade,
Hans

Carta nº2, por Juliana, Rita, Vera Sofia
25 de Junho de 1812
Queridos pais:
Estou cheio de saudades vossas e do mar de Vig. Todas as tempestades a que assisti e as que vi formar perseguem-me nos meus sonhos e a imagem do pai também não me sai da cabeça quer seja durante o dia ou de noite.
Para escrever esta carta, vim-me deitar na areia com as ondas a cumprimentarem-me na ponta dos pés. Então, reparei que estavam dois búzios poisados em cima de uma rocha. Gostaria que estivessem aqui comigo para verem a beleza destes búzios rosados, brancos e semitranslúcidos. Nesta minha aventura manobrei velas, descarreguei fardos e dirigi o embarque de mercadorias. Naveguei pelo mar fora com temporais mas também na imensidão azul das calmarias. Passei e caminhei por enormes praias brancas. E também negociei nos portos e nas fronteiras.
Pai, estou a realizar o meu sonho de ser marinheiro e estou muito feliz e gostaria que o pai e a mãe também ficassem felizes por mim. Desculpe-me por ter fugido mas foi o pai que me obrigou a tomar esta decisão.
Amo-vos do fundo do meu coração e espero um dia voltar a Vig.
Hans

Carta nº7, por Ana Raquel, Diogo Moreira, João Xavier
Querido pai:
Já sei da tragédia que abalou a tua casa. Vou sentir muito a falta da mãe. Era um doce de pessoa e todos nós a amávamos. Mas, esteja onde estiver, estará sempre nas nossas memórias e no nosso coração.
Espero que passes bem esta fase da tua vida. Estou muito preocupado contigo. Apesar de tudo, és meu pai, um pai que sempre amei e nunca esqueci. És uma pessoa muito importante na minha vida.
Mais uma vez peço que me recebas em Vig, a ilha que me viu nascer e me viu partir como um cobarde. Peço desculpa... Gostava de passar estes próximos tempos contigo, aí, em Vig. O tempo que nos separa é enorme mas nunca é demasiado tarde para ser compensado e bem aproveitado. Espero que esta carta faça mudar a tua opinião em relação a mim. Estarás sempre no meu coração, tanto nos bons como nos maus momentos.
Espero que compreendas que tudo foi um sonho de adolescente que acabou por se concretizar. Foi pena que tivesse perdido uma peça tão importante da vida como é a família.
Adeus...Com enorme desejo de matar em breve uma eterna saudade...

Hans

quinta-feira, 27 de março de 2008

DIA MUNDIAL DO TEATRO



Hoje celebra-se o Dia Mundial do Teatro, por isso, em todo o país, são várias as actividades e os espectáculos que assinalam esta data.
Desde que este dia foi instituído, em 1961, pelo Instituto Internacional do Teatro (ITI/UNESCO), o teatro é celebrado em Portugal e no estrangeiro como uma arte que movimenta milhões de pessoas - os autores dos textos que são levados à cena, os encenadores, os actores, os coreógrafos, os técnicos da luz, do som, os figurinistas e muitos outros.
O teatro nasceu na Grécia antiga e está ligado ao culto de Dionísio, deus das festas, do vinho e do lazer (Baco, na mitologia romana). Nesta altura, os espectáculos eram realizados ao ar livre e as peças eram representadas apenas pelos homens, que cobriam o rosto com máscaras para melhor expressarem os seus sentimentos. Assim, o símbolo do Teatro é duas máscaras, uma que ri e uma que chora. A tragédia e a comédia eram os dois géneros de representação. As tragédias tinham a finalidade de levar os espectadores a reflectir sobre o valor da vida humana. As comédias eram peças de crítica social que provocavam o riso ridicularizando pessoas e aspectos da sociedade.
Todos os anos é escolhida uma personalidade para transmitir uma mensagem, neste dia. Este ano, coube a Robert Lepage, actor, encenador e dramaturgo canadiano que escreceu o seguinte:
"Existem várias hipóteses sobre as origens do teatro, mas aquela que me interpela mais tem a forma de uma fábula:
Uma noite, na alvorada dos tempos, um grupo de homens juntou-se numa pedreira para se aquecer em volta de uma fogueira e para contar histórias. De repente, um deles teve a ideia de se levantar e usar a sua sombra para ilustrar o seu conto.
Usando a luz das chamas ele fez aparecer nas paredes da pedreira, personagens maiores que o natural. Deslumbrados, os outros reconheceram por sua vez o forte e o débil, o opressor e o oprimido, o deus e o mortal. Actualmente, a luz dos projectores substituiu a original fogueira ao ar livre, e a maquinaria de cena, as paredes da pedreira." (...)
O resto continua aqui.

LER, VIAJAR SEM SAIR DO LUGAR, PARA CONHECER E APRENDER (II)

LER, VIAJAR SEM SAIR DO LUGAR, PARA CONHECER E APRENDER (I)

sexta-feira, 21 de março de 2008

21 DE MARÇO, DIA MUNDIAL DA POESIA

Para comemorar este dia, instituído em 1999 pela UNESCO em defesa da diversidade da Língua, e uma vez que é Primavera, tempo de renovação, deixamos o poema "Agora", de Miguel Torga, o poeta-médico transmontano, o poeta da terra e da natureza.

Abre-te primavera!
Tenho um poema à espera
Do teu sorriso.
Um poema indeciso
Entre a coragem e a covardia.
Um poema de lírica alegria
Refreada,
A temer ser tardia
E ser antecipada.

Dantes, nascias
Quando eu te anunciava.
Cantava,
E no meu canto acontecias
Como o tempo depois te confirmava.
Cada verso era a flor que prometias
No futuro sonhado...
Agora, a lei é outra: principias,
E só então eu canto confiado.

in, Antologia Poética, Círculo de Leitores

segunda-feira, 17 de março de 2008

DO LIVRO AO FILME E AO CONCURSO

Respirou-se cultura e saber no último dia de aulas do 2º período. O programa de actividades para este dia era muito rico e variado e estas foram actividades que fizeram sair dois livros da estante.
O livro seleccionado para a actividade "Do livro ao filme" foi O principezinho de Antoine de Saint-Exupéry. Alguns alunos de 7º ano já tinham lido o livro, a maioria foi ao Porto assistir à encenação de Filipe la Féria e, no dia 14, puderam confrontar as duas versões com a versão cinematográfica da obra, numa realização de Stanley Donen. Depois de discutidas as diferenças, os alunos concluiram ter gostado mais do teatro do que do filme "porque as personagens estão mais perto do público e têm mais ritmo". Quanto ao livro, é mesmo para leitura orientada para que a mensagem tão rica e tão simbólica não escape ao leitor mais jovem e, como tal, mais desprevenido. Porque "o essencial é invisível aos olhos" e "só se vê bem com o coração".
Concurso de leitura inter-turmas
Mais um concurso de leitura para alunos de 8º ano. O livro lido previamente foi Betting on friendship e o concurso decorreu inteiramente em inglês: explicação das regras, esclarecimento de dúvidas, perguntas e respostas. A equipa vencedora foi o 8º A que teve como representantes os alunos André, Diogo Almeida e Samuel Alves (na foto). A equipa do 8º C também está de parabéns pois fez uma belíssima prova e ficou em segundo lugar apenas por uma questão de segundos.


Outras actividades realizadas neste dia:
  • Concurso MMS (Mente Mais Sabedora), organizado pelo grupo de Matemática
  • Concurso de "Spelling" (soletração de palavras em inglês, organizado pelo grupo de Inglês)
  • Actividades desportivas
  • Filme "Basta", com Jennifer Lopez, sobre violência doméstica, tema que está a ser trabalhado por algumas turmas
  • Celebração pascal

VENCEDORES DO CONCURSO "MATEMÁTICA COM AMOR"


Foram apurados, no início de Março, os vencedores do concurso de poesia "Matemática com amor". No recital "Cantar a Poesia" foram divulgados os seus nomes e lidos os respectivos poemas.
  • 1º prémio: Maria Carlota, 7ºA
  • 2º prémio (exaequo): Jennifer (7ºD) e Joana (9ºD)
  • 3º prémio: Diogo Almeida (8ºA)
Aqui fica o belíssimo texto em prosa poética, classificado em 1º lugar:

Perdi-me num labirinto sem resolução. Somei o azul aguarela dos teus olhos com o sorriso radiante que apresentas e um novo sentimento nasceu em mim. Fiquei preso nos teus braços, sem o quociente da equação, entre parcelas e números sem significado. Fui assaltado por um sentimento neutro, que deixou a zero qualquer hipótese de te esquecer. Meu coração repartiu-se por quadrículas de ti. O meu lápis e as minhas canetas deixaram de rabiscar, passaram apenas a desenhar-te. A minha imagem no espelho era semelhante à tua e o reflexo no rio não mais me mostrava. Vivi-te intensamente, entre as linhas que tu traçavas. Fui sugado pelas areias movediças do teu mundo. Calculei a raiz quadrada do teu coração e tentei retirar o parêntesis que nos separava. Aproximei-me de ti, em passos minúsculos, quase sem me mover, a antítese da brusquidão com que mudaste a minha vida. O meu amor por ti continua a ser infinito, nem que o dividas por todos os corações existentes na Terra. E se o multiplicares, este mundo passará a ter forma de um coração.

quinta-feira, 13 de março de 2008

SEMANA DA LEITURA PASSO A PASSO - RECITAL DE POESIA

Antes de começar
Poema de Tom Jobim acompanhado à flauta

Poema de Pedro Abrunhosa
Poema de Sérgio Godinho
Afinal, poesia rima com matemática!

Lendo os poetas: Luís de Camões, Florbela Espanca, Fernando Pessoa, Vinicius de Morais, Zeca Afonso

Actuação do coro da escola
A semana da leitura terminou em alta com o espectáculo "Cantar a Poesia". Foram feitas duas sessões (uma de manhã para alunos e outra à noite para pais), ambas com lotação esgotada. A BE tornou-se muito pequena para albergar tanta gente. Muitos alunos estiveram envolvidos juntamente com quatro professoras que os ensaiaram. Muitos poetas foram recitados, sempre com música a acompanhar, pelo que muitos livros sairam da estante. No início do espectáculo foram entregues os prémios aos quatro alunos vencedores do concurso de poesia "Matemática com amor" que decorreu durante o mês de Fevereiro. estes alunos provaram que, afinal, amor, poesia e matemática são três palavras que "rimam".
Do programa, deixamos aqui a introdução, tomada de empréstimo a Manuel Alegre:
Somos um país pequeno e pobre e que não tem
senão o mar
muito passado e muita História e cada vez menos
memória
país que já não sabe quem é quem
país de tantos tão pequenos
país a passar
para o outro lado de si mesmo e para a margem
onde já não quer chegar. País de muito mar
e pouca viagem.
Manuel Alegre, in Doze Naus, Dom Quixote, 2007

Num mundo cruel e sem tempo, num “país de muito mar e pouca viagem”, de barcos à deriva e muitos encalhados, resta-nos a poesia, metáfora de sonho e amor. Para que a memória, cada vez mais pequena, não se extinga para sempre.
Aproveitemos o momento com os nossos poetas.
a coordenadora da BE/CR
Ana Paula Oliveira

sábado, 8 de março de 2008

SEMANA DA LEITURA PASSO A PASSO - MULHERES NAS LETRAS


“As mulheres serviram durante todos estes séculos como espelhos, possuindo o mágico e delicioso poder de reflectir a figura do homem com o dobro do seu tamanho natural.”

Virginia Woolf, feminista, escritora inglesa do princípio do séc. XIX
Num mundo sempre dominado por homens, contra dogmas e preconceitos da sociedade, as mulheres teimaram em ler, escrever, pensar e criar. Algumas destacaram-se na política, outras na ciência, muitas na luta por um mundo melhor e na literatura (dez mulheres receberam o prémio Nobel da Paz e onze o Prémio Nobel da Literatura). Os seus nomes ficaram na História, ao lado de muitos homens.
O número de homens e mulheres premiados é muito desigual. Mas a luta para vencer também o foi. As regras sempre foram ditadas por homens e a vida, por inerência de funções, sempre lhes facilitou o acesso a todas as áreas. As mulheres tiveram de se impor, enfrentar proibições, destruir barreiras.
São as mulheres que mais lêem, por isso homenageamos as mulheres que escreveram e continuam a escrever e nos deliciam. Porque Mulheres que lêem são perigosas e Mulheres que escrevem vivem perigosamente (dois livros de Stefan Bollmann, Círculo de Leitores).



Como ler é perigoso, vamos lê-las!

DIA INTERNACIONAL DA MULHER

Hoje comemora-se o dia da mulher, dia que nem todos compreendem. Há mulheres indignadas porque pensam que não precisam de um dia especial uma vez que todos os dias são delas; o comércio aproveita-se para fazer negócio; os homens criticam o dia e defendem que se as mulheres querem igualdade não deveriam querer um dia para elas. Tudo más interpretações. Que o diga Sofia Barrocas, na nota de abertura da revista Notícias Magazine, de 2 de Março de 2008. Neste artigo está muito bem explicado o porquê da existência deste dia no calendário. Não é para as mulheres deixarem de cozinhar, ir ao restaurante ou receber flores. Antes pelo contrário. É para lembrar que no mundo, em pleno século XXI, ainda há muitas mulheres que sofrem, vítimas de humilhações, violações, mutilações, violência doméstica, discriminação nos empregos e desigualdade social.
Aproveitamos a semana da leitura para homenagear as Mulheres nas Letras porque, através das palavras (e a palavra tem muito poder), lutaram contra esta situação (ver mensagem seguinte).
Quem está desinformado percorra a Internet e dê uma vista de olhos pelos vários sites que desenvolvem o tema e esclarecem o aparecimento de um dia tão contestado por muitos.
Aqui ficam algumas sugestões:

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